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Ao minuto19.09.2022

Reunião da Fed deixa Europa mista e Wall Street no vermelho. Ouro abaixo da zona de perigo. Petróleo perto de queda trimestral

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.

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19.09.2022

Europa hesitante, à espera de anúncios da Fed

As principais praças europeias encerraram mistas esta segunda-feira, com o índice Stoxx 600 - de referência para o bloco - a recuar 0,09%

O setor do imobiliário foi o que mais perdeu (-1,36%), seguido do automóvel (-0,74%) e do gás e petróleo (-0,56%).

O Stoxx 600 manteve-se, assim, com ligeira oscilação, depois de ter registado, na semana passada, a maior queda semanal em três meses - resultado da divulgação de dados sobre a inflação nos EUA, mais elevados que o esperado. Agora, os investidores aguardam pela reunião da Reserva Federal norte-americana e o anúncio sobre a subida das taxas de juro.

Por índices nacionais, o alemão Dax avançou 0,49%, o espanhol IBEX 35 ganhou 0,11%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,14% e em Amesterdão o AEX subiu 0,09%. Em sentido contrário esteve o francês CAC-40, que perdeu 0,26%, e o PSI português, que desvalorizou 0,11%.

O britânico FTSE 100 não negociou devido ao encerramento da bolsa, em dia de funeral da Rainha.

Os economistas acreditam que a Fed vai aumentar as taxas de juro em 75 pontos base na quarta-feira, de modo a combater a inflação crescente.

Este ambiente de pessimismo é agravado por declarações do Bundesbank, que indicou que há cada vez mais sinais de aproximação de uma recessão na Alemanha.

"Esta semana vamos todos estar de olhos postos na Fed. A minha expectativa é de 75 pontos base. Se for até aos 100, o mercado vai reagir muito mal, porque significa que a inflação está pior que o esperado. Tudo isto quando nos preparamos para a época de resultados", disse à Bloomberg Alfonso Benito, do Dunas Capital.

19.09.2022

Juros agravam-se na Zona Euro

Os juros estão a agravar na Zona Euro, numa altura em que se espera um agravamento das taxas diretoras nos Estados Unidos e há um receio generalizado de recessão global.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos, referência para a região, avança 4,7 pontos base para 1,799%, bem como os juros da dívida francesa que agravam 4,6 pontos base para 2,345%.

Já a "yield" da dívida soberana italiana sobe 5,8 pontos base para 4,075% e os juros da dívida espanhola perdem 3,7 pontos base para 2,934%.

Por cá, a "yield" da dívida portuguesa com a mesma maturidade agravou 4,5 pontos, fixando-se nos 2,829%.

19.09.2022

Petróleo encaminha-se para primeira queda trimestral em mais de dois anos

Os preços do crude seguem a perder esta segunda-feira, com o dólar a fortalecer antes da reunião da Reserva Federal dos EUA esta semana, que se espera resultar num aumento ainda maior das taxas de juro.
 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a perder 0,77% para 90,65 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, desvaloriza 0,98% para 84,28 dólares por barril, com os mercados no Reino Unido e no Japão fechados devido a feriado.

As preocupações com um abrandamento económico global que vá enfraquecer a procura por energia fizeram com que o petróleo se encaminhe para a primeira queda trimestral em mais de dois anos.

"Subidas de juros agressivas vão eventualmente pesar no crescimento", alerta Giovanni Staunovo, analista do UBS Group AG.

19.09.2022

Ouro a perder, continua abaixo da "zona de perigo"

O ouro, tal como na negociação esta manhã, segue a desvalorizar, continuando a ser fortemente penalizado pela subida do dólar, que tem beneficiado da política monetária nos Estados Unidos.

O metal precioso recua 0,47% para 1.667,14 dólares por onça, tendo já estado a perder quase 1% ainda esta segunda-feira. O mercado londrino de metais encontra-se encerrado para o funeral da Rainha Isabel II, o que deverá diminuir a liquidez.

19.09.2022

Dólar segue em alta contra principais divisas

O dólar segue a negociar em alta, tal como esperado pelos analistas, que apontam a rapidez da política monetária mais "restritiva" por parte da Reserva Federal norte-americana como uma das razões pelas quais a moeda do país tem valorizado e inclusive feito o euro valer menos que um dólar.

