Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto13.07.2022

Europa fecha no vermelho após paridade do euro. Petróleo abaixo dos 100 dólares. Wall Street em queda.

Acompanhe aqui minuto a minuto o desempenho dos mercados durante esta quarta-feira.

Reuters
  • Partilhar artigo
  • 2
  • ...
13.07.2022

Europa fecha em terreno negativo após paridade do euro

As bolsas europeias fecharam a sessão desta quarta-feira em terreno negativo após a inflação nos Estados Unidos ter ultrapassado as previsões (9,1%) e o euro ter atingido a paridade unitária com o dólar.

O Stoxx 600 – referência para a Europa – recuou 1,01% para 412,81 pontos. Dos 20 setores contabilizados no índice, o setor automóvel liderou as perdas (-2,30%).

Nas restantes praças europeias, o espanhol IBEX caiu 0,87%, o alemão DAX desceu 1,16% e o francês CAC 40 caiu 0,73%. Londres perdeu 0,74%, Amesterdão reduziu 0,71%, enquanto Milão derrapou 0,93%. Lisboa, por sua vez, desvalorizou 0,97%.

 

Por breves momentos durante esta quarta-feira, um euro valeu exatamente o mesmo que um dólar, cenário que não se registava há mais de duas décadas. Apesar de um euro mais fraco dever, tecnicamente, ser sinónimo de boas notícias para as empresas orientadas para a exportação, isto agrava o sentimento de preocupação dos investidores, que estão de olhos postos no abrandamento da economia, uma elevada inflação e uma potencial crise de energia.

13.07.2022

Juros agravam ligeiramente

Os juros das dívidas soberanas estão a agravar ligeiramente na Zona Euro. Num dia que ficou marcado pela divulgação de dados da inflação acima do esperado nos Estados Unidos e ainda pela paridade do dólar face ao euro.


Sobre esta última noticia, a Bloomberg divulgou a reação de um porta-voz do do Banco Central Europeu que adiantou que a autoridade monetária "não olha para uma taxa de câmbio específica", mas que o BCE está atento "ao impacto desta [taxa de câmbio] na inflação, em linha com o mandato para a estabilidade de preços".


A yield das bunds alemãs a dez anos – referência para o mercado europeu – agravam 1,1 pontos base para 1,737%.


Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos é a que mais agrava - 2,4 pontos base para 3,126%.


Na Península Ibérica, a yield da dívida portuguesa a dez anos agrava 1,5 pontos base para 2,237%. Já os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade acrescentam 2 pontos base para 2,234%.

13.07.2022

Petróleo continua em queda após divulgação dos dados da inflação nos EUA

O petróleo tem estado a negociar entre ganhos e perdas, numa sessão de grande volatilidade, depois de  terem sido divulgados os dados da inflação nos EUA em junho. O índice de preços no consumidor superou a estimativa dos analistas.

Neste momento, o crude desvaloriza, mas já esteve a subir perto de 1%. 

 

O West Texas Intermediate (WTI) cai 0,64% para 95,23 dólares por barril, depois de ter encerrado a última sessão em mínimos de três meses.
 

Por sua vez, o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – recua 0,86% para 98,63 dólares por barril.

 
A taxa de inflação anual chegou a 9,1% em junho nos EUA, ultrapassando as previsão de 8,8% apontadas pelos economistas consultados pela Bloomberg e pela Dow Jones, abrindo assim a porta a um maior endurecimento da política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed) na próxima reunião do banco central e alimentando os receios de uma possível recessão.

"O mercado do petróleo pode estar apertado, mas os altos custos da energia estão claramente a levar à destruição da procura por petróleo", comentou Ed Moya, analista da Oanda em declarações à Bloomberg.

 

O petróleo percorreu um "rally" este ano, em parte impulsionado pela guerra na Ucrânia, tendo chegado a tocar no patamar dos 130 dólares por barril em março. No entanto, a subida do dólar – que torna as matérias-primas negociadas na nota verde mais caras para quem negoceia com outras moedas - e os novos confinamentos na China, o maior importador de ouro negro do mundo, foram fatores que pressionaram a cotação da matéria-prima.

13.07.2022

Euro recupera ligeiramente depois de entrar em paridade com o dólar

O euro segue a somar 0,48% para 1,0085 dólares, depois de pela primeira vez em 20 anos ter entrado em paridade com o dólar, com cada moeda única a chegar a valer, ainda que por momentos, 0,9998 dólares.

