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Ao minuto30.09.2022

Europa fecha no verde, juros aliviam e petróleo cai

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta sexta-feira.

Os primeiros encontros presenciais com investidores estão a ser usados pelos gestores para atualizar estimativas e acalmar os receios sobre o impacto da guerra no mercado financeiro.
Kai Pfaffenbach/Reuters
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30.09.2022

Bolsas europeias ganham fôlego no último dia do mês

As bolsas europeias fecharam em alta na última sessão de setembro e de um trimestre penoso para os mercados acionistas – que foram pressionados pelos receios do impacto que possam ter nos resultados das empresas e no crescimento económico mundial as medidas de edurecimento da política monetária por parte dos bancos centrais.

 

Com a subida desta sexta-feira, o Stoxx 600, índice de referência do Velho Continente, conseguiu reduzir as perdas da pior série de quedas trimestrais desde 2011, perdendo 4,8% entre julho e setembro. Este é o seu trimestre consecutivo com saldo vermelho.

 

O Stoxx 600 fechou a somar 1,31%, para 387,92 pontos.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 1,61%, o francês CAC-40 valorizou 1,51%, o italiano FTSEMIB avançou 1,45%, o britânico FTSE 100 subiu 0,18% e o espanhol IBEX 35 pulou 0,91%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 1,12%.

30.09.2022

Juros aliviam na Zona Euro

Os juros da dívida soberana seguem a aliviar na Zona Euro, num dia em que foi conhecida a estimativa rápida do Eurostat sobre a inflação de setembro. O aumento dos preços terá atingido os dois dígitos, tendo acelerado para os 10%, impulsionado sobretudo pelos preços da energia.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos - referência para o mercado europeu - alivia 3,7 pontos base para 2,137%, enquanto os juros da dívida italiana recuam 6,8 pontos base para 4,569%. Já a "yield" da dívida francesa perde 4,2 pontos base para 2,749%. 

Por cá, os juros da dívida portuguesa cedem 4,6 pontos base para 3,192%, enquanto em Espanha descem 4,2 pontos base para 3,312%.

Já fora da Zona Euro, os juros da dívida britânica seguem a agravar-se em 4,7 pontos base para 4,177%, num dia em que a primeira-ministra do país, Liz Truss, voltou a defender as medidas fiscais adotadas, que prevêem um corte nos impostos, sobretudo para as empresas.

30.09.2022

Inflação na Zona Euro pressiona moeda única

O euro segue a desvalorizar face ao dólar, estando a ceder 0,54% para 0,9762 dólares. A moeda única europeia recuou após a divulgação dos dados da inflação na Zona Euro, que em setembro terá atingido os 10%, segundo uma estimativa rápida do Eurostat.

Já o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra 10 divisas rivais - valoriza 0,05% para 112.312 pontos.

A libra é a moeda do grupo que mais avança face à nota verde, numa altura em que os investidores analisam o possível impacto que uma reviravolta na política fiscal do governo britânico poderá ter.



30.09.2022

Ouro em "bear market" apesar de semana positiva

O ouro está prestes a fechar a semana em alta, numa altura em que as "yields" da dívida recuam, deixando assim de ofuscar o metal o amarelo que não remunera juros.

 

O ouro segue a somar 0,65% para 1.671,41 dólares por onça. O metal dourado teve uma semana particularmente volátil, tendo renovado mínimos em mais de dois anos, devido à pressão exercida pelo "rally" do dólar.

 

O metal amarelo está em "bear market" face ao pico de março, estando prestes a fechar a sexta queda mensal. Os investidores estão atentos à política monetária da Fed, depois de a vice-presidente do banco central ter apelado à necessidade da manutenção de uma política "falcão" para combater a inflação.

30.09.2022

Petróleo prossegue queda com receios de recessão

Há vários fatores prontos a entrar em ação que poderão manter as cotações do “ouro negro” em alta.

Os preços do crude continuam hoje a negociar em baixa, penalizados pelos receios de recessão mundial.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em novembro cede 1,14% para 80,30 dólares por barril.

 

Já o contrato de novembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,32% para 88,21 dólares.

 

Alguns responsáveis da Fed reforçaram a ideia de novas subidas dos juros diretores, o que faz recear uma redução do crescimento e a entrada numa recessão.

 

No entanto, os preços vão ter o primeiro ganho semanal em cinco semanas, animados pela perspetiva de que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+) podem decidir-se por um corte significativo da oferta quando se reunirem a 5 de outubro para delinear o nível de produção de novembro.

30.09.2022

Wall Street acorda com o clamor do "falcão" da Fed e abre no vermelho

Wall Street arrancou a última sessão do mês no vermelho, dando continuidade às perdas desta quinta-feira.

Os investidores foram acordados pelo clamor de um "falcão" da Reserva Federal norte-americana (Fed), cujo discurso foi sustentado por um indicador de alta frequência relativo à saúde da economia norte-americana e que bem pode apoiar a continuação de um política monetária restritiva por parte do banco central liderado por Jerome Powell.

 

O industrial Dow Jones desliza 0,61% para 29.057,46 pontos, enquanto o "benchmark" mundial por excelência S&P 500 cai 0,56% para 3.619,23 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite desaprecia 0,49% para 10.680,71 pontos.

 

Considerado por muito economistas como o indicador favorito da Fed, o índice de preços de despesas de consumo pessoal voltou a piscar no sentido da continuação da subida da inflação. O PCE (sigla inglesa para o indicador) aumentou 4,9% em agosto em termos homólogos e 0,6% em cadeia.

 

Durante a sessão, os investidores estarão ainda a digerir as palavras da vice-presidente do banco central dos EUA, Lael Brainard (na foto). "A política monetária precisa de se manter restritiva por algum tempo, para termos a confiança de que a inflação está de volta à meta", sublinhou Brainard.

 

"A inflação está muito elevada tanto nos EUA como no estrangeiro", alertou a vice-presidente que não descartou a possibilidade do advento de mais "choques inflacionistas".

 

 

30.09.2022

Europa sorri no último dia do trimestre, mas saldo é negativo

As principais praças da Europa ocidental estão a negociar em terreno positivo no último dia do mês, mas ainda assim caminham para a terceira semana consecutiva no vermelho.

O último dia de setembro marca também o fim do trimestre, o terceiro com um saldo semanal negativo, o maior número de quedas trimestrais desde 2009.

O Stoxx 600 - índice de referência para a Europa - sobe 0,87% para 386,22 pontos, com todos os setores em terreno positivo. 

Entre os maiores ganhos está o retalho, que tombou na quinta-feira para o valor mais baixo numa década, após a divulgação dos resultados da Hennes & Mauritz (H&M) e Next Plc, que ficaram aquém das previsões.

Ainda a valorizar acima de 1%, está o setor da banca, petróleo e gás, automóvel, bem como as viagens.

A suportar o sentimento positivo dos investidores está a divulgação da inflação preliminar em França, que atingiu 5,6% em setembro, uma queda de 0,3 pontos percentuais em relação a agosto.

Em comunicado, o Instituto Nacional de Estatística (INSEE), explica que esta redução da inflação se deve a um abrandamento do aumento dos preços da energia.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o francês CAC-40 pula 1,21%, o italiano FTSEMIB ganha 1,08% e o alemão Dax soma 1,01%. Em Amesterdão, o AEX valoriza 0,96%, o espanhol IBEX 35 avança 0,86% e o britânico FTSE 100 sobe 0,47%.

Em Lisboa, o PSI é o índice que mais sobe e ganha 1,31%.

30.09.2022

Juros aliviam antes de divulgação de leitura preliminar da inflação

Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a aliviar, antes da divulgação dos dados preliminares da inflação da região relativos a setembro, bem como do desemprego de agosto.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos, referência para o mercado europeu, alivia 7,1 pontos base para 2,103%.

Os juros das obrigações italianas a dez anos perdem 11,9 pontos base - a redução mais expressiva da região - para 4,518%.

Por sua vez, na Peninsula Ibérica a "yield" da dívida nacional a dez anos subtrai 8,1 pontos base para 3,157%.

Os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade aliviam 7,5 pontos base para 3,278%, estando acima da "yield" portuguesa.

Ainda esta sexta-feira, Itália, Alemanha e França divulgam as estimativas rápidas da inflação deste mês.

