Mercados num minuto Fecho dos mercados: Abrandamento da economia global volta a travar bolsas

Fecho dos mercados: Abrandamento da economia global volta a travar bolsas

As principais praças europeias tiveram nova sessão de perdas com o receio dos investidores quanto ao arrefecimento da economia mundial a penalizar. Euro e libra valorizam face ao dólar e desvalorização da divisa norte-americana impulsiona ouro para máximos de quase um mês.
Fecho dos mercados: Abrandamento da economia global volta a travar bolsas
EPA

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,35% para 5.142,45 pontos

Stoxx 600 recuou 0,45% para 374,33 pontos

S&P 500 cede 0,28% para 2.792,95 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avança 3,5 pontos base para 1,298%

Euro aprecia 0,08% para 1,1311 dólares

Petróleo desvaloriza 0,33% para 67,25 dólares dólares por barril em Londres

 

Arrefecimento económico mantém bolsas no vermelho

As principais bolsas europeias voltaram a recuar na sessão desta segunda-feira, 25 de março, penalizadas pelo receio dos investidores quanto aos crescentes sinais de abrandamento da economia global.

 

O índice de referência europeu Stoxx600 perdeu 0,45% para 374,33 pontos, na quarta sessão consecutiva em queda, o mais longo ciclo de perdas desde dezembro, num dia em que tocou no valor mais baixo desde 13 de março. Já o lisboeta PSI-20 caiu pelo segundo dia para mínimos de 15 de fevereiro ao recuar 0,35% para 5.142,45 pontos, sobretudo penalizado pelo setor do retalho num dia em que a Sonae caiu 1,83% para 91,1 cêntimos e em que a Jerónimo Martins deslizou 0,94% para 13,135 euros.

 

Além dos indicadores económicos mais recentes terem acentuado o medo quanto a uma travagem mais abrupta das economias mundiais - em concreto os dados negativos do PMI para a Zona Euro bem como a a inversão da curva de rendimentos dos títulos de dívida pública dos Estados Unidos -, também a incerteza em torno do Brexit e das negociações entre a China e os Estados Unidos com vista a um acordo comercial continuam a contribuir para o pessimismo verificado nos mercados.

 

Juros da Alemanha voltam a contrariar tendência no euro

A generalidade dos juros das dívidas públicas a área da moeda única negociou em alta, sendo a Alemanha a principal exceção. A taxa de juro correspondente aos títulos germânicos a 10 anos cai 1,5 pontos base para -0,030%, o quarto dia consecutivo de queda e que os investidores continuam a apostar nas obrigações germânicas como ativo de refúgio ante o cenário de preocupação com a saúde da economia global.

 

Já a "yield" associada aos títulos de dívida portuguesa a 10 anos sobe 3,5 pontos base para 1,298%, enquanto a taxa de juro correspondente à dívida espanhola no mesmo prazo avança 3 pontos base para 1,102%.

 

Euro inverte série de duas sessões em queda

O euro está a apreciar nos mercados cambiais, seguindo nesta altura a ganhar ténues 0,08% para 1,1311 dólares. Também a libra valoriza contra a divisa norte-americana, nesta caso pela segunda sessão consecutiva.

Venezuela leva petróleo para os ganhos

Os preços do petróleo inverteram para terreno negativo, com a tensão na Venezuela a ofuscar os receios com o abrandamento da economia global. O Brent em Londres sobe 0,33% para 67,25 dólares o WTI em Nova Iorque avança 0,03% para 59,06 dólares.

 

A matéria-prima recuperou de perdas acima de 1% durante a sessão depois dos Estados Unidos terem alertado a Rússia para não interferir na Venezuela, uma dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

 

Receios com recessão beneficiam metais preciosos

O metal amarelo continua a tirar partido do seu estatuto de ativo de refúgio, que foi reforçado com o crescente receio de recessão na economia global. A alta do ouro acentuou-se a partir de sexta-feira, quando pela primeira vez desde 2007 a curva de rendimentos da dívida soberana dos EUA se inverteu.

Esta evolução no mercado de dívida soberana nos EUA, bem com as taxas negativas nas obrigações alemãs a 10 anos mostram o pessimismo dos investidores com a evolução da economia global, o que beneficia o ouro e outros metais preciosos.

A onça de ouro está a valorizar 0,6% para 1.321,5 dólares no mercado à vista, o que representa um máximo de 27 de fevereiro. A platina ganha 0,7% para 853,08 dólares a onça.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI