Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas aceleram à boleia dos máximos do petróleo

Fecho dos mercados: Bolsas aceleram à boleia dos máximos do petróleo

As praças do Velho Continente inverteram as descidas da manhã e fecharam novamente no verde, suportadas pelos ganhos das empresas do sector da energia, numa sessão em que o petróleo já tocou máximos de Novembro.
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Patrícia Abreu 27 de abril de 2016 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,43% para 5.050,96 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,29% para 348,32 pontos

S&P 500 desce 0,11% para 2.089,40 pontos 

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 3,7 pontos base para 3,186%

Euro avança 0,14% para 1,1314 dólares

Petróleo valoriza 0,57% para 44,29 dólares por barril, em Nova Iorque

Subida das petrolíferas dá gás às bolsas

As praças europeias estiveram novamente a valorizar. O índice europeu Stoxx 600 ganhou 0,29%, invertendo as quedas da manhã, perante a recuperação das acções do sector da energia. A Statoil destacou-se com uma subida de 4,1%, depois de ter surpreendido com a divulgação de lucros no primeiro trimestre do ano, enquanto a Total avançou 2%. Ainda assim, as atenções dos investidores estão, hoje, do outro lado do Atlântico, à espera das declarações da presidente da Reserva Federal dos EUA, Janet Yellen, após a reunião de política monetária.

Já em Lisboa, o PSI-20 acompanhou a tendência positiva das restantes bolsas europeias. o índice português ganhou 0,43%, numa sessão animada pelas valorizações das acções do grupo EDP e da Jerónimo Martins. A EDP ganhou 1,23% para 3,123 euros, enquanto a EDP Renováveis avançou 0,40% para 6,809 euros. Já a Jerónimo Martins, que divulga contas esta quinta-feira, somou 1,23% para 14,355 euros. Uma nota negativa para o BCP. O banco, que já tinha tombado mais de 6% na sessão anterior, fechou mais uma vez no vermelho. Caiu 2,36% para 0,0373 euros.

Juros portugueses corrigem e reduzem "spread"

As "yields" portuguesas estiveram a corrigir, com a taxa de referência a dez anos a reduzir 3,7 pontos base para 3,186%. Os juros prolongaram assim as quedas registadas na sessão anterior,  isto à medida que se aproxima a data de 29 de Abril, próxima sexta-feira, altura em que a DBRS, a única agência que segura a dívida portuguesa no programa de compras do BCE, se pode pronunciar sobre o "rating" nacional. O prémio de risco face à Alemanha também baixou. Caiu para 290 pontos.

Euribor afasta-se de mínimos

As taxas Euribor a três e seis meses, que renovaram mínimos históricos esta semana, estiveram a subir esta sessão. A Euribor a três meses avançou esta quarta-feira, 27 de Abril, para -0,251%, face ao mínimo de -0,252% registado na sessão anterior.  A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que se estreou com sinal menos em Novembro, subiu mas para -0,142%. No prazo de 12 meses, a Euribor cresceu para -0,011%.

Euro ganha terreno antes da Fed

A moeda europeia está a ganhar terreno face ao dólar esta quarta-feira, num momento em que os investidores aguardam a decisão da Reserva Federal dos EUA, após a sua reunião de política monetária. O euro sobe 0,14% para 1,1314 dólares, perante a convicção dos economistas de que não será anunciado nenhum aumento de juros nos EUA esta quarta-feira. O mais importante serão as indicações sobre decisões futuras.

Petróleo abranda ganhos após tocar máximos de Novembro

Depois de terem estado a negociar acima dos 45 dólares por barril nos EUA durante a manhã, a matéria-prima abrandou os ganhos, depois de ter sido reportado um aumento das reservas nos EUA. O WTI, negociado em Nova Iorque, avança 0,57% para 44,29 dólares por barril, depois de ter tocado em máximos de Novembro durante a sessão, perante a expectativa de reequilíbrio entre a oferta e a procura no mercado. O optimismo, porém, perdeu gás, após ter sido reportado um aumento dos inventários de crude nos EUA superior às estimativas. As reservas subiram dois milhões de barris na semana passada, quando os analistas antecipavam um aumento de 1,75 milhões.

Ouro sobe pelo terceiro dia

O metal precioso segue a valorizar pela terceira sessão consecutiva, naquela que é a maior série de ganhos em duas semanas. O ouro sobe 0,41% para 1.248,49 dólares por onça, sustentado pela descida do dólar e pela expectativa que a Reserva Federal mantenha as suas taxas inalteradas esta quarta-feira. Além do ouro, também a prata segue a avançar. O metal soma 0,2% para 17,199 dólares por onça, o valor mais elevado desde Maio, depois de ter entrado em mercado touro na semana passada.

Destaques do dia

Governo aceita propostas do PSD para o Programa Nacional de Reformas. Parlamento discute planos do Governo até 2020. Governo diz que estratégia é "diferente, para melhor". PSD fala em programa de "instabilidade".

Escalada do petróleo ameaça Programa de Estabilidade. O Governo aponta para um preço médio de 42 dólares por barril. O valor nos mercados já está acima, mas o saldo no ano ainda não. A diferença está, contudo, cada vez menor, colocando pressão nas contas do Executivo.

Lucros e receitas trimestrais da Apple aquém das estimativas. A tecnológica liderada por Tim Cook reportou um lucro por acção abaixo do esperado e um volume de negócios que também foi inferior ao que o mercado projectava.

Taxas negativas no crédito com impacto de 700 milhões na banca. O Banco de Portugal estima que aplicação de taxas negativas no crédito à habitação teria impacto de 700 milhões de euros na margem financeira dos bancos.

BCP desmente que tenha proposto fusão com o Sabadell. O jornal espanhol El Confidencial indicou que a administração do BCP propôs uma fusão com o Sabadell. O BCP desmente a informação e os analistas da Haitong vêem a operação como improvável.

Bolsa grega afunda e juros disparam com perspectiva de Eurogrupo extraordinário. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, rejeita uma cimeira, como pedido por Tsipras, mas admite ser necessário agendar uma reunião extra dos ministros das Finanças da Zona Euro para superar o impasse das negociações com a Grécia. Os mercados ressentem-se da incerteza.

O que vai acontecer amanhã

Política monetária no Japão. O Banco do Japão conclui mais uma reunião de política monetária, após a qual será conhecida a decisão quanto à taxa de referência - actualmente em -0,10%.

Resultados em Lisboa. BPI, Jerónimo Martins e Portucel divulgam os resultados do primeiro trimestre.

Fundo da Noruega apresenta contas. O fundo soberano norueguês divulga resultados do primeiro trimestre.

Números do INE. São divulgadas as estimativas mensais de emprego e desemprego, relativas a Março, bem como os inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores, relativos a Abril.




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