Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto12.11.2020

Europa quebra ciclo de ganhos com covid-19 a abalar. Petróleo e ouro avançam

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 12 de Novembro de 2020 às 17:20
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
12.11.2020

Euro avança com turbilhão de sentimentos no mercado

A moeda única europeia segue a ganhar terreno face à nota verde, num momento em que tenta"ter pé" numa semana de forte atividade nos mercados, decorrente da vacina promissora da Pfizer contra a covid e das notícias sobre as eleições presidenciais nos EUA.

 

Já o dólar está a ser menos procurado hoje, com os intervenientes do mercado a preferirem outros ativos-refúgio, como o ouro, numa altura em que os investidores se mostram mais cautelosos quanto às expectativas para a vacina contra a covid-19 – já que não se espera que evite um inverno sombrio nos EUA, e isto quando a segunda vaga da pandemia na Europa se agrava.

 

O euro segue assim a somar 0,31% para 1,1814 dólares.

12.11.2020

Europa quebra ciclo de ganhos com covid-19 a abalar

A Europa quebrou uma trajetória de ganhos que durava há três sessões, com o otimismo a ser abalado pelo agravamento da situação pandémica e a perspetiva de que a administração de Trump desista de lançar um novo pacote de estímulos.

O agregador das 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, fechou a cair 0,88% para 383,16 pontos. Madrid e Londres caíram numa medida semelhante, enquanto que em Frankfurt e Paris as quebras ultrapassaram a fasquia de 1%.

A administração de Donald Trump estará a recuar nas conversações para avançar com um pacote de novos estímulos orçamentais, de acordo com fontes próximas do assunto, ciatadas pela Bloomberg. Paralelamente, o presidente da Fed, Jerome Powell, afirmou que ainda é cedo para avaliar o impacto económico da pandemia nos Estados Unidos, classificando os próximos meses como desafiantes.

Estas declarações e suspeitas são reveladas num cenário em que a maior economia do mundo contou 152.255 novas infeções, um recorde, e o maior número de mortes desde maio. As hospitalização subiram 10% nos últimos cinco dias, em seis estados federais diferentes.

"A culpa (do desânimo nos mercados) parece estar no aumento de casos de covid-19 nos Estados Unidos e em todo o mundo, e os confinamentos que lhe estão associados", comentam analistas do Miller Tabak +, citados pela Bloomberg.

12.11.2020

Juros de Portugal descem pela terceira sessão

No mercado de obrigações soberanas continua a correção do forte agravamento das taxas que se registou no arranque da semana, numa altura em que os investidores estavam a corrigir as suas carteiras para apostar em ativos de maior risco.

Com os mercados acionistas a inverterem da tendência positiva devido ao agravamento da pandemia nos Estados Unidos, as obrigações voltaram ao radar dos investidores, beneficiando também com as palavras de ontem da presidente do BCE, que validou a expetativa de reforço de estímulos na reunião de dezembro.


A yield das obrigações portuguesas a 10 anos desce 1,7 pontos base para 0,102%, na terceira sessão de alívio. A taxa das bunds com a mesma maturidade recua 2,5 pontos base para -0,53%.

    

 

12.11.2020

Ouro ganha com expectativa de novos estímulos e receios em torno de vacina

O metal amarelo segue a ganhar terreno, numa altura em que o otimismo do mercado em torno de uma potencial vacina contra a covid-19 deu lugar a receios quanto à logística do seu lançamento, o que leva os investidores a procurarem ativos mais seguros, levando a que o ouro capitalize o seu estatuto de valor-refúgio.

 

Além disso, as expectativas de novos estímulos às economias mais atingidas pelo coronavírus estão também a ajudar à subida do metal precioso. Ontem, a presidente do BCE, Christine Lagarde, sinalizou um apoio económico adicional, numa altura em que se prevê que as infeções por covid-19 disparem com o inverno.

 

O ouro a pronto (spot) avança 0,71% para 1.878,01 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro perdem 0,96% para 1.878,50 dólares por onça.

 

"Estamos a começar a ter algumas dúvidas quanto à rapidez com que qualquer vacina possa ser lançada", comentou à Reuters o principal analista de mercados da CMC Markets UK, Michael Hewson.

 

"Talvez vejamos mais medidas de estímulos a avançarem, à medida que vamos avançando para o fim do ano, porque, em última instância, os problemas relacionados com o aumento de casos, internamentos e mortes por covid-19 estão a fazer-se sentir agora. E não é uma vacina que vai mudar isso", acrescentou.