 

A paridade foi atingida após a divulgação dos dados da inflação nos Estados Unidos, que atingiu os 9,1% em junho, o valor mais alto desde 1981.

 

No acumulado do ano, o euro tomba 12,06% face ao dólar, tendo esta queda sido agravada pela diferença de velocidades entre a Reserva Federal norte-americana (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE) na tomada de decisão da subida das taxas de juro e pela crise energética provocada pela guerra na Ucrânia.

 

Este cenário coloca ainda mais pressão sobre o BCE, que se vê forçado a endurecer ainda mais a sua política monetária, para fortalecer o euro, ainda que na ótica dos estrategas do ING "o BCE possa estar de mãos atadas no que toca a aumentos mais agressivos da taxas de juro em defesa do euro, devido ao risco iminente de recessão".

 

Um inquérito realizado pela Bloomberg junto de uma amostra de economistas aponta para uma probabilidade de 45% de risco de recessão na Zona Euro, um aumento face aos 30% contabilizados na sondagem anterior.

 

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde com dez divisas rivais – derrapa 0,29% para 107,754 pontos.

Leia mais aqui.

13.07.2022

Ouro com leve subida após tocar mínimos de 11 meses

O "metal amarelo" segue a negociar com leves ganhos, após tocar mínimos de 11 meses. O ativo-refúgio desvalorizou após a inflação nos Estados Unidos ter atingido o valor mais alto em quatro décadas, 9,1%, abrindo caminho para uma nova subida significativa das taxas de juro por parte da Reserva Federal.

O metal amarelo valoriza 0,05% para 1.726,88 dólares por onça e a platina 0,13% para 848,48 dólares por onça. O paládio, por sua vez, segue a desvalorizar 3,52% para 1.958,87 dólares por onça.

A Fed já deu sinais de uma subida das taxas de 75 pontos base na próxima reunião, com os investidores a mostrar preocupação quanto à possibilidade de uma política monetária agressiva vir a resultar num abrandamento de economia a nível global.

13.07.2022

Wall Street em queda com inflação nos Estados Unidos acima do esperado

Wall Street abriu as negociações desta quarta-feira em queda, depois de terem sido divulgados dados da inflação que mostram um valor mais elevado do que era esperado. A inflação nos Estados Unidos atingiu os 9,1% em junho, numa altura em que as previsões se fixavam nos 8,8% - o que acabou por ser o valor mais elevado em 40 anos.

O industrial Dow Jones perde 0,86% para 30.715,42 pontos, enquanto o "benchmark" mundial por excelência S&P 500 cai 0,96% para 3.782,19 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,74% para 11.181,35 pontos.

Os dados da inflação podem estar a pesar nas decisões dos investidores uma vez que podem significar um aumento quase certo das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana de 75 pontos base ainda este mês - indicativo que a economia do país poderá estar a entrar numa recessão.

O Fundo Monetário Internacional cortou as projeções para a economia norte-americana e avisou que um aumento geral da inflação é um "risco sistémico" para a economia dos Estados Unidos e para as economias globais. Também os economistas do Bank of America, prevêm uma "ligeira recessão este ano" nos Estados Unidos e afirmam que a alta inflação está a levar a uma inibição dos consumidores.

13.07.2022

Lisboa comanda perdas numa Europa pintada de vermelho

A Europa arrancou a sessão desta quarta-feira em terreno negativo, com os investidores a prepararem-se para os dados da inflação nos EUA e para a "earnings season" europeia. Lisboa lidera as perdas.

 

O Stoxx 660 perde 0,76% para 413,26 pontos. Dos 20 setores que compõe o índice, construção e setor automóvel são os que mais caem.

 

Nas restantes praças europeias, Madrid cai 0,64%, Frankfurt derrapa 1,19% e Paris desliza 0,95%. Londres perde também 0,95%, Amesterdão cai 0,90% e Milão desvaloriza 1,22%. Lisboa não só acompanha a tendência, como regista a queda mais expressiva, 1,56%.

 

Esta quarta-feira as atenções estão viradas para os EUA, onde são divulgados os números da inflação em junho, o que pode dar sinais sobre o futuro da política monetária da Reserva Federal norte-americana e consequentemente da diferença de velocidades que se tem verificado face ao Banco Central Europeu.

 

Além disso, o caminho aparente até à paridade euro e dólar e uma potencial crise energética estão a levantar preocupações aos investidores europeus. Outro grande receio é que a Rússia não retome o abastecimento integral de gás depois das obras de manutenção que estão a ocorrer no gasoduto Nord Stream.