30.09.2022

Dólar ganha face ao euro. Libra retoma perdas

O dólar segue a negociar com ganhos em relação ao euro e valoriza 0,15% para 1,0189 euros, após esta quinta-feira ter beneficiado de dados económicos divulgados nos Estados Unidos, bem como de comentários de membros da Fed.

Já a libra segue a perder ligeiramente face à nota verde, mais precisamente 0,21% para 1,1147 dólares, depois de ter anulado as perdas vividas no final da semana passada e nesta segunda-feira, na sequência de um anúncio de compra de dívida por parte do Banco de Inglaterra.

O índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra 10 divisas rivais - perde 0,31% para 11,906 pontos.

30.09.2022

Petróleo a caminho da primeira queda trimestral em mais de dois anos. Gás desvaloriza

O petróleo está a negociar misto e está a caminho da primeira queda trimestral em mais de dois anos.

A pesar na negociação estão comentários de alguns responsáveis da Fed, que reforçaram a ideia de novas subidas das taxas de juro diretoras, o que faz recear uma redução do crescimento e a entrada numa recessão.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em novembro, sobe 0,05% para 81,27 dólares por barril.

Já o contrato de novembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, cede 0,03% para 88,46 dólares.

"O mau trimestre do petróleo é uma reflexão de um mercado de crude que está a perder o seu efeito de aperto, à medida que surgem riscos de uma recessão global" explica Ed Moya, analista da Oanda, à Bloomberg.

"Os 'traders' esperam ação drástica da OPEP+", explica ainda. Isto, numa altura em que se perspetiva um cenário de corte na produção por parte dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+), na reunião da próxima quarta-feira.

No mercado do gás, os futuros estão a negociar em baixa, no dia em que os ministros da Energia da União Europeia se reúnem pela segunda vez num mês em Bruxelas para debater a atual crise no setor.

Os ministros vão estar focados em medidas para reduzir a procura por eletricidade, bem como impostos sobre os lucros extraordinários nas empresas de produção de combustíveis fosseis. De acordo com a Bloomberg, um tecto no preço do gás pode ser discutido, mas é pouco provável que haja uma decisão.

O gás negociado em Amesterdão (TTF), que serve de referência para o mercado europeu, desce 0,9% para 202 euros por megawatt-hora.

30.09.2022

Ouro a passo rápido para primeiro saldo semanal positivo em três semanas

O ouro está a valorizar e caminha assim a passos rápidos para o primeiro saldo semanal positivo em três semanas.

O metal precioso teve uma semana volátil ao tombar para o valor mais baixo em mais de dois anos e ter recuperado para o maior ganho diário em seis meses com o anúncio de compra de dívida por parte do Banco de Inglaterra.

Ao mesmo tempo, o dólar tem vindo a perder força desde terça-feira, o que dá maior atratividade a este metal, negociado na moeda norte-americana.

O metal amarelo ganha 0,52% para 1.669,20 dólares por onça.

30.09.2022

Europa aponta para verde com pouca convicção. Ásia negativa

Após esta quinta-feira o índice de referência europeu, Stoxx 600, ter renovado mínimos de novembro de 2020, a negociação negativa deverá ter uma pausa esta sexta-feira, com os futuros sobre o Euro Stoxx 50 a subirem 0,5%.

Os olhos dos investidores vão estar postos na divulgação de dados económicos na Europa, nomeadamente a inflação na Zona Euro relativa a setembro, bem como os números do desemprego em agosto. Também Itália, Alemanha e França divulgam as estimativas rápidas da inflação do mês que hoje termina.

Na Ásia, a negociação foi negativa, colocando assim o "benchmark" da região a caminho do pior saldo mensal desde 2008. As bolsas japonesas, que têm o maior peso no índice asiático MSCI Asia Pacific, registaram as piores performances, com o Topix a cair perto de 2%.

"Penso que os mercados emergentes ainda têm uns seis meses bastante difíceis, antes da subida das taxas de juro por parte da Fed atingirem um pico", aponta o analista Louis Lau, da Brandes Investment Partners, à Bloomberg.

Pela Ásia, na Coreia do Sul, o Kospi desceu 0,5%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong recuou 0,1% e o Shangai Composite cedeu 0,45%. No Japão, o Topix perdeu 2% e o Nikkei tombou 2,3%.

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