12.11.2020

Petróleo sobe com OPEP+ mas AIE tem dúvidas sobre ritmo da retoma da procura

As cotações do petróleo estão a ganhar terreno, elevando para mais de 12% os ganhos agregados desta semana, devido à crescente expectativa de que os maiores produtores mundiais da matéria-prima adiem a entrada de mais crude no mercado.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em dezembro segue a subir 0,46% para 41,64 dólares por barril.

 

Já o contrato de janeiro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,50% para 44,02 dólares.

 

O facto de a OPEP+ estar a pensar adiar a entrada em vigor do novo período de alívio dos cortes tem estado a contribuir para as valorizações de hoje.

 

No âmbito do acordo que vigora desde janeiro de 2017 entre os 13 países do cartel e os seus 10 parceiros, foi retirado crude do mercado nos últimos anos [com o corte a ser permanentemente ajustado ao longo do tempo], de modo a sustentar os preços. Mas, desde agosto deste ano, com os preços já num patamar considerado aceitável, a OPEP+ tem estado a aliviar esse esforço.

 

Com efeito, desde 1 de agosto que os 23 membros da OPEP+ – que tinham em vigor, desde 1 de maio deste ano, uma redução conjunta da oferta na ordem dos 9,7 milhões de barris diários [equivalente a 10% da produção mundial] – aligeiraram esse corte para 7,7 milhões de barris por dia [8% da produção global], devendo este plafond vigorar até dezembro.

 

Depois, de acordo com o plano inicialmente delineado, a redução da oferta passaria a ser de 5,8 milhões de barris/dia entre janeiro de 2021 e abril de 2022.

 

Só que agora a OPEP+ está a pensar manter em vigor durante mais tempo o atual nível de 7,7 milhões de barris/dia de corte da produção, não se excluindo mesmo que volte a intensificar o esforço de retirada de crude do mercado, comentaram fontes do cartel à Bloomberg.

 

A travar um pouco o ímpeto altista de hoje no mercado petrolífero está o facto de a Agência Internacional de Energia (AIE) ter cortado novamente as previsões para a procura de petróleo em todo o mundo, devido às novas restrições que estão a ser impostas pelos governos numa tentativa de travar a propagação do coronavírus.

 

A AIE adiantou que o otimismo em torno da promissora vacina da Pfizer não se vai repercutir a curto prazo no consumo.

12.11.2020

Entusiamo em Wall Street dissipa-se com novas restições à circulação

Os três principais índices de Wall Street abriram a sessão desta quinta-feira em queda, com os investidores a gerirem o entusiasmo causado pelos avanços na vacina anti-coronavírus, num dia em que as restrições apertaram em algumas cidades dos Estados Unidos.

Por esta altura, o S&P 500 cai 0,53% para os 3.553,88 pontos, enquanto que o Dow Jones perde 0,68% para os 29.198,39 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite assume uma queda mais ligeira (-0,11%) para os 11.771,96 pontos.

Nova Iorque foi o último estado norte-americano a introduzir medidas de distanciamento social, na quarta-feira, numa altura em que os novos casos de pessoas infetadas com covid-19 passa o patamar das 100 mil pelo oitavo dia consecutivo.

Os setores que mais subiram nos últimos dias, são hoje os que mais caem, como é o caso da indústria ou da banca. As perdas atacam também o setor da aviação, com a Airlines Group e a United Airlines Holdings a perderem entre cerca de 3%.

Os três maiores de Wall Street subiram entre 8% e 11% em menos de duas semanas.

12.11.2020

Ouro praticamente estável no regresso aos refúgios

O metal amarelo tem brilhado mais do que nunca, numa altura em que os inves    tidores procuram um refúgio para os seus ativos, num contexto de maior risco no plano económico e geopolítico.

A semana tem oscilado para o ouro, depois de ter começado com uma grande queda, uma vez que os investidores fugiram para os ativos de maior risco.

Hoje, uma vez que de verifica o processo inverso, o ouro aguenta-se na barreira dos 1.866 dólares por onça, com um ganho de 0,04%.

12.11.2020

Euro volta a ganhar face ao dólar, em semana intermitente

A semana tem sido intervalada entre ganhos e quedas para o euro. Hoje a moeda única da União Europeia (UE) está a ganhar 0,08% para os 1,1787 dólares, depois da queda registada ontem.

