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Fecho dos mercados: Bolsas europeias em queda. Juros, petróleo, euro e ouro em alta

As principais praças da Europa negociaram em queda, com o PSI-20 a contrariar a tendência. Juros valorizam, assim como o preço do petróleo, que negoceia em máximos de seis semanas. Euro valoriza e dólar cai à espera da decisão da Fed.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 21 de Março de 2018 às 17:28
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,16% para 5.429,97 pontos

Stoxx 600 caiu 0,16% para 374,96 pontos

S&P 500 valoriza 0,43% para 2.728,68 pontos 

"Yield" a 10 anos de Portugal cresce 3 pontos base para 1,761%

Euro aprecia-se 0,19% para 1,2265 dólares

Petróleo sobe 2,58% para 69,16 dólares
 

PSI-20 contraria perdas no resto da Europa

As principais bolsas europeias negociaram em terreno negativo na sessão desta quarta-feira, 21 de Março, com o lisboeta PSI-20 (e a bolsa italiana) a contrariar a tendência de perdas. A pesar no sentimento europeu estiveram os receios dos investidores quanto às consequências de uma guerra comercial provocada pelas medidas adoptadas pelos Estados Unidos que na sexta-feira deverão anunciar um reforço das tarifas sobre as importações oriundas da China. 

O índice de referência europeu Stoxx 600 recuou 0,16% para 374,96 pontos, penalizado em especial pelas quedas dos sectores financeiro, industrial e das matérias-primas. Já o PSI-20 somou 0,16% para 5.429,97 pontos, na segunda sessão seguida em alta da bolsa nacional. As subidas da Galp Energia e do sector do papel impulsionaram a praça lisboeta, com a petrolífera a somar 0,81% para 15,59 euros, a Altri a subir 2,35% para 5,22 euros e a Navigator a ganhar 1,13% para 4,822 euros num dia em que esta cotada estabeleceu um novo máximo histórico. 
 

Juros caem e prémio de risco toca em mínimos

Os juros das dívidas públicas dos países da Zona Euro seguem em alta generalizada esta quarta-feira. No prazo a 10 anos, a taxa de juro associada às obrigações da dívida soberana lusa sobe 3 pontos base para 1,761%, uma subida que se verifica após quatro sessões consecutivas em queda.

 

A tendência é acompanhada pelas "bunds" germânicas que sobem 0,8 pontos base para 0,593% na maturidade a 10 anos. O mesmo para os juros da dívida pública espanhola e italiana, que crescem respectivamente 2,7 e 3,5 pontos base para 1,335% e 1,933%.


Taxas Euribor sobem a seis e nove meses

As taxas Euribor ficaram inalteradas a três e 12 meses e subiram a seis e nove meses. A seis meses, que é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, a taxa Euribor subiu 0,001 pontos para -0,272%. Já a nove meses aumentou 0,002 pontos para -0,221%.

Nos prazos a três e 12 meses ficou inalterada em -0,329% e -0,191%, respectivamente.

 

Dólar cai antes da anúncio da Fed

O euro segue a valorizar 0,19% para 1,2265 dólares, beneficiando da quebra da divisa norte-americana - que está a ser pressionada pela expectativa de que a Reserva Federal dos Estados Unidos anuncie ainda esta tarde um novo aumento dos juros na maior economia mundial. 

Com a perspectiva de que a Fed, agora liderada por Jerome Powell, eleve o custo do dinheiro, registou-se um movimento de venda de dólares nos mercados cambiais, com os investidores a aproveitarem mais-valias antes do esperado anúncio. Reina nos mercados a expectativa de que a Fed decrete um total de quatro subidas dos juros em 2018. Desta forma, o dólar segue em queda num índice que mede o comportamento da moeda americana face a um cabaz com as principais dividas internacionais. 
 

Petróleo sobe para máximos de seis semanas com quebra das reservas americanas

O preço do petróleo volta a negociar em forte alta nos mercados internacionais, no segundo dia seguido de ganhos para o preço da matéria-prima. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, sobe 2,58% para 69,16 dólares, isto depois de já ter transaccionado nos 69,40 dólares, o valor mais alto desde 2 de Fevereiro. Já o West Texas Intermediate (WTI) avança 2,42% para 65,08 dólares, num dia em que ao tocar nos 65,26 dólares já atingiu um máximo desde 5 de Fevereiro. 

A contribuir para esta valorização do crude está a quebra das reservas petrolíferas norte-americanas registada na semana passada, a primeira descida num mês. E ainda a justificar a subida do preço do petróleo está a nota divulgada pelo Barclays em que o banco recomenda aos investidores que apostem na compra de petróleo. 

 

Ouro aprecia-se com queda do dólar
O ouro está a valorizar 0,92% para 1.323,36 dólares por onça, beneficiando da queda do dólar, o que reforça o perfil de activo de refúgio do metal precioso. 

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