Mercados num minuto Fecho dos mercados: Alívio de pressão eleva bolsas e faz descer juros

Fecho dos mercados: Alívio de pressão eleva bolsas e faz descer juros

As bolsas europeias fecharam em alta, a beneficiar das palavras de Donald Trump, que voltou a sugerir que um acordo com a China pode estar para breve. Os juros também aliviaram.
Fecho dos mercados: Alívio de pressão eleva bolsas e faz descer juros
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,15% para 5.180,55 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,44% para 403,98 pontos

S&P500 avança 0,05% para 3.104,85 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,4 pontos base para 0,391%

Euro recua 0,21% para os 1,1036 dólares

Petróleo em Londres recua 0,88% para os 63,39 dólares por barril

 

Bolsas sobem com alívio de pressão

Os investidores aliviaram a pressão sobre os mercados bolsistas, depois de Donald Trump ter dito, em entrevista à Fox News, que está "muito perto" de fechar um acordo comercial com a China, ainda que tenha salientado que Pequim quer mais fechar este acordo do que Washington.

 

As negociações comerciais têm sido o maior foco de pressão sobre as decisões de investimentos nos últimos meses, com os investidores a recearem que estale uma guerra comercial, o que tem elevado os receios em torno do crescimento da economia mundial.

 

A semana foi marcada pela aprovação de legislação, por parte do Senado americano, de apoio aos manifestantes de Hong Kong. Este passo elevou os receios de uma quebra das negociações entre os dois países.

 

Contudo, aparentemente esta questão não terá afetado as negociações comerciais. E as palavras do presidente dos EUA corroboram esta perspetiva, o que aliviou os receios dos investidores e levou as bolsas a subirem. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, avançou 0,44% para 403,98 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 conseguiu apreciar 0,15%, num dia em que a Galp Energia renovou máximos de 2018 e os CTT subiram mais de 3,5%.

 

Juros aliviam de máximos

Num dia em que os investidores voltaram a testar o risco, elevando as bolsas, os juros seguem em queda na generalidade dos países. E Portugal não é exceção. A taxa implícita na dívida a 10 anos está a descer 2,4 pontos base para 0,391%, a aliviar dos ganhos recentes que elevaram a "yield" para máximos de julho. O balanço da semana é, aliás, de aumentos dos juros, sendo esta a terceira semana consecutiva de subidas, algo que já não acontecia desde o início do ano.

 

Os juros associados à dívida alemã seguem a mesma tendência, recuando 3,6 pontos para -0,365%.

 

Libra desliza há quatro sessões

A moeda britânica viveu uma semana de quebras, recuando em quatro das cinco sessões. Esta sexta-feira, a desvalorização é de 0,56% para os 1,2842 dólares e, no cômputo geral da semana, o recuo foi de 0,41%. Esta sexta-feira foram divulgados os dados da atividade dos serviços e da indústria britânica, através do indicador Purchasing Managers’ Index (PMI), cujos números não eram tão fracos desde julho de 2016, o mês que se seguiu ao referendo do Brexit. Está agora nos 48,5 pontos, o que corresponde a uma contração.

 

Estes efeitos fazem-se sentir numa altura em que a incerteza quanto à saída da União Europeia - com sucessivos adiamentos dos prazos - tem levado os produtores britânicos a refrearem o investimento e a armazenarem stock, de forma a prevenir adversidades que para já são uma incógnita.

 

O euro acompanhou a mesma tendência, deslizando em três das últimas cinco sessões, seguindo hoje a ceder 0,21% para os 1,1036 dólares. Na semana, a desvalorização foi de 0,14%. Também ao nível da Zona Euro os dados do PMI foram desapontantes, e aproximaram-se de um cenário de estagnação.

 

Petróleo sobe pela terceira semana

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, segue a negociar no vermelho. Está a recuar 0,88% para os 63,39 dólares, depois de ter estado a negociar em máximos de quase um mês. No acumulado da semana, a valorização é de 0,19%, pelo que esta deverá ser a terceira semana consecutiva na qual as cotações de petróleo avançam. A matéria-prima tem estado a beneficiar do otimismo – embora tenham existido altos e baixos – em relação ao desfecho do acordo parcial que a China e os Estados Unidos têm estado a compor, numa tentativa de resolverem parte das divergências comerciais. 

 

Ouro tem semana de pouco brilho

O metal amarelo cede há três sessões consecutivas, contabilizando uma queda de 0,15% para os 1.462,20 dólares por onça. Desta feita, o saldo semanal é negativo em 0,41%. O ouro fica pelo vermelho numa semana em que algum otimismo sobre as negociações para firmar um acordo parcial entre os Estados Unidos e a China afastou os investidores deste ativo refúgio, permitindo-lhes a confiança para apostar em ativos mais arriscados como as ações.

 




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