Mercados num minuto Fecho dos mercados: Alívio da guerra comercial dita ganhos das bolsas, subida do petróleo e dos metais

Fecho dos mercados: Alívio da guerra comercial dita ganhos das bolsas, subida do petróleo e dos metais

As bolsas europeias fecharam a subir, numa sessão marcada por algum alívio de pressão provocada pela guerra comercial. Os juros na Europa estão a cair, enquanto o euro sobe, assim como o petróleo e os metais.
Fecho dos mercados: Alívio da guerra comercial dita ganhos das bolsas, subida do petróleo e dos metais
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,05% para 5.633,88 pontos

Stoxx 600 subiu 0,78% para 384,37 pontos

S&P 500 valoriza 0,73% para 2.794,34 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 2,5 pontos base para 1,747%

Euro avança 0,11% para 1,1686 dólares

Petróleo sobe 0,11% para 73,48 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias no verde com a China a atenuar a guerra comercial

As principais bolsas europeias regressaram esta quinta-feira, 12 de Julho, aos ganhos perante a diminuição da tensão em torno da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China. Depois de Washington ter reforçado as tarifas aduaneiras aplicadas à importação de bens chineses e de Pequim ter respondido na mesma moeda, esta quinta-feira as autoridades chinesas colocaram de parte adoptar novas medidas de retaliação, pelo menos para já.

Assim, o índice de referência europeu Stoxx600 fechou a sessão a somar 0,78% para 384,37 pontos, num dia em que o sector europeu dos media foi o que obteve ganhos mais pronunciados. Numa sessão em que o verde predominou na Europa, o lisboeta PSI-20 contrariou a tendência ao ceder ligeiros 0,05% para 5.633,88 pontos, sobretudo penalizado pela desvalorização da Galp Energia (-0,91% para 16,855 euros) e da Jerónimo Martins (-1,02% para 12,58 euros).

Os investidores europeus estão também já a concentrar atenções em Wall Street que amanhã assistirá ao início da apresentação de resultados trimestrais por parte da banca norte-americano. Esta sexta-feira, dois maiores bancos dos EUA (JPMorgan e Citigroup) divulgam os números referentes ao segundo trimestre.

 

Juros descem na Europa

As taxas de juros da dívida europeia descem na generalidade dos países, com a "yield" associada às obrigações a 10 anos de Portugal a cederem 2,5 pontos base para 1,747%. Já a bund alemã, com a mesma maturidade, cai 1,0 ponto para 0,357%. Esta é a primeira vez em quatro sessões que os juros da Alemanha descem. O desempenho das duas "yields" coloca o prémio de risco da dívida nacional face à alemã nos 139 pontos base.

 

Taxa Euribor a nove meses sobe. Restantes prazos estabilizam

As taxas Euribor estabilizaram esta sessão, à excepção do prazo a nove meses, onde se verificou um aumento 0,001 pontos para -0,216%. Já a taxa a três meses manteve-se nos -0,321%, pelo décimo dia consecutivo. A Euribor a seis meses fixou-se nos -0,271% e a taxa a 12 meses fixou nos -0,179%.


Dólar sobe à boleia da inflação e da guerra comercial

Os dados divulgados mostram que a inflação dos EUA está sólida, o que está a sustentar o dólar contra as principais divisas. Além disso, a moeda americana acaba por beneficiar da guerra comercial.

"Provavelmente [uma guerra comercial] é bom para o dólar", afirmou Greg Anderson, estratega da BMO Capital, citado pela Reuters. O responsável explica que "os EUA têm um défice cambial e, por isso, se se encontrar uma forma de reduzir esse défice e ter os mesmos fluxos financeiros, então, de repente, os fluxos vão ser positivos para o dólar". A moeda americana está a subir contra a maioria das moedas mundiais. Já o euro segue a subir 0,11% contra o dólar.

 

Petróleo com subida tímida

A sessão de ontem acabou por ser de fortes quedas do petróleo, devido a uma série de factores que exerceram pressão. Esta sessão está a ser de recuperação tímida, ainda que esta tarde se tenha voltado a assistir a uma nova descida dos preços. O barril do Brent, negociado em Londres e de referência para Portugal, está a subir 0,11% para 73,48 dólares.

 

A contribuir para a descida dos preços desta matéria-prima estiveram vários factores: a guerra comercial, o facto de os EUA poderem não penalizar outros países devido às exportações do Irão, que estão sob a imposição de sanções dos EUA, e a reabertura de importantes portos líbios.

 

Cobre com maior subida em cinco semanas

O alívio da pressão gerada pela guerra comercial está a elevar as matérias-primas, em especial os metais. O cobre é um bom exemplo, tendo subido quase 1% para 6.194 dólares por tonelada. Durante a sessão este metal chegou a subir mais de 1%, registando assim a maior valorização em cinco semanas.




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