Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bancos centrais animam bolsas europeias. Petróleo volta ao verde

Fecho dos mercados: Bancos centrais animam bolsas europeias. Petróleo volta ao verde

O sentimento foi positivo na generalidade das praças europeias. A tendência ascendente aconteceu depois de os bancos centrais europeu e americano terem avançado com medidas de estímulo à economia, mostrando-se disponíveis para contrariar os receios de recessão que pairam sobre os investidores.
Fecho dos mercados: Bancos centrais animam bolsas europeias. Petróleo volta ao verde
Bloomberg
Ana Batalha Oliveira 19 de setembro de 2019 às 17:31

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,96% para os 5.039,92 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,64% para os 391,90 pontos

S&P500 cai 0,41% para 3.019,06 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos agravam-se em 2,5 pontos base para os 0,261%

Euro avança 0,22% para os 1,1054 dólares

Petróleo em Londres aprecia-se em 1,56% para 64,59 dólares por barril


Europa volta a somar com banca em destaque

As principais praças europeias terminaram a sessão no verde, uma tendência plasmada no agregador das 600 maiores cotadas, o Stoxx600, que valorizou 0,64% para os 391,90 pontos.

A dar força ao sentimento positivo estão as medidas acomodatícias anunciadas pela Reserva Federal norte-americana nesta quarta-feira, as quais vêm apoiar a economia numa altura de crescentes receios de que se esteja a aproximar um período de recessão. A Fed decidiu cortar a taxa de juro diretora pela segunda vez este ano, quando tal não acontecia desde dezembro de 2008 – ano da última grande crise financeira.

Também na rubrica dos bancos centrais, o efeito da introdução do "tiering" na política monetária do BCE, que vai atenuar o efeito que as taxas negativas dos depósitos possam causar, continua a fazer-se sentir nos mercados. O setor da banca foi o que mais subiu dentro do Stoxx600, com ganhos próximos dos 2%.

Ainda a puxar pelo otimismo estiveram as declarações de um membro da Casa Branca, que apontou para um "apaziguar de relações" entre os Estados Unidos e a China, estando as próximas reuniões marcadas para outubro.

Em Lisboa, o PSI-20 volta ao verde com uma subida de mais de 2% do BCP, que foi contagiado pelo sentimento positivo vivido no setor.

Juros portugueses agravam-se em linha com Europa

Os juros a dez anos da dívida portuguesa agravam-se em 2,5 pontos base para os 0,261%, seguindo a mesma trajetória das principais praças da Zona Euro, numa altura em que os bancos centrais animam os mercados acionistas com os estímulos à economia. A Alemanha, que serve de referência, vê os juros para a mesma maturidade subirem 0,4 pontos base para os -0,509%, colocando o prémio da dívida portuguesa nos 77 pontos base.

Fed penaliza o dólar

O corte da taxa de juro diretora, anunciado pela Fed esta quarta-feira, está a retirar valor ao dólar. A moeda única europeia segue a valorizar 0,22% face à nota verde para os 1,1054 dólares. O iene, a moeda japonesa conhecida como ativo-refúgio e, nesse sentido, alternativa ao dólar, segue a subir 0,5% face à divisa norte-americana destacando-se nos ganhos entre as moedas mundiais.

Recuperação adiada da produção impulsiona petróleo

O barril de Brent, negociado em Londres e referência na Europa, segue a subir 1,56% para 64,59 dólares. A matéria-prima volta aos ganhos depois de duas sessões em queda. O revés deu-se depois de ter sido noticiado que duas importantes instalações sauditas que foram atacadas no início da semana – tendo levado a um corte de 5% da produção mundial – deverão demorar mais tempo a ser recuperadas do que o inicialmente esperado.

Ouro mantém o brilho com Fed a polir

O ouro voltou a superar os 1.500 dólares por onça durante a sessão, seguindo com uma valorização de 0,71% para os 1.504,55 dólares. O metal amarelo tem vindo a rondar – e a ultrapassar – a barreira dos 1.500 dólares depois de a Fed se ter demonstrado pouco unânime quanto a um eventual programa de quantitative easing, podendo não vir a verificar-se esta "ajuda" à economia numa altura em que os receios de recessão se avolumam.




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