 

"Desde meados de maio que o nosso cenário base consiste numa grande interrupção do abastecimento de energia no segundo semestre", avançou Elliot Hentov, reponsável pelo departamento de "research" da State Street Global Advisors. "Não importa se a paralisação será de 100%. O cenário é que a escassez de oferta seja suficiente para forçar o racionamento de energia na Alemanha e Ittália", acrescenta o especialista.

 

Esta semana, o mercado está ainda atento ao arranque da época de resultados europeia referente ao segundo trimestre. O mercado quer saber sobretudo se os lucros das empresas conseguiram resistir ao aumentos dos custos.

13.07.2022

Juros agravam-se na Zona Euro

Apesar das perspetivas de mudanças na estratégia dos bancos centrais, os juros das obrigações soberanas no euro mantêm juros muito baixos.

Os juros estão a agravar-se de forma ligeira na Zona Euro.

 

A yield das bunds alemãs a dez anos – referência para o mercado europeu – agrava 0,7 pontos base para 1,133%. Desde o passado dia 5 de maio que os juros da dívida alemã estão acima de 1%.

 

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos somam 2,8 pontos base para 3,129%, o agravamento mais expressivo na Zona Euro. Já a yield das obrigações francesas com a mesma maturidade agrava 0,8 pontos base para 1,733%.

 

Na Península Ibérica, a yield da dívida portuguesa a dez anos agrava 0,7 pontos base para 2,229%, mantendo-se acima da fasquia dos 2% alcançada no passado dia 29 de abril.

 

Já os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade acrescentam 1,9 pontos base para 2,233%.

13.07.2022

Dólar ganha força. Euro vale 1,011 dólares

O índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais – soma 0,25% para 108,34 pontos, continuando em máximos de dois anos, numa altura em que o mercado espera a divulgação dos números da inflação nos EUA em junho, o que pode – caso se verifique mais uma subida como previsto pelos analistas – pode fundamentar um endurecimento ainda maior maior da  política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed).

 

"Os touros do dólar dominam o mercado, num cenário de aversão ao risco e perante uma Fed ‘hawkish’", comentou Vishnu Varathan, responsável pelo departamento de estratégia do Mizuho Bank em Singapura, em declarações à Bloomberg. Para os especialista, os dados da inflação divulgados hoje são importantes para as decisões a serem tomadas pelo banco central na próxima reunião agendada para este mês.

 

Já na Zona Euro, a moeda única derrapa 0,26% para 1,011 dólares, depois de esta terça-feira ter entrado em "paridade virtual" com a nota verde ao bater em 1,00003 dólares.

Ainda que numa ótica mais técnica não se possa falar em paridade, dado que as cinco casas decimais da conversão do euro para o dólar ainda não foram completamente invadidas por zeros (faltando uma), a realidade é que este fenómeno pode ter sido um sinal de que "a  tempestade perfeita está a formar-se", alerta Luc Luet, estratega da Pictet Wealth Management, numa nota de "research" citada pela Bloomberg.

 

O membro do Conselho do BCE François Villeroy assegurou, em entrevista à rádio France info, que o banco central está a acompanhar os movimentos do euro no mercado cambial. "[A queda do euro face ao dólar] é uma boa noticia para os exportadores mas infelizmente aumenta um pouco a inflação", começou por explicar o governador.

 

Villeroy garantiu ainda que apesar de "não definirmos a taxa de câmbio seguimo-la porque conta para a inflação".

 

No acumulado do ano, o euro tomba 12% face ao dólar, tendo esta queda sido agravada pela diferença de velocidades entre a Reserva Federal norte-americana (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE) na subida das taxas de juro e pela crise energética provocada pela guerra na Ucrânia.

13.07.2022

Ouro muito perto de mínimos de nove meses

O ouro mantém-se muito perto de mínimos de nove meses, horas antes de serem divulgados os dados da inflação nos EUA referentes em junho.

 

O metal amarelo negoceia na linha d’ água (-0,04%) para 1.725,30 dólares, depois de na última sessão ter caído para 1.725,11 dólares, a cotação intradiária mais baixa desde o passado dia 30 de setembro.  

 

O mercado vai estar atendo esta quarta-feira aos dados da inflação nos EUA em junho. Os economistas consultados pela Bloomberg, assim como as estimativas do Dow Jones apontam que a taxa anual de inflação tenha tocado em 8,8% em junho, abrindo assim a porta para um maior endurecimento da política monetária por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed).

 

O ouro viveu uma montanha russa este ano, tendo a guerra na Ucrânia estimulado um "rally" do metal amarelo que esteve perto de alcançar um novo recorde. Entretanto, o cenário de inflação e de política monetária "falcão" acabaram por valorizar o dólar, que só este mês já subiu 2%, acabando por diminuir o apetite dos investidores pelo "rei" dos metais.

13.07.2022

Petróleo continua abaixo dos 100 dólares. Gás em alta com obras no Nord Stream

O petróleo continua desde a última sessão a ser negociado abaixo da linha dos 100 dólares por barril, à medida que aumenta a preocupação entre os investidores sobre um possível abrandamento económico.

 

O West Texas Intermediate – negociado em Nova Iorque – perde 0,11% para 95,73 dólares por barril, depois de na última sessão ter tombado 7,93% e tocado em mínimos de três meses.

Este movimento de queda surge antes de serem divulgados os dados da inflação em junho nos EUA, com os especialistas a apontarem para a possibilidade de o índice de preços ter voltado a subir este mês, abrindo a porta a um aumento mais agressivo das taxas de juro, alimentando assim o medo de uma possível recessão.

 

Por sua vez, o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, negoceia na linha d’ água, depois de esta terça-feira ter desvalorizado 7,11%.

 

O petróleo percorreu um "rally" este ano, em parte impulsionado pela guerra na Ucrânia, tendo chegado a tocar no patamar dos 130 dólares por barril em março. No entanto, a subida do dólar – que torna as matérias-primas negociadas na nota verde mais caras - e os novos confinamentos na China, o maior importador de ouro negro do mundo, foram fatores que pressionaram a cotação da matéria prima.

Já o setor do gás natural está a negociar em terreno positivo em Amesterdão, o mercado de referência para a Europa, registando esta manhã uma subida de 0,8%, para 174 euros por megawatt-hora. Já ontem o gás valorizou 4,9%.

 

Os investidores permanecem atentos às obras de manutenção no gasoduto Nord Stream. A infraestrutura está fechada para obras de manutenção durante dez dias, mas a Alemanha já manifestou preocupação sobre a possibilidade de a Rússia não retomar o abastecimento de gás de forma integral depois destas obras.

 

"O mercado está agora de olho na próxima semana, quando a manutenção [do gaseoduto] deve terminar, já que a Europa e especialmente a Alemanha temem que a Rússia não retome o abastecimento integralmente", observou a Energi Danmark numa nota nota de "research" citada pela Bloomberg.

 

O mercado está ainda de olhos postos na Noruega, depois do país ter anunciado que ia reduzir ainda mais as exportações para a Europa, devido a problemas na central de Sleipner, que devem durar até à próxima quarta-feira.

 

13.07.2022

Europa aponta para abertura negativa. Ásia maioritariamente no verde

A Europa aponta para um arranque de sessão em terreno negativo enquanto a Ásia fechou no verde, horas antes de serem conhecidos os números da inflação nos EUA.

 

O futuros sobre o Euro Stoxx 50 caem 0,46% enquanto os futuros sobre o britânico FTSE derrapam 0,24%.

 

Na Ásia a sessão terminou predominantemente no verde, à exceção de Hong Kong. No Japão o Topix subiu 0,3% e o Nikkei valorizou 0,52%. Pela China, em Hong Kong o Hang Seng derrapou 0,42% enquanto Xangai cresceu 0,1%. Por fim na Coreia do Sul, o Kospi somou 0,5%.

 

Esta quarta-feira os mercados vão estar atentos aos dados de inflação nos EUA. De acordo com as estimativas do Dow Jones, citado pela CNBC, o índice de preços ao consumidor de junho deve ter subido para 8,8%, contra os 8,6% contabilizados em maio.

 

Caso se confirme, a Reserva Federal norte-americana pode decidir subir as taxas de juro na reunião agendada para este mês em 75 pontos base. Este ano a Fed já aumentou três vezes a taxa de fundos federais, estando atualmente fixada num intervalo entre 1,5% e 1,75%.

 

Durante esta quarta-feira, os investidores vão ainda estar atentos aos números da produção industrial na Zona Euro e no Reino Unido, assim como à confirmação do Destatis sobre a inflação na Alemanha, a maior economia do bloco europeu, em junho.

Ver comentários
Saber mais Ucrânia guerra economia mercados Rússia EUA negociações diplomacia
Outras Notícias