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Ao minuto19.07.2022

BCE dá gás ao euro. Europa e petróleo também sobem

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta terça-feira.

EPA
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19.07.2022

Europa animada por abertura de Nord Stream e possível subida de taxas de juro

Os principais índices do Velho Continente encerraram o dia a registar ganhos consideráveis, depois de notícias de que o gasoduto Nord Stream 1 vai mesmo reabrir no dia 21. Esta terça-feira a Bloomberg e a Reuters avançaram também que o Banco Central Europeu pode subir as taxas de juro em 50 pontos base, já esta quinta-feira - o dobro do esperado.

O índice de referência Europeu, Stoxx 600, valorizou 1,38%, com todos os setores pintados de verde. A registar os maiores ganhos esteve o setor automóvel (+3,12%), a banca (+2,94%) e o retalho (+2,48%).

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 2,69%, o italiano FTSEMIB subiu 2,49%, o francês CAC-40 valorizou 1,79%, o britânico FTSE 100 subiu 1,01% e o espanhol IBEX 35 pulou 2,03%.

"Os últimos rumores de que o gás vai realmente voltar a fluir geraram um apreciado impulso aos índices europeus, apesar da incerteza sobre o volume", disse à Bloomberg Chris Beauchamp, analista da IG, referindo-se às notícias de que o Nord Stream 1 deverá retomar com uma capacidade inferior à normal, devido à falta de uma turbina que foi enviada para o Canadá para reparação.


19.07.2022

Juros agravaram-se na Zona Euro

Os juros seguem a agravar na Zona Euro, num dia marcado pelo aumento do risco nos mercados acionistas europeus.

A yield das Bunds alemãs a dez anos - "benchmark" para a Zona Euro - agravam-se 6,2 pontos base para 1,269%.

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos somam 4 pontos base para 3,323%.

Na Península Ibérica, a yield da dívida portuguesa a dez anos agrava-se em 2,9 pontos base para 2,375%.

Já os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade sobem 3,5 pontos base para 2,468%, ficando mais uma vez acima da yield nacional.

19.07.2022

BCE leva euro a renovar máximos de duas semanas contra o dólar

O euro renovou máximos de duas semanas contra o dólar, numa altura em que o mercado incorpora a possibilidade de um endurecimento mais agressivo da política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

A moeda única cresce 1,05% para 1,0249 dólares, depois da notícia que dá conta de que a autoridade monetária pode subir as taxas de juro em 50 pontos base na próxima reunião do conselho da instituição marcada para este quinta-feira.
O conselho liderado pela presidente Christine Lagarde poderá aumentar as taxas de juro no dobro em relação ao inicialmente esperado, avançam a Bloomberg e a Reuters, citando fontes próximas do processo. A justificação prende-se com o agravar da inflação, que em junho bateu os 8,6% nos países da Zona Euro, acima do estimado pelos analistas.

A 9 de junho, o BCE anunciou o fim da compra líquida de dívida dos países e a intenção de subir as taxas diretoras em 25 pontos base na reunião de julho, marcada para daqui a dois dias, de forma a conter a escalada dos preços. "O Conselho está pronto para ajustar todos os seus instrumentos, incorporando a flexibilidade, para garantir que a inflação estabilize na meta dos 2% a médio prazo", indicava o comunicado a justificar o primeiro aumento das taxas em mais de uma década.
Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg - que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais - desliza 0,80% para 106.50 pontos.

19.07.2022

Petróleo sobe com depreciação do dólar

O afastamento da Europa da energia russa vai obrigar a grandes investimentos públicos e privados.

Os preços do "ouro negro" inverteram das quedas e seguem a negociar em alta, animados pelo facto de a nota verde estar a perder terreno.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 0,24% para 106,53 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 0,52% para 103,13 dólares por barril.

 

O facto de o dólar estar agora a ceder terreno ajuda assim à tendência de subida da matéria-prima, uma vez que os ativos denominados na nota verde, como é o caso do petróleo, ficam mais atrativos para quem negoceia com outras moedas.

19.07.2022

Ouro valoriza ligeiramente

O ouro está a negociar com ganhos ligeiros, seguindo perto de mínimos de 11 meses, numa altura em que os investidores aguardam para ver o impacto de um novo aperto da política monetária e os efeitos no crescimento económico.

O "metal amarelo" valoriza 0,11% para 1.711,18 dólares por onça, enquanto a platina soma 1,74% para 882,51 dólares. Também o paládio sobe 0,71% para 1.872,44 dólares.

"A Reserva Federal pode não precisar de uma política monetária tão agressiva como os mercados inicialmente esperavam, mas o ciclo de subida das taxas de juro pode durar até ao início do próximo ano", disse Edward Moya da Oanda, à Bloomberg.

