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Ao minuto01.09.2022

Ouro abaixo dos 1.700 dólares. Europa no vermelho e juros da dívida portuguesa em máximo de dois meses

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quinta-feira.

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01.09.2022

Europa com maior queda em quase dois meses

O índice de referência europeu encerrou no vermelho pelo quinto dia, registando a maior queda em quase dois meses. Os mercado reagem assim a um novo confinamento na China e às crescentes preocupações com possíveis políticas mais agressivas por parte dos bancos centrais.

O Stoxx 600 desvalorizou 1,8%, para 407,66 pontos, a maior queda desde 14 de julho, e a maior série de quedas desde junho. Os piores desempenhos são dos setores tecnológico e mineiro, que fecharam a perder mais de 3%, com o industrial a perder acima de 2%.

Nas restantes praças europeias, o alemão Dax 30 desceu 1,60%, o francês CAC-40 caiu 1,48%, o espanhol Ibex35 cedeu 1,02% e o britânico FTSE 100 recuou 1,86%. O AEX, em Amesterdão perdeu 1,97% e o italiano FTSEMIB recuou 1,19%.

"Só estamos a assistir às primeiras lamúrias, mas não estamos sequer perto da destruição da procura a que vamos assistir. Por isso há definitivamente mais risco para todos os mercados, mas especialmente nas ações", diz à Bloomberg Sunaina Sinha Haldea, do banco de investimento Raymond James.

01.09.2022

Dólar ganha força com bons indicadores da economia dos EUA

Numa altura em que os mercados globais assistem a um movimento generalizado de perdas, o dólar mantém-se resiliente. O índice DXY da Bloomberg - que compara a força da nova verde frente a dez divisas rivais - avança 0,922%. Em relação à moeda única, o dólar sobe 1,08%, apesar de se manter abaixo da paridade com o euro.

A nota verde tem beneficiado com os comentários recentes de vários membros da Reserva federal norte-americana (Fed), que têm assegurado que a política de aumento das taxas de juro é para manter.

Por outro lado, os indicadores económicos dos Estados Unidos continuam a mostrar que o mercado ainda se mantém robusto. Esta quinta-feira, o Departamento do Trabalho indicou que as inscrições para subsídio de desemprego desceram para 232.000 na semana passada, no país, menos 5.000 em relação ao período anterior.

01.09.2022

Juro da dívida portuguesa em máximos de dois meses

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro continuam no curso de subida enquanto a inflação não dá descanso e o mercado está cada vez mais convicto que o Banco Central Europeu (BCE) vai ter de agir de forma mais agressiva.

A "yield" das Bunds alemãs a 10 anos, a referência para a região, avança 5 pontos base para 1,583%. França agrava na mesma dimensão, para 2,195%.

No sul da Europa, o juro das obrigações de Espanha a 10 anos agravam 5,5 pontos base para 2,78%, enquanto o português soma 4,6 pontos para 2,662%, no nível mais elevado em dois meses.

A dívida de Itália - que tem sido especialmente penalizada pelos investidores devido à crise política no país - a 10 anos já negociou esta quinta-feira com uma "yield" acima de 4%, aliviando para 3,96%. A Grécia regista a maior subida (de 13,4 pontos base) para 4,2%.

A tendência de subida acompanha a expectativa do mercado de que o Banco Central Europeu (BCE) vá aumentar as suas taxas em 75 pontos base já na próxima semana. A concretizar-se será o segundo avanço consecutivo após a autoridade monetária ter somado 50 pontos base a cada uma das três taxas em julho.

A justificar a estratégia está a escalada da inflação na Zona Euro, que voltou a acelerar em agosto para o valor mais elevado desde a criação da moeda única. A estimativa rápida do instituto europeu de estatística indica que o índice harmonizado de preços no consumidor atingiu, em agosto, os 9,1%, ou seja, duas décimas acima de julho (8,9%).

01.09.2022

Ouro mantém-se pouco atrativo. Metal precioso cai abaixo da fasquia dos 1.700 dólares

O ouro mantém-se em rota decrescente, tendo já caído abaixo da fasquia dos 1.700 dólares. Esta tarde, o metal precioso recuava 1,15% para 1.691,29 dólares por onça.

O ouro - considerado um ativo refúgio por excelência - arranca assim o mês de setembro com o pé esquerdo, depois de ter já encerrado agosto em baixa, naquela que foi a quinta queda mensal consecutiva e a mais longa série de perdas em quatro anos.

A pressionar o metal amarelo está a perspetiva de uma política monetária agressiva por parte dos bancos centrais, o que afasta os investidores deste ativo, que não remunera juros. 

Por outro lado, os indicadores mais recentes da economia norte-americana continuam a mostrar alguma robustez, o que está a dar força ao dólar e acaba por prejudicar o ouro, que é negociado nesta divisa.

De resto, a prata cede 2,4% para mínimos de dois anos. Também a platina e o paládio estão a desvalorizar.

01.09.2022

Petróleo recua pelo terceiro dia

Com a revisão da “baseline”, vão entrar mais 32.000 barris/dia.

O preço do petróleo segue a aliviar pelo terceiro dia consecutivo com a escalada de preocupações relacionadas com a procura a juntarem-se a um cenário de valorização do dólar e "sell-off" das ações e metais.

O crude West Texas Intermediate (WTI) chegou a cair abaixo dos 88 dólares durante a sessão desta quinta-feira, a primeira de setembro. A matéria-prima fechou ontem o terceiro mês consecutivo de desvalorizações, a maior série de perdas desde abril de 2020.

Por esta altura, o petróleo negociado nos EUA cede 1,33% para 88,36 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte recua 1,44% para 94,26 dólares por barril.

Os investidores têm-se focado, nos últimos dias, nos riscos para a procura por combustíveis. "O motor para esta desvalorização [do petróleo] é certamente o que está a conduzir todas as outras classes de ativos esta semana. E a razão é a retórica 'hawkish' da Reserva Federal dos EUA", explica Ole Hansen, head of commodity strategy do Saxo Bank, em declarações à Bloomberg.

Além do impacto da política monetária global na desaceleração económica, o confinamento na cidade chinesa de Chengdu para conter a covid-19 juntou-se ao sentimento negativo.

01.09.2022

Wall Street arranca no vermelho. Energia pressiona S&P 500

As bolsas norte-americanas deram início à sessão desta quinta-feira em terreno negativo, numa altura em que os investidores estão de olhos postos na divulgação, nos Estados Unidos, do relatório dos dados do emprego, na sexta-feira.

Esta semana foi divulgado que as vagas de emprego ultrapassam os 11 milhões, mas dias depois foi noticiado que o ritmo de contratação no setor privado abrandou, o que gerou dúvidas sobre o estado real da economia.

Um mercado de trabalho robusto é o tipo de sinal que a Reserva Federal norte-americana (Fed) tem em conta no momento de decidir o ritmo das subidas das taxas de juro diretoras, sendo que o mercado acredita que o próximo aumento deverá ser de 75 pontos base.

No arranque da sessão, o índice industrial Dow Jones recua 0,36% para os 31.390,40 pontos, enquanto o índice de referência S&P 500 cede 0,66% para os 3.928,80 pontos, pressionado sobretudo pelo setor da energia. Já o tecnológico Nasdaq Composite desce 0,95%, para os 11.704,27 pontos.

"Os mercados estão a tentar antecipar uma eventual recessão e a Fed parece estar a caminho de criar uma", disse Chris Zaccarelli, chefe de investimento da Independent Advisor Alliance.

01.09.2022

Europa arranca negociação a perder

As bolsas europeias arrancaram a negociação desta quinta-feira no vermelho, numa altura em que arranca um novo confinamento numa das maiores cidades chinesas e que políticas monetárias mais duras por parte dos bancos centrais levantam preocupações quanto a um abrandamento da procura. 

O Stoxx 600 - referência para o mercado europeu - cede 1,28%, estando perto de atingir mínimos de sete semanas. Dos 20 setores que compõem o índice, os recursos naturais e a tecnologia foram os que mais pressionaram, com perdas de 2,32% e 1,45%, respetivamente.

Nas restantes praças europeias, o alemão Dax desce 1,34%, o francês CAC-40 cai 1,35%, o espanhol Ibex cede 0,84% e o britânico FTSE 100 recua 1,13%. O AEX, em Amesterdão e o italiano FTSEMIB perdem 1,17%.

Com a crise energética a contribuir para a inflação na Europa, alguns dos maiores bancos de Wall Street já incorporaram uma subida das taxas de juro em 75 pontos base por parte do Banco Central Europeu na reunião da próxima semana. O cenário agravou os receios do impacto que isto terá nas empresas, tendo o Stoxx 600 perdido mais de metade dos ganhos obtidos durante o verão.

01.09.2022

Juros agravam-se na Zona Euro

Os juros da dívida soberana agravam-se na Zona Euro, a pouco mais de uma semana da próxima reunião do Banco Central Europeu.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro - sobe 6,2 pontos base para 1,595%, enquanto os juros da dívida francesa aceleram 6,9 pontos base para 2,212%. Já os juros da dívida soberana italiana com a mesma maturidade agravam-se 10,4 pontos base para 3,980%. 

