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Fecho dos mercados: Bolsas, juros e petróleo em queda. Libra e euro sobem

As principais praças europeias negociaram em terreno negativo numa altura de indefinição sobre a política monetária americana. Juros e petróleo recuam, enquanto a libra e o dólar valorizam face ao dólar.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 19 de Março de 2018 às 17:28
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Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,73% para 5.396,40 pontos

Stoxx 600 caiu 1,07% para 373,68 pontos pontos

S&P 500 perde 1,57% para 2.708,77 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 2 pontos base para 1,735%

Euro aprecia 0,30% para 1,2326 dólares

Petróleo cai 0,21% para 66,07 dólares por barril em Londres

Bolsas com maior queda desde Novembro à espera da Fed

A expectativa em torno das decisões que serão tomadas no encontro da Reserva Federal dos Estados Unidos que termina na próxima quarta-feira – o primeiro com Jerome Powell como líder da instituição – aliada aos receios relativamente a uma guerra comercial promovida por Washington atirou as bolsas mundiais para a maior queda conjunta desde Novembro.

 

As bolsas europeias não escaparam à tendência, com o Stoxx 600 a recuar 1,16%, fortemente penalizado pelas perdas superiores a 1% registadas pelos sectores da tecnologia, petrolífero e das matérias-primas.

 

Lisboa acompanhou o sentimento, com o PSI-20 a recuar 0,73% para 5.396,40 pontos. Tanto o Stoxx 600 como o PSI-20 negociaram em mínimos de 8 de Março na sessão. A liderar as perdas na bolsa nacional esteve o sector energético. A EDP Renováveis perdeu 1,97% para 7,47 euros, a EDP resvalou 1,51% para 3,007 euros e a Galp Energia deslizou 1,19% para 15,30 euros.

 

Juros da dívida portuguesa em mínimos de três meses

Os juros da dívida pública dos países da Zona Euro estão em queda generalizada, sendo que a taxa de juro associada às obrigações do Tesouro português estão mesmo em mínimos de três meses no prazo a 10 anos.

A "yield" da dívida lusa a 10 anos cai 2 pontos base para 1,735%, tendo já tocado nos 1,731%, o valor mais baixo desde 18 de Dezembro último. A tendência é seguida pelos juros da dívida espanhola e italiana, que recuam para 1,336% e 1,960% respectivamente na maturidade a 10 anos. Já as "bunds" germânicas cedem 0,4 pontos base para 0,567%.

 

Euribor caem a três e nove meses

As taxas Euribor recuaram esta segunda-feira nos prazos a três (para -0,329%) e nove meses (para -0,223%) e mantiveram-se nos prazos a seis e 12 meses. A seis meses, o prazo mais utilizado em Portugal nos créditos à habitação, recuou permaneceu em -0,272% enquanto a 12 meses continuou em -0,194%.

 

Libra em máximos de mais de um mês com acordo sobre o Brexit

Depois do acordo preliminar sobre os termos do período de transição pós-Brexit hoje anunciado em conjunto pelos responsáveis da União Europeia e do Reino Unido, a libra reforçou a tendência de subida para valores que representam a cotação mais alta (1,4088 dólares) da divisa britânica desde 18 de Fevereiro. Nesta altura, a libra soma 0,72% contra o dólar.

 

Já o euro aprecia 0,30% para 1,2326 dólares, isto depois de hoje ter chegado a negociar nos mercados cambiais em mínimos de 2 de Março face à divisa norte-americana. A subida agora registada pelo euro contra o dólar é a primeira em quatro dias.

Petróleo recua com aumento das exportações de combustíveis da Arábia Saudita
Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais numa altura em que os últimos dados mostram que as exportações de gasolina e gasóleo da Arábia Saudita avançaram para um nível recorde em Janeiro. O total de exportações de combustível subiu 27% para o valor recorde de 1.912 milhões de barris por dia no primeiro mês de 2018.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, desvaloriza 0,21% para 66,07 dólares por barril. E em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cai 0,51% para 62,02 dólares. Tanto o Brent como o WTI caem após três sessões consecutivas em alta.

Ouro sobe após três dias de quedas

O metal precioso valoriza esta segunda-feira pela primeira vez em quatro sessões, isto apesar de nesta sessão ter sido transaccionado em mínimos de 1 de Março. O ouro ganha agora 0,31% para 1.318,30 dólares por onça, beneficiando da desvalorização registada pelo dólar nos mercados cambiais.

 

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