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Ao minuto06.10.2022

Europa mergulha num mar vermelho. Petróleo avança e euro cede face ao dólar

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quinta-feira.

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06.10.2022

Juros agravam-se na Zona Euro. "Yield" alemã é a que mais sobe

Os juros terminaram o dia a agravarem-se na Zona Euro, em consonância com o verificado esta manhã, numa altura em que o mercado está a avaliar as atas da reunião do Banco Central Europeu, cuja presidente Christine Lagarde já admitiu continuar a política mais restritiva.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a região – subiu 5,4 pontos base para 2,079%.

Por sua vez, os juros das obrigações italianas a dez anos somaram 4,7 pontos base para 4,5%. Em França, a "yield" da dívida a dez anos cresceu 4,4 pontos base para 2,677%.

Na Península Ibérica, a "yield" das obrigações nacionais a dez anos agravou-se 5,2 pontos base para 3,163%. Já os juros da dívida espanhola a dez anos subiram 3,8 pontos base para 3,267%, estando ainda acima da "yield" nacional.

06.10.2022

Europa pintada de vermelho. Todas as principais praças fecham com quedas

As ações europeias terminaram a sessão em terreno negativo, ainda que tenham arrancado o mês de outubro com a melhor sequência de três dias de ganhos desde 2020. Os investidores mantêm-se pessimistas com a postura agressiva dos bancos centrais.

O Stoxx 600 deslizou 0,69% para 396,35 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice de referência europeu, as utilities (luz, água e gás) foram as que mais perderam, seguidas dos recursos naturais e do setor dos seguros.

As restantes praças europeias mergulharam todas num mar vermelho, com Itália na frente: Milão perdeu 1,03%. Já Madrid recuou 0,91%, Frankfurt deslizou 0,37% e Paris desvalorizou 0,82%. Londres escorregou 0,78% e Amesterdão caiu 0,46%.

A Shell caíu 2,62%, depois de a empresa ter alertado para um impacto adverso nas suas contas, no período entre julho e setembro, devido à queda das margens de refinação e à menor atividade no negócio de intermediação de gás natural.

Já as tecnológicas e setor automóvel lideraram os ganhos, com a Porsche AG a tornar-se o fabricante automóvel europeu mais valioso, uma semana depois de a empresa ter entrado em bolsa.

 

 

 

 

 

06.10.2022

Petróleo prossegue subida com corte da OPEP+ e alerta da Rússia

Os preços do "ouro negro" seguem a negociar em alta, ainda impulsionados pelo anúncio feito ontem pelos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+), que deciciram cortar em dois milhões de barris por dia a produção de novembro.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 0,91% para 94,22 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, ganha 0,80% para 88,46 dólares por barril.

 

Além do efeito OPEP+, a sustentar hoje as cotações está igualmente o facto de a Rússia ter advertido que um limite ao preço do petróleo que exporta poderá levar o país a reduzir a sua produção nacional.

06.10.2022

Euro recua face ao dólar

O euro segue a desvalorizar face ao dólar, que ganhou força após a divulgação do número de pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos. O número de pedidos subiu em 29 mil na semana que terminou a 1 de outubro, um valor acima do previsto, apesar de continuar em mínimos históricos. Apesar da subida, o número total de pedidos de subsídio (219 mil) continua a sinalizar um mercado de trabalho robusto.

A moeda única cede 0,60% para 0,9825 dólares, num dia que as bolsas negoceiam no vermelho e que os investidores digerem as atas da reunião de setembro do BCE.

Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde com 10 divisas rivais – avança 0,54% para 111,752 pontos, com o dólar a valorizar face a todas as principais moedas. A libra esterlina desce 0,8% para 1,1235 dólares.

06.10.2022

Ouro cede ligeiramente, mas estabiliza na linha dos 1.700 dólares

O ouro estabilizou na linha dos 1.700 dólares por onça, após o anúncio de que o aumento dos pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos EUA na semana passada, um dado conhecido esta quinta-feira, ter contribuído para a incerteza em torno do estado da economia, não sendo claro para os investidores qual o caminho que a Fed vai seguir na subida das taxas de juro.

O metal precioso tem sido fustigado pela mudança de perspetiva dos investidores quanto à posição da autoridade monetária e pela força do dólar - que esta quinta-feira valorizou, impulsionado pelos dados sobre os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos, que aumentaram apesar de continuarem perto dos mínimos pré-pandemia. 

O ouro desvaloriza 0,32% para 1.710,76 dólares por onça, ao passo que a platina avança 0,10% para 920,86 dólares e o paládio sobe 0,81% para 2.279,70 dólares.

