Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas deslizam para mínimos, juros sobem para máximos e petróleo afunda

Fecho dos mercados: Bolsas deslizam para mínimos, juros sobem para máximos e petróleo afunda

As bolsas europeias fecharam em mínimos de 2016, num dia marcado por quedas acentuadas. Os dados da inflação nos EUA ainda travaram a dimensão das quedas, mas acabaram por pressionar o dólar e impulsionar o ouro. O petróleo voltou a afundar, enquanto os juros subiram para máximos de Junho.
Fecho dos mercados: Bolsas deslizam para mínimos, juros sobem para máximos e petróleo afunda
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,82% para 4.994,35 pontos

Stoxx 600 desvalorizou 1,98% para 359,67 pontos

S&P 500 cai 1,03% para 2.756,90 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 5,5 pontos base para 2,018%

Euro sobe 0,44% para 1,1572 dólares.

Petróleo cai 2,7% para 80,85 dólares, em Londres

 

Bolsas europeias em mínimos de 2016

A queda dos mercados norte-americanos e o contágio às bolsas asiáticas intensificaram a aversão ao risco na Europa. A Grécia foi a excepção desta sessão, mas pela positiva. A bolsa de Atenas foi a única a negociar em alta. As restantes principais praças europeias fecharam em terreno negativo. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, desvalorizou 1,98% para os 359,67 pontos, atingindo mínimos de Dezembro de 2016. 

 

O principal catalisador da queda dos mercados está a ser o petróleo. A cotação do barril já tinha caído ontem e volta a negociar em baixa ao registar neste momento quedas na ordem dos 2% tanto em Londres como em Nova Iorque. Consequentemente, o sector energético é dos que mais penaliza as bolsas europeias ao deslizar 3%, acompanhado pelos sectores da banca e dos serviços financeiros. 

 

Esse efeito também chegou à bolsa nacional. A Galp Energia caiu 3,97% para os 15,85 euros, atingindo mínimos de Junho deste ano. O PSI-20 tropeçou 0,82% para os 4.994,35 pontos, mínimos de ano e meio. 

 

Juros portugueses sobem para máximos de Junho

Itália continua a gerar desconfiança entre os investidores. E este contexto está a ditar a subida dos juros um pouco por toda a Europa. Lisboa não é excepção. A taxa de juro implícita na dívida de Portugal a 10 anos sobe 5,5 pontos base para 2,018%, atingindo um novo máximo de 13 de Junho.

 

Os juros italianos estão a aumentar 5,7 pontos para 3,564%, numa altura em que os investidores continuam expectantes sobre as contas públicas de Roma, demonstrando receios nomeadamente em torno do défice orçamental, que deverá ser de 2,4% do PIB, um valor bastante superior ao acordado inicialmente com Bruxelas. 

 

Euribor sobem a 6 meses e baixam a 9 meses 

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e 12 meses, subindo a seis meses e baixando a nove meses em relação a quarta-feira.

No prazo a três meses, a taxa manteve-se hoje pela oitava sessão consecutiva em -0,318%, enquanto a seis meses - o prazo mais utilizado em Portugal nos créditos à habitação - subiu 0,001 pontos para 0,267%.A nove meses, a Euribor baixou 0,001 pontos para os -0,207%, enquanto a 12 meses manteve-se nos -0,156%.

 

Dólar cai pela terceira sessão para mínimos de duas semanas

A moeda norte-americana está a cair pela terceira sessão consecutiva face às principais congéneres penalizada pela turbulência que assola o mercado de acções e pelos dados da inflação que mostram que o crescimento dos preços moderou em Setembro.

 

Segundo os dados revelados, o índice de preços no consumidor aumentou 0,1% em Setembro, face ao mês anterior, quando as estimativas apontavam para uma subida de 0,2%. Em termos homólogos, a subida foi de 2,3%, o valor mais baixo desde Fevereiro e que compara com uma projecção de 2,4%.

 

A moeda única europeia, por seu lado, está a ganhar terreno face à nota verde, com uma valorização de 0,44% para 1,1572 dólares.

 

Petróleo em queda com receios de menor procura 

O petróleo está a registar uma forte queda nos mercados internacionais, para o nível mais baixo desde 24 de Setembro, penalizado pelos receios em torno da quebra da procura. As cotações já estavam a descer devido à expectativa de que o furacão Michael vai penalizar a procura por combustíveis, nos Estados Unidos, quando a OPEP cortou as estimativas para a procura por petróleo dos seus membros, em 2019, agravando ainda mais as descidas.

 

O cartel antecipa que o mundo precisará de menos 900 mil barris de petróleo do grupo, por dia, no próximo ano, um valor que equivale à produção média da Líbia, actualmente.

 

Em Nova Iorque, o WTI desvaloriza 2,64% para 71,24 dólares, enquanto em Londres o Brent cai 2,7% para 80,85 dólares.

 

Ouro dispara mais de 2%

Os dados da inflação nos EUA, cuja subida foi menor do que o antecipado, abrandaram os receios em torno de subidas de juros no país. E isso está penalizar o dólar e a beneficiar fortemente o ouro, que subiu mais de 2% para 1.220,29 dólares por onça.




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