Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas caem, petróleo e ouro sobem num ambiente de elevada incerteza

Fecho dos mercados: Bolsas caem, petróleo e ouro sobem num ambiente de elevada incerteza

As bolsas europeias fecharam com quedas acentuadas, numa altura em que a tensão é o que mais marca a negociação. Já o petróleo sobe, com os receios de restrição da oferta.
Fecho dos mercados: Bolsas caem, petróleo e ouro sobem num ambiente de elevada incerteza
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,38% para 5.098,84 pontos

Stoxx 600 caiu 1,06% para 377,46 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,43% para 2.847,21 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 0,8 pontos base para 1,054%

Euro sobe 0,07% para 1,1166 dólares

Petróleo sobe 0,39% para os 72,49 dólares por barril, em Londres

 

Tensões geopolíticas pressionam bolsas

As bolsas europeias fecharam com quedas superiores a 1% na maior parte dos casos, num dia marcado pelos receios em torno da guerra comercial entre os EUA e a China e sobre o aumento de tensão entre Washington e Teerão.

 

A questão da guerra comercial entre os EUA e a China parece longe de chegar ao fim, com as negociações suspensas. Aliado a esta incerteza, Washington determinou exigências para que as empresas americanas trabalhem com a Huawei, o que está a penalizar fortemente as empresas do setor tecnológico. E não apenas na China, pois os fornecedores da Huawei nos EUA e na Europa estão a registar fortes quedas.

 

Mas os receios dos investidores não se restringem a estas questões, já por si de dimensões relevantes. A tensão entre os EUA e o Irão está a aumentar, com o presidente americano, Donald Trump, a tecer ameaças através da sua plataforma favorita: o Twitter.

 

Este contexto está a levar os investidores a afastarem-se do mercado de ações. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, caiu mais de 1%.

 

O PSI-20 foi um dos índices que menos perdeu, tendo recuado 0,38% para os 5.098,84 pontos, com o setor do papel a ser dos mais fustigados.

 

Juros sobem

As taxas de juro estão a subir um pouco por toda a Europa, ainda que as variações sejam ligeiras. A taxa implícita na dívida portuguesa a 10 anos está a subir 0,8 pontos base para 1,054%. Já a "yield" associada à dívida alemã está a crescer 1,7 pontos para -0,089%.

 

Uma das taxas que mais sobe é a de Itália, com os investidores expectantes em relação ao rumo das contas do país. A taxa associada à dívida a 10 anos de Roma sobe 4 pontos para 2,699%.

 

Dólar recua frente aos pares

O dólar está a aliviar dos ganhos recentes, recuando frente às principais divisas mundiais, no dia em que o presidente da Reserva Federal dos EUA, Jerome Powell, vai discursar. Os investidores querem perceber se serão deixadas pistas sobre o futuro da política monetária.

 

Petróleo começa a semana a subir

O petróleo está a subir, mas de forma mais tímida do que no arranque da sessão. O "ouro negro" beneficia dos sinais de que a Arábia Saudita e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) pretendem manter a restrição na produção durante mais tempo. 

 

Mas, por outro lado, está a ser prejudicado pela disputa comercial entre os EUA e a China, agora na frente tecnológica, o que poderá penalizar a procura futura por petróleo. 

 

Foi o ministro saudita da Energia, Khalid Al-Falih, a ditar o tom do início da sessão, com a cotação do barril a subir mais de 1,7%. "Temos de manter" o rumo do corte de produção, disse o ministro perante os membros da OPEP numa reunião este fim de semana. 

 

A preocupação em relação ao Irão também pesou. Após os EUA terem apertado as sanções nas exportações de crude do Irão, o receio de um potencial conflito entre os dois países aumentou com um tweet de Donald Trump: "Se o Irão quiser lutar, vai ser o fim oficial do Irão. Nunca mais voltem a ameaçar os Estados Unidos".

 

O WTI, negociado em Nova Iorque, segue a valorizar 0,53% para os 63,09 dólares por barril, ao passo que o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, sobe 0,39% para os 72,49 dólares por barril.

 

Ouro ganha com incerteza

O ouro está a valorizar nesta segunda-feira, 20 de maio, numa altura em que o dólar perde terreno e em que aumentam as preocupações dos investidores com a guerra comercial entre os EUA e a China. O "metal precioso", visto como um "ativo de refúgio", está a beneficiar dessa incerteza nos mercados internacionais. 

 

O ouro sobe 0,12% para os 1.289,06 dólares por onça.

 




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