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Fecho dos mercados: Bolsas europeias e euro em baixa. Ouro atinge máximos de 2013

As bolsas europeias cederam, após terem tocado em máximos históricos, assim como o euro que voltou a tocar em mínimos de três anos. Já o ouro está em máximos de sete anos.

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Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2020 às 17:14
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Os mercados em números
PSI-20 cedeu 0,15% para os 5.386,13 pontos
Stoxx 600 desvalorizou 0,38% para os 430,33 pontos
S&P 500 baixa 0,72% para os 3.355,87 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 0,3 pontos base nos 0,283%
Euro desceu 0,3% para os 1,0793 dólares
Petróleo em Londres desvaloriza 0,97% para 57,1 dólares por barril

Bolsas europeias descem com choque da Apple e HSBC
As bolsas europeias fecharam em baixa na sessão desta terça-feira, 18 de fevereiro, afastando-se dos máximos históricos atingidos na sessão de ontem. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, desvalorizou 0,38% para os 430,33 pontos. 

"Os mercados europeus fecharam com desvalorizações modestas", referem os analistas do BPI no comentário de fecho, explicando que "a pesar sobre os Índices do Velho Continente estiveram o 'sales warning' da Apple e os resultados algo dececionantes do HSBC".

Em causa está a deterioração do sentimento dos investidores face a um alerta dado ontem pela Apple, cujas ações cedem mais de 2%. A empresa norte-americana anunciou que deverá falhar as metas de receitas traçadas para o primeiro trimestre devido aos efeitos do surto do Covid-19, quer na produção quer na procura na China.

O aviso da Apple teve impacto direto em empresas europeias que são fornecedoras da gigante tecnológica, como é o caso da britânica Dialog Semiconductor, a austríaca AMS, a suíça STMicroelectronics e a alemã Infineon.

Além disso, na Europa, a divulgação de maus resultados - que vai levar a 35 mil despedimentos - do banco britânico HSBC levou à queda de 6% das ações, a maior descida em três anos. Este anúncio arrancou o resto do setor para terreno negativo, tendo o índice dos bancos descido quase 2%.

Também a bolsa nacional fechou em queda com uma desvalorização de 0,15% para os 5.386,13 pontos.

Juros portugueses em mínimos de duas semanas
No mercado secundário, os juros associados às obrigações portuguesas a dez anos estão a cair 0,3 pontos base para os 0,283%, negociando em mínimos de duas semanas. Os juros alemães aliviam 0,7 pontos base para os -0,409%. 

Por outro lado, os juros gregos e italianos a dez anos estão a subir no dia em que o Financial Times escreve sobre o facto de ambos terem um "spread" (medidor do risco) face às 'bunds' (obrigações alemãs) cada vez mais reduzido. Os juros gregos sobem 3,3 pontos base para os 0,965% e os juros italianos avançam 2,6 pontos base para os 0,929%. 

Euro atinge mínimos de abril de 2017
Após uma breve recuperação face à divisa norte-americana, o euro volta a cair 0,3% para os 1,0793 dólares, negociando em mínimos de abril de 2017. O dólar - que está em máximos de dois meses e meio no índice da Bloomberg - subiu na sequência da divulgação de dados de vendas das fábricas acima do esperado. Já o euro foi penalizado pela leitura fraca do índice de confiança dos investidores na Alemanha. 

Petróleo em queda após cinco subidas 
O petróleo está a desvalorizar com os investidores a tornarem-se mais pessimistas sobre o impacto económico do coronavírus Covid-19. O "ouro negro" tinha subido nas últimas cinco sessões, o maior ciclo de ganhos deste ano. 
 
Sinal de que a procura está a baixar é que as refinarias chinesas continuam a reduzir as taxas de processamento do crude em produtos petrolíferos refinados, sendo que duas empresas já alugaram mais armazenamento à Coreia do Sul para guardar o excesso da oferta, segundo a Bloomberg. 

A previsão do Citigroup, divulgada hoje, é que a cotação do barril continuará em níveis baixos durante o primeiro semestre deste ano por causa da China. Os analistas antecipam uma redução da procura chinesa na ordem dos 3,4 milhões de barris por dia em fevereiro. No conjunto do primeiro trimestre, a redução média deverá ser de 1,5 milhões de barris. 

Neste momento, o WTI, negociado em Nova Iorque, desce 1,04% para os 51,51 dólares por barril, ao passo que o Brent, que é transacionado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, desvaloriza 0,97% para 57,1 dólares por barril.

O petróleo já esteve a registar quedas mais expressivas na sessão de hoje, mas recuperou ligeiramente após a notícia de que os EUA vão sancionar a maior petrolífera russa (Rosneft) por manter ligações com a PDVSA, a petrolífera venezuelana. Desde o ano passado que a administração Trump tem vindo a penalizar a Venezuela para tentar derrubar o regime de Nicolás Maduro.

Ouro em máximos de 2013
Olhando apenas para as cotações de fecho, o ouro está a negociar em máximos de 2013, ultrapassando a barreira dos 1.600 dólares. O metal precioso já chegou recentemente a negociar nesse nível, mas fechou abaixo. Esta valorização acontece mesmo com a subida simultânea do dólar, o que tende a pressionar (em baixa) o ouro.

O que justifica esta subida? Na sessão de hoje, os ativos de refúgio tornaram-se mais atrativos para os investidores uma vez que empresas como a Apple começam a dar sinais dos impactos que o coronavírus Covid-19 poderá ter nos seus resultados. 

Neste momento, o ouro sobe 1,42% para os 1.603,51 dólares por onça.
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