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Fecho dos mercados: Bolsas, dólar e petróleo sobem na véspera de acordo parcial EUA-China

Na véspera da assinatura de um acordo comercial parcial entre as duas maiores economias do mundo, as bolsas europeias, o dólar e o petróleo valorizaram. Em contrapartida, e por razões inversas, euro e ouro desvalorizam.

reuters
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Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,61% para os 5.292,22 pontos
Stoxx 600 ganhou 0,29% para os 419,59 pontos
S&P 500 desvaloriza 0,18% para os 3.282,36 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 1 ponto base para 0,413%
Euro cai 0,07% para 1,1126 dólares
Petróleo em Londres sobe 0,70% para 64,65 dólares por barril

Europa sobe com acordo comercial à espreita

Os principais mercados europeus terminaram a sessão de hoje a negociar em território positivo, impulsionados pelo aproximar da assinatura da primeira fase do acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da região, interrompeu um ciclo de duas sessões negativas e subiu 0,29% para os 419,59 pontos.

 

Amanhã, dia 15 de janeiro, os representantes dos Estados Unidos e da China vão estar reunidos em Washington para assinar o acordo parcial comercial entre os dois. Segundo a Reuters, o governo chinês terá feito a promessa de que irá gastar um total de quase 80 mil milhões de dólares em produtos norte-americanos como carros e aviões. A agência de notícias, que cita fontes ligadas ao processo, escreve que esse montante incide sobre "compras significativas" de carros, componentes automóveis, aviões, máquinas agrícolas, dispositivos médicos e semicondutores. 

 

Apesar da boa prestação europeia, os ganhos foram-se desvanecendo após a abertura de Wall Street, num dia em que a temporada de resultados empresariais arrancou.

 

Por cá, a bolsa nacional ganhou 0,61% para os 5.292,22 pontos, impulsionada pelo setor energético, com a EDP a tocar em máximos de mais de 11 anos (subiu 1,16%) e a REN a atingir máximos de mais de dois anos (valorizou 2,57%).

 

Juros recuam na Zona Euro

Os juros das dívidas públicas da área do euro apresentam uma tendência de descida na sessão desta terça-feira. Depois de as "yields" a 10 anos terem ontem atingido valores próximos de máximos de duas semanas, os juros recuam agora, ajustando-se face às últimas subidas e devido à perspetiva do atenuar da tensão comercial Estados Unidos-China na véspera de as duas maiores economias mundiais assinarem um acordo parcial.

A taxa de juro associada aos títulos de Portugal com maturidade a 10 anos recua 1 ponto base para 0,413%, assim como as "yields" correspondentes às obrigações alemãs e espanholas com o mesmo prazo - que seguem a recuar respetivamente 1,4 e 0,4 pontos base para -1,4% e 0,469%.

A contrariar a tendência generalizada de alívio estão os juros das obrigações de Itália a 10 anos, que avançam pelo segundo dia consecutivo (+0,9 pontos base para 1,382%).

Euro recua após três sessões a valorizar

A moeda única europeia deprecia-se nos mercados cambiais pela primeira vez em quatro sessões, estando nesta altura a ceder 0,07% para 1,1126 dólares. Já o dólar valoriza no índice da Bloomberg que mede o comportamento da moeda norte-americana face a um cabaz composto pelas principais divisas mundiais.

Além de os indícios positivos inerentes ao acordo comercial parcial entre Washington e Pequim apoiarem o dólar, a impulsionar a divisa norte-americana está também a divulgação de que a taxa de inflação nos Estados Unidos cresceu ligeiramente em dezembro passado, o que abre a porta a que a Reserva Federal mantenha inalterada a taxa de juro diretora ao longo de 2020.

Brent sobe depois de renovar mínimo de um mês

O preço do petróleo está a valorizar nos mercados internacionais, após seis dias seguidos em que acumulou perdas. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é utilizado como valor de referência para as importações nacionais, sobe 0,70% para 64,65 dólares por barril, isto num dia em que - tal como ontem - renovou o mínimo de 12 de dezembro (63,92 dólares).

Também o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,34% para 58,28 dólares por barril, subida que surge depois de esta manhã ter transacionado na cotação mais baixa desde 6 de dezembro.

A perspetiva de normalização da relação comercial entre as duas maiores economias do mundo permite atenuar os receios quanto a uma diminuição da procura mundial pela matéria-prima num contexto de espiral protecionista, o que apoia a valorização do crude.

Por outro lado, também a redução de tensões no Médio Oriente verificada nos últimos dias confere maior estabilidade à negociação do petróleo.

Ouro em mínimos de 3 de janeiro

O metal precioso está a perder 0,28% para 1.543,52 dólares por onça, na segunda sessão consecutiva no vermelho, atirando o ouro para mínimos de 3 de janeiro.

O ouro desvaloriza assim pela quarta vez em cinco sessões, penalizado pela redução do respetivo valor enquanto ativo de refúgio, o que acontece devido à subida do dólar proporcionada pela proximidade da assinatura do compromisso sobre a primeira fase de um acordo comercial.

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