Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias já anularam a queda de 2018. Petróleo sobe para máximos de novembro

Fecho dos mercados: Bolsas europeias já anularam a queda de 2018. Petróleo sobe para máximos de novembro

O dia foi de ganhos pronunciados entre os índices europeus, fomentados pelos indicadores económicos positivos na China e nos EUA. Estes indicadores fizeram subir as bolsas, que já anularam as quedas de 2018, mas não só. O petróleo está a apreciar mais de 1,5%, negociando em máximos de novembro do ano passado.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias já anularam a queda de 2018. Petróleo sobe para máximos de novembro
Reuters
Sara Antunes 01 de abril de 2019 às 17:11

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,99% para 5.258,41 pontos

Stoxx 600 avançou 1,21% para 383,67 pontos

S&P 500 valoriza 0,76% para 2.856,04 pontos 

"Yield" a 10 anos de Portugal aumenta 3 pontos base para 1,276%

Euro recua 0,06% para 1,1211 dólares

Petróleo sobe 1,54% para 68,62 dólares por barril, em Londres 

 

Bolsas sobem e já recuperam das perdas de 2018

A subida do primeiro trimestre foi expressiva e está a prolongar-se nos mercados neste arranque de abril. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, avançou esta sessão mais de 1%, acumulando assim um ganho de 13,6% desde o início do ano. Esta valorização supera a queda de 13,24% registada em 2018.

 

A contribuir para a subida desta segunda-feira esteve o entusiasmo dos investidores em relação ao crescimento da economia mundial. China e EUA divulgaram indicadores de atividade da indústria que superaram as estimativas dos analistas e apontam para uma recuperação do ritmo de crescimento das economias. E é a perspetiva de que a economia mundial possa estar a recuperar fôlego que está a animar os investidores.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 também terminou o dia em alta, pela quinta sessão consecutiva. O principal índice da bolsa nacional apreciou 0,99%. A contribuir para este ganho estiveram várias cotadas que subiram mais de 1%, como o BCP, Galp, Navigator, CTT e Nos.

 

Juros sobem em toda a Europa

Os investidores têm-se refugiado nos títulos de dívida soberana para se protegerem contra a incerteza que tem imperado, nomeadamente no que respeita à travagem da economia. Os dados hoje divulgados, e que apontam para uma recuperação, estão a levar a uma inversão de tendência nas apostas dos investidores. E isso faz com que os juros subam.

 

A taxa de juro implícita na dívida a 10 anos de Portugal está a subir 3 pontos base para 1,276%, já a "yield" da dívida alemã com a mesma maturidade está a avançar 4,7 pontos para -0,023%. E este cenário é transversal, com os juros de França, Espanha e Itália a aumentarem.

 

Crescimento da China penaliza dólar

Outro ativo que tem sido usado pelos investidores como refúgio é o dólar. O entusiasmo que hoje impera entre os investidores faz com que as apostas se foquem mais em ativos de maior risco, o que está a penalizar o dólar. O índice da Bloomberg que opõe o dólar contra um cabaz de moedas está a descer 0,1%. Apesar dessa cedência do dólar, o euro está a perder contra a divisa americana, recuando 0,06% para 1,1211 dólares.

 

Petróleo sobe para máximos de novembro
Os preços do petróleo estão a subir, a refletir o entusiasmo dos investidores com as perspetivas de crescimento económico. Os dados da China apontam para uma recuperação do ritmo de crescimento e isso elevou a especulação sobre o aumento do consumo de petróleo e derivados.

 

O Brent, transacionado em Londres e referência para Portugal, está a subir mais de 1,5% para 68,67 dólares por barril, atingindo máximos de novembro. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, segue a mesma tendência, atingindo igualmente máximos de novembro. 

 

Ouro pode alcançar os 1.500 dólares

O ouro está a ceder 0,11% para 1.291,02 dólares por onça, num dia em que um analista emitiu uma nota de análise onde admite que este metal precioso poderá disparar, beneficiando de uma postura mais acomodatícia por parte da Reserva Federal (Fed) dos EUA, que decidiu adiar um cenário de subidas de juros. Ronald-Peter Stoeferle, da Incrementum, admite que o ouro suba para valores entre 1.450 e 1.500 dólares por onça.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI