Mercados num minuto Fecho dos mercados: Acordo "próximo" entre EUA e China dá máximos às bolsas e ganhos de 1% ao petróleo

Fecho dos mercados: Acordo "próximo" entre EUA e China dá máximos às bolsas e ganhos de 1% ao petróleo

Após o anúncio de um "grande acordo" para breve entre os Estados Unidos e a China, os investidores reforçaram a aposta em ativos mais arriscados e deixaram de lado as obrigações e o ouro.
Fecho dos mercados: Acordo "próximo" entre EUA e China dá máximos às bolsas e ganhos de 1% ao petróleo
Reuters
Rita Faria 12 de dezembro de 2019 às 17:20

Os mercados em números 
PSI-20 subiu 0,90% para os 5.195,54 pontos
Stoxx 600 ganhou 0,33% para os 407,58 pontos
S&P 500 valoriza 0,60% para 3.160,33 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 4,5 pontos base para os 0,394%
Euro desce 0,15% para 1,1113 dólares
Petróleo em Londres sobe 1,10% para 64,42 dólares o barril

Bolsas europeias sobem e Wall Street atinge novos máximos

Dos dois lados do Atlântico, os mercados acionistas reagiram com fortes ganhos ao anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um "grande acordo" com a China "está muito próximo".

Foi através do Twitter que o líder da Casa Branca deu a boa nova ao mundo, reforçando a expectativa dos investidores de que a maior economia do mundo irá adiar ou anular a implementação da nova ronda de tarifas sobre bens chineses, prevista para 15 de dezembro. Além disso, a Dow Jones avançou que o governo dos Estados Unidos poderá mesmo reduzir para metade as tarifas existentes atualmente sobre as importações chinesas.

Este otimismo deu impulso às bolsas europeias e levou os principais índices norte-americanos – o S&P500, o Nasdaq e o Dow Jones – para novos máximos históricos.

Já o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganhou 0,33% para os 407,58 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 subiu 0,90% para os 5.195,54 pontos, animado sobretudo pelo BCP, que somou 3,28% para19,83 cêntimos.

Juros em alta na Europa
A expectativa em torno de um acordo em breve entre os Estados Unidos e a China levou os investidores a aumentarem as suas apostas em ativos de risco, como as ações, e a deixarem de lado as obrigações e os ativos de refúgio com o ouro.

Com a forte descida das obrigações, os juros da dívida da generalidade dos países do euro registaram subidas acentuadas. Em Portugal, a yield associada às obrigações a dez anos avançou 4,5 pontos base para os 0,394%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, o aumento foi de 4,2 pontos para 0,449%.

Em Itália, os juros agravaram-se em 2,8 pontos para 1,229% e na Alemanha em 5,2 pontos para -0,273%.

Esta evolução aconteceu também depois de o BCE ter deixado os juros inalterados na última reunião de política monetária do ano, e ter reafirmado a implementação do novo pacote de estímulos.

A expectativa do banco central da Zona Euro é que as taxas de juro diretoras se mantenham nos níveis atuais - admitindo que possam ir para "níveis inferiores" - até que seja observável que as "perspetivas de inflação estão a convergir de forma robusta no sentido de um nível suficientemente próximo, mas abaixo, de 2% no seu horizonte de projeção e que essa convergência se tenha refletido consistentemente na dinâmica da inflação subjacente".

Libra toca máximos em dia de eleições

A libra tocou hoje em máximos de março, no dia em que decorrem as eleições gerais no Reino Unido, que poderão ser decisivas para o Brexit. A moeda britânica desce agora 0,48% para 1,3132 dólares, mas já tocou nos 1,3229 dólares, o valor mais alto em nove meses.

Ontem, a libra recuou de máximos depois de uma sondagem da YouGov, a única empresa que em 2017 antecipou uma recuperação de Jeremy Corbyn relativamente a Theresa May, ter mostrado que a vantagem dos conservadores (centro-direita) face aos trabalhistas (centro-esquerda) encurtou para mais de metade.

No entanto, a sessão de hoje está a ser pautada por uma grande volatilidade para a moeda britânica, precipitada pela pluralidade de cenários em cima da mesa

Petróleo valoriza mais de 1%

Apesar da subida inesperada dos inventários de crude nos Estados Unidos – dados que normalmente pressionam as cotações do petróleo – a matéria-prima está a valorizar quase 1% nos mercados internacionais, animada pela expectativa de um acordo em breve entre as duas maiores economias do mundo.

Qualquer progresso em direção ao fim da guerra comercial contribui para melhorar as perspetivas para a economia global, e consequentemente para o consumo de petróleo, o que impulsiona as cotações.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 1,09% para 59,40 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, ganha 1,10% para 64,42 dólares.

Ouro perde brilho

Com a subida dos ativos de risco, o ouro perdeu atratividade e segue agora a descer 0,41% para 1.468,89 dólares. Já a prata valoriza 0,12% para 16,8838 dólares. 




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