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Fecho dos mercados: Bolsas europeias em máximos de dois meses. Juros italianos disparam

Os principais índices europeus registaram ganhos superiores a 1%, num dia dominado pelos bons resultados empresariais. Em Itália, os juros dispararam depois de o país ter anunciado uma emissão sindicada a 30 anos.

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Reuters
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2019 às 17:15
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,48% para 5.169,42 pontos

Stoxx 600 avançou 1,41% para 364,99 pontos

S&P 500 valoriza 0,23% para 2.731,25 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,5 pontos base para 1,662%

Euro recua 0,27% para 1,1407 dólares

Petróleo cai 0,27% para 62,34 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias em máximos de dois meses

As bolsas europeias negociaram em alta pela sexta sessão consecutiva. O Stoxx600 valorizou 1,41% para 364,99 pontos, o valor mais elevado em dois meses. A puxar pelo desempenho dos principais índices estiveram sobretudo os resultados financeiros de algumas cotadas.

 

Foi o caso da BP. A petrolífera anunciou um aumento dos lucros de 65% no quarto trimestre, superando a estimativas dos analistas. Este resultado levou as ações da empresa a valorizarem mais de 5%. Este anúncio acabou por ofuscar o alerta da suíça AMS, fornecedora da Apple, de que deverá registar uma queda das receitas nas próximas semanas devido à procura fraca por smartphones. As ações chegaram a recuar 12% durante a sessão.

 

A tendência de subida na Europa acabou por se generalizar a Lisboa. O índice de referência nacional encerrou a sessão a ganhar 1,48% para 5.169,42 pontos, negociando em máximos de quase quatro meses. O maior destaque coube à Jerónimo Martins, com a retalhista a disparar 4,46% para 13,01 euros, numa sessão em que negociou em máximos de setembro.

 

Juros italianos disparam com emissão sindicada

Os juros associados à dívida italiana estão a disparar na sessão desta terça-feira, depois de o Tesouro de Itália ter surpreendido os investidores ao anunciar que contratou um sindicato bancário para uma emissão de obrigações a 30 anos. A taxa a dez anos sobe 6,1 pontos base para 2,795%.

 

Também os juros portugueses estão a acompanhar esta tendência, subindo 0,5 pontos base para 1,662%, enquanto, em Espanha, avançam 1,1 pontos base para 1,255%. Apenas na Alemanha a taxa, no mesmo prazo, está a aliviar: cai 0,9 pontos base para 0,168%.

Dólar sobe à espera de discurso de Trump

O foco desta sessão está virado para o discurso do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o Estado da União, que pode vir a sinalizar algum progresso nas negociações comerciais com a China. Neste cenário, o dólar está a valorizar contra o euro, com a moeda única a perder 0,27% para 1,1407 dólares.

 

A moeda europeia também ficou sob pressão depois de ter sido revelado o PMI para o setor dos serviços da Zona Euro, em janeiro, que confirmou o abrandamento da região.

 

Petróleo em queda

Os preços do "ouro negro" estão a recuar. Apesar dos cortes de produção planeados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo, as reservas de petróleo nos EUA continuam a aumentar, o que mantém o valor da matéria-prima sob pressão.

 

O Brent, negociado em Londres, está a cair 0,27% para 62,34 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a ceder 0,93% para 54,05 dólares.

Ouro perto de mínimo de uma semana

Os preços do ouro estão a avançar 0,16% para 1.314,33 dólares por onça. Mas continuam a negociar perto de um mínimo de quase uma semana, alcançado na sessão anterior. O metal amarelo está a ser pressionado pela valorização do dólar e pelo aumento do apetite pelo risco por parte dos investidores.

 

"O dólar está ligeiramente mais forte. Depois dos dados fortes sobre o emprego dos EUA, não há necessidade de recorrer a ativos considerados seguros", afirmou Warren Patterson, analista do ING, à CNBC. 

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