Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas com a maior subida desde fevereiro, petróleo dispara e juros de Portugal renovam mínimos

Fecho dos mercados: Bolsas com a maior subida desde fevereiro, petróleo dispara e juros de Portugal renovam mínimos

As bolsas europeias fecharam a subir mais de 1%, num dia de alívio da pressão provocada pela guerra comercial. A descida das reservas e a situação no Médio Oriente elevam o petróleo e os juros da dívida portuguesa descem após declarações de Di Maio.
Fecho dos mercados: Bolsas com a maior subida desde fevereiro, petróleo dispara e juros de Portugal renovam mínimos
Reuters

Os mercados em números
PSI-20 desceu 0,05% para os 5.129,04 pontos
Stoxx 600 valorizou 1,27% para 382,88 pontos
S&P 500 avança 1,31% para 2.888,17 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 4,9 pontos base para 1,067%
Euro desce 0,21% para 1,1177 dólares
Petróleo negociado em Londres ganha 1,81% para 73,07 dólares

Bolsas europeias registam o maio ganho desde fevereiro 

As bolsas europeias encerram com ganhos superiores a 1%, a beneficiar de um alívio de tensão geopolítico. Os principais índices bolsistas reforçaram os ganhos após a abertura das bolsas americanas, que também seguem a subir mais de 1%, e que estão a beneficiar da apresentação dos resultados por parte de várias empresas.

 

Assim, o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou a ganhar 1,27% para 382,88 pontos, registando mesmo a maior valorização desde 15 de fevereiro.

 

As bolsas têm-se ressentido da guerra comercial entre os EUA e China, depois de as negociações terem chegado a um impasse, tendo Washington implementado o aumento das tarifas de 10% para 25% sobre importações chinesas avaliadas em 200 mil milhões de dólares. E a China respondeu, anunciando um aumento de tarifas sobre importações americanas no valor de 60 mil milhões de dólares.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 contrariou a tendência e fechou a perder 0,05%, pressionado pelo setor do retalho e pela EDP Renováveis.

Compromisso de Di Maio leva juros portugueses para mínimos

A taxa de juro das obrigações soberanas portuguesas atingiram esta quinta-feira um novo mínimo histórico, acompanhando o movimento de alivio que se faz sentir nos países da periferia do euro e que refletem as palavras do vice-primeiro-ministro de Itália.

Luigi Di Maio veio colocar água na fervura na ameaça de braço de ferro entre Bruxelas e Roma acerca da possibilidade de Itália furar os limites definidos pelas regras orçamentais europeias. O líder do 5 estrelas afirmou hoje que o rácio da dívida pública do país não irá superar os 140% do PIB, o que provocou uma descida nos juros das obrigações do país, que ontem estavam em máximos de fevereiro.

A "yield" dos títulos italianos a 10 anos desce 7,1 pontos base para 2,673%, o que também está a pressionar em baixa os juros das obrigações soberanas dos países periféricos do euro. Em Espanha a queda é de 5,1 pontos base para 0,897% e em Portugal de 4,9 pontos base para 1,067%. A yield das obrigações portuguesas atingiu assim um novo mínimo histórico (1,0645%), o que tendo vindo a acontecer ao longo das últimas sessões. Na dívida alemã a yield dos títulos a 10 anos cede ligeiramente (-0,4 pontos base para -0,104%).   

Dados económicos impulsionam dólar

A moeda norte-americana está a ganhar terreno contra as principais divisas mundiais (o índice do dólar valoriza 0,3%), beneficiando com os dados económicos favoráveis que foram divulgados nos Estados Unidos. O Departamento do Comércio anunciou que a construção de casas novas aumentou mais do que esperado em abril, sugerindo que a descida das taxas do crédito à habitação está a impulsionar este setor. Foi também anunciado que os novos pedidos de subsídio de desemprego desceram mais do que o previsto, o que sugere um mercado de trabalho robusto.


Com a moeda norte-americana a ganhar terreno, o euro segue a ceder 0,21% para 1,1177 dólares. A libra cede 0,4% para 1,2796 dólares, no dia em que a primeira-ministra britânica Theresa May anunciou em junho anuncia quando se demite.


Irão e descida das reservas impulsionam petróleo

O petróleo está valorizar pela terceira sessão, o que corresponde ao ciclo de ganhos mais prolongado em três semanas, com a matéria-prima a ser suportada pela descida das reservas nos Estados Unidos e pela maior tensão geopolítica no Médio Oriente.

Os dados revelados na quarta-feira mostram que os inventários de gasolina desceram 1,12 milhões de barris na semana passada, três vezes mais do que o esperado pelos analistas. No Médio Oriente prosseguem as notícias que mostram um maior receio com os fornecimentos nesta região. A Arábia Saudita acusa rebeldes do Irão de terem atacado o maior pipeline saudita e os Estados Unidos ordenou a evacuação de todo o pessoal não urgente que tem no Iraque devido à maior ameaça de incidentes.


O Brent em Londres valoriza 1,81% para 73,07 dólares e o WTI em Nova Iorque avança 2,03% para 63,28 dólares.


Ouro e prata em queda

Os dados económicos favoráveis que foram divulgados nos Estados Unidos estão a pressionar as cotações do ouro e da prata, que habitualmente seguem em sentido inverso ao dólar. O ouro segue a descer 0,6% para 1.290,5 dólares a onça e a prata regista uma queda mais acentuada (-1,08% para 14,61 dólares).

  




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