06.10.2022

Wall Street arranca no vermelho à espera de dados do emprego

As bolsas norte-americanas abriram maioritariamente em terreno negativo, numa altura em que os investidores aguardam pelos dados do emprego nos Estados Unidos, que serão divulgados sexta-feira. Isto depois de o número de pedidos de subsídio de desemprego ter ficado acima do previsto. 

O "benchmark" S&P 500 cai 0,16% para 3.777,32 pontos, enquanto o industrial Dow Jones cede 0,36% para 30.165,75 pontos. Apenas o tecnológico Nasdaq Composite arrancou com ligeiros ganhos, estando a subir 0,15% para 11.164,88 pontos.

O mercado de trabalho nos Estados Unidos manteve-se robusto, mesmo depois de Fed dar início a um aumento mais agressivo das taxas de juro, o que levou a um abrandamento da atividade económica. As estimativas dos economistas apontam para a criação de 260 mil postos de trabalhos em setembro.

A contribuir para a volatilidade dos mercados está também o corte de produção de petróleo, anunciado esta quarta-feira pela OPEP+, e a crise energética, com alguns investidores a temer que os elevados preços levem a uma redução da procura e, consequentemente, afete as receitas das empresas. 

Apesar disto, os responsáveis do banco central continuam a mostrar-se comprometidos com a intenção de colocar um fim ao aumento dos preços.

06.10.2022

Europa otimista em arranque de sessão. Shell afunda energia com antecipação de perdas nas margens

A Europa encheu-se de otimismo e arrancou a sessão no verde, depois de ter encerrado a sessão desta quarta-feira em terreno negativo. Esta semana tem sido particularmente volátil, com os investidores à procura de sinais sobre o futuro das políticas monetárias restritivas levadas a cabo pelos bancos centrais.

 

O Stoxx 600 soma 0,39% para 400,45 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice, a energia comanda as perdas. As ações europeias deste setor foram contagiadas pelas más notícias da Shell.

As ações da petrolífera cotadas em Londres tombam 3,93%, depois de a empresa ter antecipado esta quinta-feira que a margem de refinação caiu de 28 dólares por barril no segundo trimestre para 15 dólares por barril  entre julho e setembro. Por outro lado, viagens e lazer e retalho lideram ganhos.

 

Nas restantes praças europeias, Madrid ganha 0,33%, Frankfurt acumula 0,52% e Paris ganha 0,31%. Amesterdão sobe 0,34% enquanto Londres negoceia na linha d’ água (0,07%). Já Milão contraria a tendência e perde 0,29%. Por cá, o PSI acompanha a tendência e cresce 0,29%.

 

Entre os principais movimentos de mercado, o Credit Suisse sobe 3,2% depois de o JPMorgan Chase ter revisto em alta a recomendação para "manter". Por sua vez, a Imperial Brands cresce 4,3%, depois de anunciar um programa de recompra de ações até mil milhões de libras (cerca de 1,14 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).

 

O mercado acionista europeu está a viver um arranque de quarto trimestre particularmente volátil, com os investidores a avaliarem as políticas monetárias dos bancos centrais e a desaceleração dos dados macroeconómicos, enquanto os "short-sellers" recuam depois de terem reforçado as suas apostas nas quedas dos títulos cotados no Velho Continente.

 

O setor da banca – mais sensível às mudanças das taxas de juro – e  tecnologia, maioritariamente composto por ações de crescimento mais sensíveis a mudanças de política monetária, serão os setores mais acompanhados pelo mercado durante a sessão, já que o BCE publica os relatos da última reunião de política monetária, em que subiu os juros diretos em 75 pontos base, como nunca tinha sido visto.

06.10.2022

Juros continuam a agravar-se na Zona Euro. "Yield" portuguesa com aumento mais tímido do bloco

Os juros seguem a agravar-se na Zona Euro, dando continuidade à tendência registada na última sessão.

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a região – soma 3,4 pontos base para 2,058%.

 

Por sua vez, os juros das obrigações italianas a dez anos sobem 3,3 pontos base para 4,486%. Em França, a "yield" da dívida a dez anos cresce 3 pontos base para 2,663% num dia em que o país vai ao mercado para emitir nova dívida com esta maturidade.

 

Na Península Ibérica, a "yield" das obrigações nacionais a dez anos agrava 1,9 pontos base – o aumento mais tímido da Zona Euro – para 3,139%, mantendo-se acima da linha dos 3%, depois ter começado a semana abaixo desta fasquia.

 

Já os juros da dívida espanhola a dez anos somam 3 pontos base para 3,259%, estando acima da "yield" nacional, num dia em que também Madrid vai ao mercado de dívida emitir obrigações com esta maturidade.

