Mercados num minuto Fecho dos mercados: Alemanha trava bolsas europeias e euro. Juros recuam para novos mínimos

Fecho dos mercados: Alemanha trava bolsas europeias e euro. Juros recuam para novos mínimos

As bolsas europeias fecharam em queda, penalizadas sobretudo pelas perspectivas para a economia alemã. O euro está também a ceder terreno e os juros portugueses voltaram a tocar em mínimos. Já o petróleo está de novo a subir, a reflectir a expectativa sobre o acordo comercial entre os EUA e a China.
Fecho dos mercados: Alemanha trava bolsas europeias e euro. Juros recuam para novos mínimos
EPA

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,39% para 5.317,72 pontos

Stoxx 600 desvalorizou 0,27% para os 387,87 pontos

S&P 500 deprecia 0,02% para 2.872,87 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal cede 1,4 pontos base para 1,252%

Euro recua 0,13% para 1,1219 dólares

Petróleo sobe 0,79% para 69,86 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias diz "adeus" a máximos de agosto

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, desvalorizou 0,27% para os 387,87 pontos, depois de acumular quatro sessões consecutivas de subidas que levaram o índice para máximos de agosto. O setor das matérias-primas e o setor energético foram os mais penalizados na sessão de hoje. 

 

Já o setor da banca fechou em alta depois da notícia da Reuters de que o Commerzbank vai decidir a 9 de abril se continua as negociações com o Deutsche Bank para uma potencial fusão. Esta notícia animou o setor com as ações do banco alemão a subirem quase 3%. O BCP também beneficiou, escapando às perdas com uma subida de 0,21% para os 23,99 cêntimos. 

 

Em geral, as bolsas europeias foram prejudicadas pelos dados negativos para a economia alemã, a qual representa sozinha quase um terço do PIB da Zona Euro. Os dados divulgados até ao momento têm sido maioritariamente negativos para a Alemanha: ainda hoje a leitura das encomendas às fábricas alemãs mostrou uma queda de 4,2% em fevereiro face ao mês anterior, num desempenho bem inferior ao estimado pelos economistas. 

 

Além disso, os cinco principais institutos alemães que fazem previsões para o PIB divulgaram uma nova estimativa por consenso em que o crescimento é ainda mais baixo do que o esperado (0,8%) em 2019. A confirmar-se este será o ritmo mais baixo desde 2013.

 

Em Lisboa, a maior parte das cotadas (12) fechou em terreno negativo, com apenas seis a fechar em alta. A bolsa nacional registou a primeira queda em oito sessões, afastando-se de máximos de outubro do ano passado. 

 

Juros portugueses atingem novo mínimo

As taxas de juro estão a descer em toda a Europa, com a "yield" a 10 anos de Portugal a tocar num novo mínimo de sempre. A taxa de juro implícita na dívida portuguesa cede 1,4 pontos base para 1,252%, tendo chegado a tocar nos 1,2388%, um nível nunca antes registado. A taxa da dívida alemã também está a ceder 1,3 pontos para -0,005%.

 

Dólar beneficia das negociações comerciais

O dólar está a subir frente às principais divisas mundiais, numa altura em que o otimismo em relação às negociações comerciais entre EUA e China aumentou. Isto porque o presidente dos Estados Unidos tem encontro marcado com o vice-primeiro-ministro chinês esta quinta-feira, o que sugere que as negociações entre os dois países estão na reta final e um acordo poderá estar para breve.

 

Por outro lado, as perspetivas em relação à Alemanha não são otimistas, o que está a pesar na negociação do euro, que está a ceder 0,13% para 1,1219 dólares

 

Negociações comerciais elevam petróleo

Os preços do petróleo estão a subir, aproximando-se dos 70 dólares por barril em Londres, numa altura em que os investidores demonstram otimismo sobre as negociações comerciais entre os EUA e a China. Além disso, os indicadores económicos divulgados nos últimos dias têm elevado a expectativa de que as duas maiores economias do mundo estejam a recuperar ritmo. 

A matéria-prima ainda chegou a cair, depois de ter sido revelado que as reservas dos EUA subiram inesperadamente na semana passada, o que aumenta a expectativa de que há oferta suficiente no mercado. Contudo, a queda foi passageira.

 

Ouro cai com subida do dólar

O ouro está a cair, penalizado pela valorização do dólar. Este metal precioso cede 0,12% para 1.288,35 dólares por onça.




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