Até ao momento, o euro assinalou duas quedas e duas subidas face ao rival norte-americano, esta semana.

Já a libra está a depreciar cerca de 0,19% para os 1,3197 dólares.

12.11.2020

Juros de Portugal e Espanha sobem. “Yield” alemã cai

Os juros da dívida dos países da Zona Euro estão a negociar de forma mista na manhã desta quinta-feira, num dia em que os investidores procuram a segurança da dívida alemã, uma vez que estão a fugir dos ativos de maior risco.

Contudo, os juros de Itália – historicamente arriscados – são uma exceção e continuam a perder 0,4 pontos base para os 0,727%, depois de terem subido no início da semana. Os da Alemanha a dez anos estão a perder também 0,4 pontos base para os -0,513%.

Na Península Ibéria, Portugal e Espanha sobem 0,2 e 0,5 pontos base, respetivamente. A "yield" de Portugal continua a ser menos arriscada do que a de Espanha (0,121% contra 0,157%, pela mesma ordem).

12.11.2020

Europa cai de máximos de oito meses

Os principais índices em toda a Europa estão a perder fôlego pela primeira vez esta semana, depois de um ganho robusto nos três primeiros dias da negociação, à boleia da vitória de Joe Biden e das notícias sobre a vacina anti-coronavírus.

Assim, o Stoxx 600 – índice que reúne as 600 maiores cotadas da região – perde 0,74% para os 385,68 pontos, depois de ter valorizado mais de 6% entre segunda-feira e quarta-feira para máximos de fevereiro deste ano, altura em que vários índices em todo o mundo atingiram máximos históricos.

Os setores na Europa que mais tinham beneficiado com o "rally" do início da semana, são os que mais perdem agora. Caso disso é a banca e o setor das petrolíferas que estão a desvalorizar mais de 1%.

Hoje, os presidentes do Banco Central Europeu, Banco de Inglaterra e Fed estarão a discursar no Fórum do BCE, que este ano se realiza de forma remota. Não se esperam grandes novidades, mas ainda assim será um acontecimento que centrará a atenção dos investidores.

12.11.2020

Petróleo sobe à boleia da OPEP+

A BP, a Galp Energia e a Repsol têm investido na energia solar para diversificar o seu portfólio e diminuir  o peso do petróleo.

Os preços do petróleo estão a valorizar novamente, com a OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os aliados) mais perto de um acordo para suspender um novo corte de produção que teria início no próximo ano.

Por esta altura, o Brent – negociado em Londres e que serve de referência para Portugal – ganha 0,46% para os 44,00 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) sobe 0,41% ara os 41,61 dólares por barril.

O cartel petrolífero está a considerar manter os apoios ao mercado durante três a seis meses, de acordo com os delegados da comissão técnica, citados pela Bloomberg.

Para além do acordo entre os maiores produtores de petróleo, existem expectativas que o número de inventários de petróleo volte a cair pela quarta semana consecutiva nos Estados Unidos.

12.11.2020

Futuros da Europa apontam para abertura em queda, após "rally"

Os futuros das ações europeias estão a negociar em queda na pré-abertura de sessão desta quinta-feira, com os investidores a fazerem uma pausa no risco, depois da euforia vivida nos primeiros três dias desta semana.

Por esta altura, a menos de uma hora de os mercados abrirem na Europa, os futuros do Stoxx 500 - que reúne as 50 maiores empresas do continente - caem 0,8%. Também os futuros do norte-americanos S&P 500 desvalorizam 0,5%, depois de o índice ter chegado a atingir máximos históricos durante esta semana.

Depois de todo o entusiasmo demonstrado no início desta semana, à boleia da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais norte-americanas e das novidades otimistas quanto à vacina anti-coronavírus, os investidores aproveitam a sessão de hoje para respirar.

Durante a madrugada em Lisboa, a sessão asiática pintou-se de vermelho, numa altura em que os índices do continente acumulam um ganho de cerca de 6 biliões de dólares só no mês de novembro. Em Hong Kong (-0,4%), na China (-0,2%) e no Japão (-0,2%) o sentimento foi ligeiramente negativo. 



 

Ver comentários
Saber mais Europa mercados bolsas ações câmbio ouro forex juros dívida mercado obrigações petróleo brent wti wall street estados unidos eua
Outras Notícias