A "nota verde" soma assim 0,32% face à moeda única europeia e regista ganhos pelo terceiro dia consecutivo.

Ao mesmo tempo, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" contra dez divisas rivais - avança 0,21% para 109,998 pontos.

19.09.2022

Wall Street não consegue travar quedas e segue no vermelho

O “buy the dip” tem ajudado a içar os mercados, mas não é suficiente. O apetite pelo risco é pouco.

Depois do Nasdaq ter encerrado, na semana passada, os piores sete dias desde janeiro, o índice tecnológico está de novo a colocar Wall Street em terreno negativo. Os investidores estão a aguardar o resultado da reunião de política monetária da Reserva Federal norte-americana esta quarta-feira, que deverá subir as taxas de juro em 50 pontos base.

O S&P 500 perde 0,64%, para 3.848,43 pontos, ainda abaixo da linha psicológica dos 3.900 pontos, em mínimos de meados de julho. Já o Nasdaq Composite recua 0,58%, para 11.381,76. O Dow Jones, por sua vez, desliza 0,65%, para 30.620,92.

Analistas do Goldman Sachs e Morgan Stanley revelam que estão a existir cada vez mais ventos contra os lucros, com a subida das taxas de juro e a pressão nos resultados das empresas e que "ainda há um longo caminho a seguir até à realidade estar incorporada no preço das ações".

"Tudo o que podia ter corrido mal, correu mal. O risco a partir daqui é limitado", explica Deepak Mehra, analista do Banco Comercial do Dubai à Bloomberg. A Fed "precisa de continuar a fazer jogo duro. É esse o objetivo e está a ter efeito", esclarece ainda.

19.09.2022

Europa no vermelho, com foco na Fed

PSI-20 acentua perdas com 19 cotadas a descer

As principais praças europeias estão a negociar no vermelho, dando continuidade às perdas vividas na sessão da passada sexta-feira. Na semana passada, o índice de referência Stoxx 600, registou o maior declínio semanal em um mês.

Esta segunda-feira, o "benchmark" da Europa ocidental recua 0,37%, com todos os setores em terreno negativo. A registar as maiores perdas está o setor do petróleo e gás, tecnologia, bem como os serviços financeiros.

O foco dos investidores está na decisão de quarta-feira da Fed, explica o analista Alfonso Benito, da Dunas Capital - "a minha expectativa é de uma subida em 75 pontos base, mas se chegar aos 100 pontos base, deve penalizar o mercado, pois significa que a inflação está pior do que o esperado".

"Tudo isto à medida que nos preparamos para uma nova época de resultados, onde podem existir mais revisões em baixa, dado que as empresas têm a difícil tarefa de lidar com custos mais elevados", explicita ainda, em declarações à Bloomberg.

Nos principais movimentos de mercado está a Volkswagen que subiu 0,5%, depois de ter anunciado o valor da oferta pública inicial (IPO) da sua marca de luxo, a Porsche. A fabricante de carros alemã procura assim 9,4 mil milhões de dólares.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cede 0,53%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,9%, o italiano FTSEMIB recuou 0,69% e o espanhol IBEX 35 cai 0,26%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 0,41%.

No Reino Unido, o FTSE 100 encontra-se encerrado devido a feriado bancário, no dia em que se realiza o funeral da Rainha Isabel II.

19.09.2022

Juros da Zona Euro avançam ligeiramente

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se ligeiramente, com os investidores a avaliarem comentários do economista-chefe do Banco Central Europeu, Philip Lane, no passado sábado, que ressalvou a intenção de subir as taxas de juro diretoras "várias" vezes.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos, referência para a Europa, soma 0,7 pontos base para 1,758%, enquanto os juros da dívida francesa aumentam 0,3 pontos base para 2,303%.

Já a "yield" da dívida italiana com a mesma maturidade soma apenas 0,1 para 4,018%.

Em Portugal, os juros da dívida soberana agravam-se 0,6 pontos base para 2,790%. Ainda na Península Ibérica, os juros da dívida espanhola sobem 0,5 pontos base para 2,901%.

19.09.2022

Dólar ganha face ao euro. Libra segue em mínimos de 40 anos

O dólar segue a registar ganhos, depois de na semana passada o índice do dólar da Bloomberg, que mede a força da "nota verde" contra dez divisas rivais, ter subido quase 1%.

A moeda norte-americana tem estado a beneficiar da política monetária mais "hawkish" adotada pelos membros da Reserva Federal. Com uma nova subida de 75 ou de 100 pontos base em vista, o dólar deverá ganhar renovada força.

A "nota verde" sobe 0,47% face ao euro, deixando assim a moeda única europeia a negociar abaixo da paridade.

Já a libra segue em mínimos de quatro décadas face à moeda norte-americana, num dia em que devido ao funeral da Rainha Isabel II, é feriado bancário no país e, por isso, os mercados não vão operar. A nota da coroa britânica perde assim 0,41% em relação ao dólar.

19.09.2022

Ouro sente pressão do dólar e segue com perdas

O ouro iniciou a negociação da semana em terreno negativo, a dar assim continuidade às perdas vividas na passada sexta-feira, numa altura em que a antecipação da subida das taxas de juro está a colocar mais pressão sobre este metal.

O ouro perde 0,53% para 1.666,13 pontos, bem abaixo da denominada "zona de perigo" nos 1.700 dólares.

Uma subida superior ao esperado nas taxas diretoras levaria o dólar a subir ainda mais e o ouro sairia prejudicado, uma vez que este metal negoceia na moeda norte-americana.

"O aumento dos riscos geopolíticos e económicos estão a fazer pouco para aumentar a compra deste ativo de resguardo, com o dólar norte-americano a permanecer o ativo escolhido", explicam analistas do Australia & New Zealand Banking Group, numa nota vista pela Bloomberg.

19.09.2022

Gás tomba mais de 5%. Petróleo valoriza

O petróleo está a valorizar, numa altura em que beneficia do fim de um confinamento de duas semanas em Chengdu na China, que aumenta as perspetivas de procura desta matéria-prima por parte do maior importador de crude do mundo.

Ainda assim, preocupações com uma desaceleração económica têm colocado maior pressão no petróleo que caminha a passos largos para o primeiro semestre de queda, em dois anos.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte - a referência para as importações europeias - soma 0,41% para 91,72 dólares por barril.

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 0,32% para 85,38 dólares por barril.

"A maior causa das oscilações nos preços do petróleo vem de constantes ajustamentos às expectativas sobre a procura", explica o analista Vishnu Varathan, do Mizuho Bank, à Bloomberg.

No mercado do gás, os futuros estão em queda, depois desta matéria-prima ter assinalado a terceira semana consecutiva em terreno negativo. Isto numa altura em que começa a ganhar forma as políticas dos Estados-membros para lidar com a crise energética no Velho Continente.

Os futuros a um mês negociados em Amesterdão - referência para o mercado europeu – tombam 5,75% para 177 euros por megawatt-hora, o valor mais baixo em quase dois meses.

19.09.2022

Europa tímida, mas de olhos no verde. Ásia negativa com pressão do dólar

Numa semana marcada por várias decisões de política monetária, os futuros sobre o Euro Stoxx 50 estão a apontar para uma abertura das principais praças europeias no verde e sobem 0,2%, embora com ganhos ligeiros.

Os investidores estarão assim a incorporar a expectativa da reunião de política monetária da Reserva Federal norte-americana, que termina esta quarta-feira e onde será conhecido o valor do aumento das taxas de juro. Duas dimensões estão a ser ponderadas, 75 ou 100 pontos base.

Já na quinta-feira será a vez do Banco do Japão, que deverá manter a sua política "dovish" inalterada. O Banco de Inglaterra deverá anunciar um aumento das taxas diretoras, para combater a galopante inflação no Reino Unido. É também em terreno britânico que a bolsa não irá negociar esta segunda-feira devido ao funeral da Rainha Isabel II.

Na Ásia, a sessão foi negativa pelo quinto dia consecutivo, numa altura em que o dólar tem registado ganhos, colocando assim pressão nas moedas locais da região.

Pela China, apesar da cidade de Chendu ter terminado o confinamento, o Shangai Composite desceu 0,1%, enquanto que no Japão as bolsas estiveram encerradas devido a um feriado. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1%, bem como o Kospi, na Coreia do Sul.

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