 

Este movimento de agravamento ocorre numa altura em que o mercado está atento às políticas monetária levadas a cabo pela Fed, onde os dados económicos não são claros sobre o possível caminho que o banco central pode seguir, e pelo BCE, cuja presidente Christine Lagarde já admitiu continuar a sua política "falcão".

 

A presidente do BCE foi clara: "Faremos o que temos de fazer, que é continuar a subir as taxas de juro nas próximas reuniões". O BCE irá aumentar as taxas até um nível neutral, que não estimule nem restrinja o crescimento económico, acrescentou.

06.10.2022

Euro ganha força face ao deslize do dólar

O euro ganha força, num dia em que o dólar derrapa num cenário de incerteza sobre o futuro da política monetária da Reserva Federal norte-americana.

 

A moeda única ganha 0,33% para 0,9917 dólares. Este movimento acontece ainda momentos antes de serem divulgados os relatos da última reunião do BCE, em que a autoridade monetária deliberou a subida mais elevada de sempre das taxas de juro diretoras na Zona Euro.

 

Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde com 10 divisas rivais – desliza 0,28% para 110,897 pontos.

06.10.2022

Ouro sobe face à incerteza sobre o futuro da política monetária da Fed

O ouro mantém-se acima da linha dos 1.700 dólares por onça, numa altura que reina a incerteza sobre o futuro da política monetária levada a cabo pela Reserva Federal norte-americana.

Os dados económicos divulgados no início da semana abriam a porta para que a Fed repensasse a sua postura e adota-se uma abordagem mais "dovish", mas os números dos pedidos de subsídios de desemprego revelados esta quarta-feira fundamentam a continuação de uma política monetária mais apertada.

 

O metal amarelo valoriza valoriza 0,4% para 1.722,30 dólares a onça. Platina, prata e paládio seguem esta tendência positiva.

 

"O ouro fez uma pausa no 'rally' face aos comentários da Fed que impulsionaram o dólar e o mercado de dívida", observa Avtar Sandu, gestor de commodities da Philip Nova, numa nota citada pela Bloomberg.

O especialista acredita, no entanto, que as festas hindu - o Diwali- que acontecem nos próximos tempos podem sustentar os preços do metal amarelo, já que antes destes eventos aumenta a procura de joalheiros pelo ouro. 

06.10.2022

Petróleo cai após "rally" motivado pela OPEP+. Gás também em queda

O petróleo segue a corrigir, depois de três sessões em alta em que só o West Texas Intermediate (WTI) - referência para os EUA – escalou cerca de 10%, devido à expectativa do mercado confirmada esta quarta-feira pela OPEP+ de que os produtores de ouro negro e aliados restringissem a produção diária.

 

Esta quarta-feira, OPEP+ decidiu cortar a produção de petróleo em 2 milhões de barris por dia, como não era visto desde 2020.

 

Já durante a sessão desta quinta-feira, o sentimento parece ser de correção: o WTI desvaloriza 0,22% para 87,57 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres, cai 0,13% para 93,25 dólares por barril.

 

Após a decisão dos país produtores, o Goldman Sachs reviu a sua previsão e aponta agora para que o barril de petróleo atinja os 110 dólares já no quarto trimestre.

Já no mercado do gás em Amesterdão (TTF) – "benchmark" para o mercado europeu – a matéria prima cai 0,28% para 175 euros por megawatt-hora, depois de ter chegado a escalar mais de 3% na última sessão.

 

O mercado está ainda a digerir as palavras de Fatih Birol. O líder da Agência Internacional de Energia recordou que as reservas de gás da Europa estão a 90%, pelo que o inverno não será tão dramático. "O que nos ajudou desta vez, [é que] ainda importámos gás russo nos últimos meses", frisou Birol. Além disso, a China importou "menos gás devido ao lento desempenho" da sua economia devido aos novos confinamentos para fazer frente à covid-19.

06.10.2022

Europa aponta para terreno positivo em dia de divulgação dos relatórios do BCE

Os mercados europeus apontam para um arranque de sessão em terreno positivo, horas antes de serem divulgados os relatórios da última reunião do BCE. Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 somam 1,3%.

 

Os investidores aguardam que esta quinta-feira sejam divulgados detalhes da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), no qual o conselho liderado por Christine Lagarde decidiu a segunda subida de juros consecutiva, que foi também a mais elevada de sempre para a autoridade monetária: 75 pontos base. 

 

Vão estar ainda atentos à publicação dos números sobre as vendas a retalho na Zona Euro em agosto, no sentido de saber se a inflação já pressiona o setor.

 

Na Ásia a sessão encerrou mista. No Japão o Topix e o Nikkei cresceram ambos 0,7%. Na Coreia do Sul o Kospi arrecadou 1,4%. Já na China o tecnológico Hang Seng derrapou 0,4% enquanto Xangai perdeu 0,13%.

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