Por cá, a "yield" da dívida portuguesa a dez anos cresce 7 pontos base para 2,686%, ao passo que os juros da dívida soberana espanhola sobem 7,3 pontos base para 2,798%.

01.09.2022

Euro cede face ao dólar

O euro segue a desvalorizar face ao dólar, estando a ceder 0,31% para 1.0023 dólares. A moeda única recua apesar de os mercados já terem assumido uma subida das taxas de juro de 75 pontos base na próxima reunião do Banco Central Europeu (BCE). 

O índice do dólar da Bloomberg - que meda a força na nota verde contra 10 divisas rivais - sobe 0,21% para 108.916 pontos.

A impulsionar o índice estão não só uma política monetária mais agressiva por parte da Reserva Federal norte-americana este mês, mas também as expetativas de que a Fed poderá rever em alta o "outlook" para a taxas dos fundos 
nas suas novas projeções trimestrais.



01.09.2022

Ouro cai para mínimos de seis semanas

O ouro caiu para mínimos de seis semanas, pressionado pelas expetativas de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) e outros bancos centrais vão continuar a subir as taxas de juro para combater a inflação. O metal amarelo segue assim a ceder pelo quinto dia consecutivo, enquanto o dólar valoriza. 

O ouro cede 0,23% para 1.707,10 dólares por onça, ao passo que a platina recua 0,33% para 846,12 dólares. Já o paládio avança 0,58% para 2.100,29 dólares.

A presidente da autoridade monetária norte-americana de Cleveland, Loretta Mester, disse, esta quarta-feira, que o banco central dos Estados Unidos precisará de subir as taxas de juro acima dos 4% até ao início de 2023. Um comentário que surge no mesmo sentido do que avançaram outros membros da Fed divulgados nos últimos dias.

01.09.2022

Petróleo arranca novo mês a perder. Gás desvaloriza

O petróleo segue a desvalorizar neste primeiro dia de setembro, numa altura em as preocupações quanto à procura por esta matéria-prima se agravam. O confinamento que arranca esta quinta-feira em Chengdu, uma das maiores cidades chinesas, também colocou os investidores sob alerta, uma vez que a China é o maior importador de "ouro negro" do mundo.

O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, cede 0,93% para 88,72 dólares por barril, depois de ter fechado o terceiro mês consecutivo de perdas, tratando-se da mais longa série de quedas em mais de dois anos. Já o Brent do Mar do Norte – negociado em Londres e referência para a Europa – desce 2,84%, estando a negociar nos 96,49 dólares por barril.

O petróleo afundou mais de 20% nos últimos três meses, o que apagou todos os ganhos registados desde a invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro. Isto levou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a anunciar uma possível redução do fornecimento desta matéria-prima para estabilizar o mercado.

"O mercado estará atento à reunião da OPEP na segunda-feira", disse Vishnu Varathan, chefe de estratégia no Mizuho Bank.

No mercado do gás, a matéria-prima negociada em Amesterdão (TTF) - "benchmark" para o mercado europeu – perde 4,12% para 230 euros por megawatt-hora. Numa altura em que continuam as incertezas quanto à dimensão da crise energética na Europa, a Alemanha anunciou que as reservas de gás atingiram 85% da capacidade total, indicando estar melhor preparada do que o previsto em caso de mais cortes no fornecimento desta matéria-prima por parte da Rússia.

01.09.2022

Futuros sobre a Europa cedem. Ásia encerra no vermelho

A Europa aponta para um arranque em terreno negativo, depois de, na sessão desta quarta-feira, o Stoxx 600 ter fechado a negociação em mínimos de seis semanas. Esta manhã, os futuros sobre o Euro Stoxx 50 cedem 0,9%.

Na Ásia, a sessão fechou pintada de vermelho, num dia em que um novo confinamento arranca em Chengdu, uma das maiores cidades chinesas.


Pela China, o Shangai Composite perdeu 0,17%, enquanto no Japão, o Nikkei cedeu 1,55%. Em Hong Kong, o Hang Seng desvalorizou 1,62% e, na Coreia do Sul, o Kospi recuou 2,10%.

Além do confinamento em Chengdu, onde residem 21 milhões de habitantes, também os dados divulgados esta quarta-feira, que mostraram que a atividade industrial na China contraiu em agosto, estão a mexer com os sentimentos do investidores.

Isto numa altura em que se dá cada vez mais como certo que a Reserva Federal norte-americana (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE) deverão apostar numa subida das taxas de juro em 75 pontos base na próxima reunião.

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