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Bolsas sobem com estímulos nos EUA e petróleo dispara com perpetiva de maior consumo

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 16 de Junho de 2020 às 17:20
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Estímulos reconfortam investidores e verde retorna às bolsas

Os futuros nos Estados Unidos e na Europa apontam novas subidas numa altura em que novos estímulos monetários e fiscais nos Estados Unidos reforçam a confiança na recuperação económica.

A tendência positiva já se havia sentido na sessão asiática, onde o MSCI Asia Pacific inverteu da maior queda desde março para ganhos de mais de 3%. Já a bolsa de Tóquio disparou quase 4,5% após novas decisões do banco central. 

A impulsionar está a notícia de que a administração de Donald Trump pretende despender 1 bilião em infraestrutura, depois de na segunda-feira a Reserva Federal ter detalhado planos para comprar obrigações de empresas, que começam esta terça-feira. No Japão, as novidades foram da mesma ordem, com o respetivo banco central a alargar as compras de dívida corporativa.

"O tamanho e o ritmo da expansão da folha de balanço da Fed é algo que vai pôr um limite debaixo dos mercados de ações globais", comenta a BMO Capital Markets, em declarações à Bloomberg.

Petróleo tímido entre cortes e procura

O ouro negro perdeu o brilho na última sessão, abalado pelos receios de que o aumento da procura se demorasse, face a uma recuperação desacelerada da economia mundial. Contudo, segue agora a subir timidamente, numa altura em eu os investidores pesam potenciais quebras da procura contra os cortes na produção da parte dos maiores exportadores.

O barril Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, sobe 0,13% para os 39,77 dólares, ao lado de uma queda de 0,05% para os 37,11 dólares do "irmão" nova-iorquino West Texas Intermediate.
Um novo surto em Pequim, a somar a um disparar de casos nos estados da Florida e do Arizona lançou o receio de que uma nova vaga de infeções reforce os estragos na economia. Ainda assim, os investidores estão a pesar os sinais de que os membros do cartel de exportadores de petróleo estão a cumprir com os cortes de produção que foram acordados entre si. A Arábia Saudita, o maior produtor, cortou em 40% o fornecimento a alguns clientes asiáticos.

Por outro lado, os novos estímulos anunciados pela Fed dão nova força à recuperação económica.

Europa sobe mais de 2% com estímulos à vista
Europa sobe mais de 2% com estímulos à vista

As principais praças europeias reúnem-se fortes no verde, com ganhos acima de 2%. A animar os mercados estão os estímulos anunciados para a maior economia do mundo, os Estados Unidos.

O índice que agrega as 600 maiores empresas do Velho Continente, o Stoxx600, soma 2,19% para os 360,73 pontos. Frankfurt, Londres, Paris, Amesterdão e até Portugal superam esta fasquia.

Nos Estados Unidos, o entusiasmo regressa após a Reserva Federal norte-americana ter detalhado os planos de apoio às empresas através da compra de dívida.

Paralelamente, surge a perspetiva, ainda não confirmada oficialmente, de que os Estados Unidos vão avançar com um plano de investimentos de um bilião de dólares em infraestruturas para impulsionar a economia do país.

Os receios de que um novo surto abale as perspetivas de rápida recuperação da economia a nível mundial ficam assim em segundo plano, numa altura em que os casos de covid-19 nos Estados Unidos estão a subir e a China teve a primeira reincidência desde que conseguiu controlar a proliferação do vírus.

Ouro retorna à ribalta

O metal amarelo fez uma rápida visita ao vermelho no início da semana, numa altura de incerteza na qual os investidores quiseram aproveitar a liquidez deste ativo para obterem algum conforto. Contudo, com novos estímulos a melhorar as perspetivas, o metal avança 0,23% para os 1.729,13 dólares por onça.
Os investidores vão agora ficar atentos aos discurso do presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, que se vai apresentar esta terça-feira perante o Congresso para apresentar o relatório semi-anual que resume as políticas da Fed.

Juros aliviam pela quarta sessão

Os juros da dívida portuguesa voltam a cair, pela quarta sessão consecutiva, recuando 2,9 pontos base para os 0,511%, voltando a níveis do início do mês.

Os juros têm-se reduzido à medida que os pacotes de apoio às economias vão avançando, reconfortando os obrigacionistas quanto à capacidade dos países em fazerem face aos respetivos compromissos de remuneração da dívida.

Na referência europeia, a Alemanha, contudo, a tendência é de agravamento, com uma subida de 1,4 pontos base para os -0,434%, contrariando as últimas quatro sessões de alívio.

Dólar perde com estímulos

A nota verde está a perder contra um cabaz de dez das principais divisas uma vez que a atratividade que ganhou como ativo refúgio face à incerta recuperação económica fica diluída após o anúncio de novos estímulos.

O euro está a ganhar uns ligeiros 0,01% para os 1,1324 dólares, mantendo a tendência positiva do último fecho.

Wall Street em forte alta à boleia do disparo nas vendas a retalho
Os três principais índices dos Estados Unidos abriram a sessão de hoje a negociar em alta, após ter sido anunciada a maior subida mensal de sempre nas vendas a retalho do país, superando as estimativas dos analistas. 

Por esta altura, o Dow Jones sobe 3,23% para os 26.595,63 pontos e o S&P 500 avança 2,62% para os 3.146,90 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite ganha 2,15% para os 9.935,05 pontos, aproximando-se de novo da barreira dos 10.000 pontos ultrapassada na semana passada. 

Em maio, as vendas a retalho nos Estados Unidos subiram 17,7% em termos mensais, naquela que foi a maior subida neste segmento desde 1992, quando o país começou a registar as variações.

O consenso de analistas questionados pela Reuters apontava para um ganho de 8% neste período, num mês em que os norte-americanos começaram a desconfinar e regressaram às lojas físicas. 

Os dados referentes a abril foram revistos e revelaram uma queda de 14,7% nas vendas, em vez da redução de 16,2% antecipada. Em março registou-se também uma contração. 

As cotadas do setor do retalho, como a Macy’s Inc, a Kohl’s Corp e a Nordstrom subiram entre 11,5% e 14,6%. 

Ontem, as bolsas de Wall Street terminaram o dia em alta, depois de a Reserva Federal dos Estados Unidos ter dito que iria começar a comprar dívida corporativa para injetar mais liquidez.
Euro recua face ao dólar, enquanto que Brexit dá força à libra
Euro recua face ao dólar, enquanto que Brexit dá força à libra
O euro volta a perder no frente a frente com o dólar dos Estados Unidos, depois de ontem ter conseguido registar nova valorização. Por esta altura a moeda única da União Europeia deprecia 0,57% para os 1,1259 dólares. 

Em sentido contrário está a libra esterlina, que valoriza pela segunda sessão seguida. Isto depois de o Reino Unido e a União Europeia terem voltado a reafirmar a "intenção de trabalhar arduamente para concluir um relacionamento que funcione no interesse dos cidadãos da União e do Reino Unido". 

Depois de a reunião de ontem, que juntou Boris Johnson com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, o líder britânico referiu que "não havia razão para não concluir a negociação até julho". 

Assim, a libra continua  ganhar força, apreciando 0,18% para os 1,2628 dólares. 
Ouro cai pela segunda sessão com otimismo nos mercados de ações
O ouro, considerado um ativo de refúgio que tradicionalmente negoceia em oposição aos mercados de ações, confirma esta tendência e perde pela segunda sessão consecutiva. 

Hoje, com os estímulos anunciados para a economia dos Estados Unidos, as bolsas abriram em alta, refletindo o otimismo dos investidores e a sua procura por ativos de maior risco.

O metal precioso perde então 0,14% para os 1.722,83 dólares por onça, ligeiramente abaixo do seu máximo de sete anos fixado nos 1.765,43 dólares e atingido na última semana. 
Petróleo dispara com corte da oferta e perspetiva de maior procura
Petróleo dispara com corte da oferta e perspetiva de maior procura

O "ouro negro" segue em alta na sessão desta terça-feira, animado pelas projeções da Agência Internacional da Energia (AIE).

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho avança 0,92% para 37,46 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 1,36% para 40,26 dólares.

Ambos os crudes já estiveram a escalar mais de 4%, com o Brent acima dos 41 dólares por barril.

A AIE apresentou hoje o seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero e reviu em alta as suas estimativas para a procura de crude esste ano, com o corte recorde da oferta a sustentar esse cenário.

A Agência projeta a procura de crude em 91,7 milhões de barris por dia em 2020, uma revisão em alta de 500 mil barris diários face às estimativas apresentadas no relatório de maio. A judar está o consumo acima do esperado ainda durante os períodos de confinamento, aliado ao corte da oferta por parte do chamado grupo OPEP+.

Ainda assim, a AIE considera que o mundo não regressará aos níveis pré-pandémicos, em termos de procura, antes de 2022.

A oferta de crude no mercado caiu cerca de 12 milhões de barris por dia, com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus aliados, como a Rússia, a serem responsáveis por uma redução de 9,4 milhões de barris diários.

O corte acordado pela OPEP+ era de 9,7 milhões de barris/dia, mas houve países – como o Iraque e a Nigéria – que produziram acima das quotas que lhes foram definidas. Assim, o nível geral de cumprimento do cartel e seus aliados foi de 89%.

Juros da Alemanha sobem, mas descem na periferia
Os juros germânicos com maturidade a dez anos, e que servem de referência para o mercado de dívida da Zona Euro, subiram na sessão de hoje, contrariando a tendência registada nos países da chamada periferia.

Na Alemanha, os juros da dívida subiram 1,9 pontos base para -0,431%, enquanto em Itália, os juros caíram 6,2 pontos base para 1,392%. 

Na Península Ibérica, os juros assumem uma postura semelhante. Em Portugal, a taxa de referência cai 1,5 pontos base para 0,520% e em Espanha os juros perdem 2,7 pontos base para 0,525%, aproximando-se dos do país vizinho. 
Estímulos nos EUA animam Europa

As bolsas europeias negociaram hoje em terreno positivo, sustentadas sobretudo pelos bons ventos oriundos dos EUA.

Depois de no arranque da semana as principais praças da Europa Ocidental terem deslizado devido aos receios de uma segunda vaga de covid-19, na sessão desta terça-feira o sentimento dos investidores melhorou.

A animar os mercados acionistas estão os estímulos anunciados pelos Estados Unidos ontem ao final do dia.

A Reserva Federal (Fed) norte-americana anunciou finalmente o tão antecipado programa de financiamento às empresas, que visa ajudar os bancos a concederem empréstimos a pequenas e médias empresas afetadas pela pandemia.

Além disso, a Fed divulgou que vai começar a comprar dívida corporativa para sustentar a liquidez de mercado e ajudar à disponibilidade de crédito das grandes empresas.

Paralelamente, surge a perspetiva, ainda não confirmada oficialmente, de que os Estados Unidos vão avançar com um plano de investimentos de um bilião de dólares em infraestruturas para impulsionar a economia do país.

O índice que agrega as 600 maiores empresas do Velho Continente, o Stoxx600, encerrou a somar 2,90% para 363,33 pontos.

As bolsas de Madrid, Frankfurt e Amesterdão fecharam com subidas superiores a 3% e a praça de Atenas destacou-se com uma valorização de 4,73%.

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