Apesar de o dólar estar a registar uma queda desde segunda-feira, o metal precioso continua a ser pressionado pela "nota verde".

19.07.2022

Wall Street abre no verde. Investidores otimistas para época de resultados

Wall Street abriu a sessão desta terça-feira pintada de verde, a recuperar das perdas sentidas no primeiro dia da semana, à medida que vão avançando as demonstrações de resultados trimestrais das empresas no país, hoje com a Netflix em destaque.


O industrial Dow Jones ganha 0,87% para 31.342,94 pontos, enquanto o Standard Poor's 500 (S&P 500) sobe 1,13% para 3.874,10 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite soma 1,14% para 11.489,53 pontos.


Analistas consultados pela Bloomberg indicam que com os investidores à espera de uma época de resultados negativa, qualquer boa notícia pode levar a ganhos mais elevados que o normal. "A vulnerabilidade da época de resultados era muito elevada a caminho do segundo trimestre, mas isso parece ter baixado a fasquia, com alguns dos resultados reportados até agora a serem caracterizados como "melhores que o esperado", indica o analista Ulrich Urbahn da Berenberg, à Bloomberg.


Esta segunda-feira a Apple levou as tecnológicas a uma negociação negativa, depois de ter anunciado que ia reduzir o número de contratações no próximo ano, bem como as previsões de crescimento.


As ações das grandes tecnológicas têm sido uma das mais prejudicadas pelo aumento das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana, uma vez que juros mais elevados representam um desconto maior no presente do valor dos lucros futuros, prejudicando ações "growth", em especial as tecnológicas.

19.07.2022

Juros aliviam com olhos postos no BCE: 25 ou 50 pontos base?

Os juros estão a aliviar, com a notícia de que o Banco Central Europeu estará a discutir uma subida de 50 pontos base, ao invés dos 25 que vinham a ser apontados até agora.

A par desta informação, fontes oficiais da Reuters acrescentam que está também a ser estudado um acordo para apoiar países endividados no mercado das obrigações, caso cumpram as regras da Comissão Europeia em relação a reformas e disciplina orçamental.

A presidente do BCE já tinha avisado num discurso a 28 de junho que a autoridade monetária poderia ser mais agressiva. "Se, por exemplo, assistirmos a uma inflação muito elevada que ameace as expectativas a longo prazo da inflação, ou houver sinais de uma queda do potencial económico de forma permanente, precisaríamos de usar mais rapidamente ferramentas para eliminar o risco de uma espiral", adiantou Lagarde.

A yield das bunds alemãs a dez anos – referência para o mercado europeu – são as que mais aliviam e subtraem 5,4 pontos base para 1,261%. Já os juros da dívida italiana estão a subir 5 pontos base para 3,323%

Os juros da dívida espanhola a dez anos perdem 5,3 pontos base para 2,486% e é a segunda que mais desce. Por sua vez, a yield da dívida portuguesa alivia 4 pontos base para 2,386%.

19.07.2022

Euro acentua ganhos após possibilidade de subida de 50 pontos pelo BCE

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, frisou que estará atenta aos dados e que as decisões mantêm flexibilidade na política.

O euro está a registar ganhos face ao dólar, numa altura em que surgem indicações de que o Banco Central Europeu poderá subir as taxas de juro em 50 pontos base, já está quinta-feira. A informação está a ser avançada pela Reuters e Bloomberg, que citam fonte oficial da autoridade monetária.

A moeda única europeia ganha 1% para 1,0244 euros, o valor intradiário mais elevado desde dia 6 de julho. Já em relação à libra valoriza 0,40%, ao passo que em relação ao iene soma 0,62%. Também o Banco do Japão vai estar reunido esta quinta-feira, mas não é esperada nem uma subida das taxas de juro, nem uma alteração na política monetária.

O índice do dólar da Bloomberg - que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais - perde 0,71% para 106,605 pontos.

19.07.2022

Europa no vermelho. EDF ganha mais de 15% e regista máximos de 6 meses

As principais praças da Europa ocidental anularam ganhos de dois dias e abriram a negociação em terreno negativo, numa altura em que se adensa uma crise energética que poderá deixar os países da região à beira de uma recessão económica.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, perde 0,57% para 415,23 pontos, com apenas dois setores em terreno positivo - as "utilities" (água, luz, gás) e a banca. A registar as maiores quedas está a tecnologia e as matérias primas que caem perto de 2%.

Nos principais movimentos de mercado está a Electricité de France (EDF), depois do governo francês ter avançado com uma oferta de cerca de 9,7 mil milhões de euros para nacionalizar totalmente a empresa, numa tentativa de resolver os problemas de liquidez da energética. A EDF ganha assim 15,26%, o valor mais alto em mais de seis meses.

"A crise energética é muito, muito séria e afeta os mercados europeus mais do que qualquer um", explica Marija Veitame, analista da State Street Global Markets à Bloomberg. "Custos energéticos elevados acrescentam custos a um cenário desafiante da economia europeia. Não recomendamos a compra de ações europeias", adiantou.

Entre os principais índices do Velho Continente, o alemão Dax cede 0,86%, o francês CAC-40 perde 0,71%, o britânico FTSE 100 cai 0,32% e em Amesterdão, o AEX regista uma queda de 0,80%. Ao passo que o espanhol IBEX 35 ganha 0,44% e o PSI cresce 0,07%.

19.07.2022

Dólar alivia pressão, mas ouro cai ligeiramente

O ouro está a negociar em queda, e segue perto de mínimos de 11 meses, com os investidores de olhos postos nas opções de política monetária por parte dos bancos centrais.

O "metal amarelo" perde 0,07%, ainda acima dos 1.700 dólares, a valer 1.708,05 dólares por onça. Por sua vez, a platina ganha 0,21% para 869,28 dólares e o paládio soma 1,13% para 1.880,26 dólares.

Apesar de o dólar estar a registar uma queda desde esta segunda-feira, o ouro continua a ser pressionado pela nota verde. Os investidores estão de olhos postos na Reserva Federal norte-americana que se vai reunir nos dias 26 e 27 de julho, ao que tudo indica a subida das taxas de juro por parte da Fed devem fixar-se nos 75 pontos base, ao invés dos 100 que chegaram a ser discutidos pelos analistas.

"O dólar está a enfraquecer neste início de negociação semanal, mas este pode não ser o topo, o que significa que o ouro pode ter dificuldades durante mais de tempo, para atingir o nível dos 1.750 dólares", explica o analista Edward Moya da Oanda, à Bloomberg.

19.07.2022

Petróleo ganha ligeiramente. Gás em terreno positivo

Os “stocks” norte-americanos de crude caíram e um importante terminal de exportação de petróleo no Mar Negro está com disrupções.

O petróleo está a negociar com ganhos ligeiros e acima dos 100 dólares por barril, depois de esta segunda-feira ter registado o maior avanço diário desde maio, à medida que se agravam as preocupações com a escassez desta matéria-prima.


Este mercado tem registado uma negociação volátil nas últimas duas semanas numa altura em que estão a ser avaliados receios de uma recessão que podem diminuir a procura pelo"ouro negro".


Por outro lado, os investidores estão também a avaliar a possibilidade de aprovação de um plano por parte dos Estados Unidos com o objetivo de colocar um limite no preço de crude proveniente da Rússia, com o objetivo de diminuir o financiamento de Moscovo.


Em Londres, o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, ganha uns ligeiros 0,08%, para 106,35 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, valoriza 0,31% para 102,92 dólares por barril.


Já o gás, negociado em Amesterdão, e referência para as importações europeias, está a avançar pelo segundo dia consecutivo e soma 0,35% para 159,750 euros por megawatt-hora. Isto depois de ontem a russa Gazprom ter aparentemente invocado "força maior" para parar de fornecer gás à Europa, através do gasoduto Nord Stream.

19.07.2022

Ásia negativa. Europa acompanha e aponta para o vermelho

Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta terça-feira em terreno negativo, numa altura em que a China vive um "boicote" às hipotecas de casas ainda em processo de finalização, que os cidadãos se recusam a pagar. Os índices chineses foram assim os que registaram as maiores quedas.


Na região, a negociação em baixa foi fortemente provocada pelas tecnológicas, depois de a Apple ter anunciado que vai reduzir o número de contratações no próximo ano. A par disso, os casos de covid-19 estão novamente em rota ascendente, levantando mais uma vez receios de novos confinamentos.


No Japão, o Topix subiu 0,4% e o Nikkei valorizou 0,6%. Pela China, em Hong Kong o Hang Seng derrapa 1,2% e Xangai desce 0,3%. Por fim, na Coreia do Sul, o Kospi perde 0,3%.


Já na Europa, depois de ontem as principais bolsas terem encerrado em terreno positivo, os futuros estão a apontar para um início de negociação no vermelho, contagiado pela Ásia. Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 caem 0,75%.


Esta semana reúne-se na quinta-feira o Banco Central Europeu, que deverá concretizar a anunciada subida em 25 pontos base das taxas de juro, e o Banco do Japão, não sendo esperada aqui uma alteração nas políticas de não subida das taxas. Na próxima semana é a vez da Reserva Federal norte-americana, que deverá optar por uma uma subida de 75 pontos base.

Estas decisões de importância macroeconómica podem ajudar a explicar a volatilidade nas negociações - 
"é um pouco como 'pintar por números’ neste momento, temos imagens para preencher, mas não temos todas as cores ainda", explica Kerry Craig, analista do JPMorgan à Reuters.

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