Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas mistas e juros sobem, após Fed, BCE e dados económicos

Fecho dos mercados: Bolsas mistas e juros sobem, após Fed, BCE e dados económicos

As bolsas europeias fecharam sem uma tendência definida, num dia em que os investidores estiveram a digerir as conclusões das últimas reuniões do BCE e da Fed, bem como indicadores económicos positivos.
Fecho dos mercados: Bolsas mistas e juros sobem, após Fed, BCE e dados económicos
Reuters
Sara Antunes 22 de agosto de 2019 às 17:14

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,08% para 4.857,10 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,4% para 374,29 pontos

S&P500 recua 0,3% para 2.915,74 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 4,1 pontos base para 0,163%

Euro avança 0,04% para 1,1089 dólares

Petróleo em Londres cai 0,85% para 59,80 dólares o barril

 

Indicadores económicos e bancos centrais deixam bolsas europeias sem rumo

As bolsas europeias encerraram a sessão a sem uma tendência definida, num dia marcado por indicadores económicos positivos e uma visão turva sobre os próximos passos da Reserva Federal (Fed) dos EUA. Por outro lado, as atas da última reunião do Banco Central Europeu (BCE) mostraram que o banco central deverá atuar com punho firme, o que também sustentou a negociação.

 

A atividade económica na Zona Euro recuperou em agosto, dando sinais de que, pelo menos, não está a deteriorar-se mais no seu conjunto. O mesmo indicador para a Alemanha também ficou acima das expectativas. Um indicador que acalmou os receios dos investidores em relação a uma recessão económica.

 

A marcar o dia esteve também a publicação das atas da última reunião do BCE, que mostram que os responsáveis pela política monetária da Zona Euro se inclinam para avançar com uma combinação de medidas para responder aos atuais desafios, em vez de optarem por lançar medida a medida.

 

Já a baralhar os investidores esteve a publicação das minutas da última reunião da Fed. Apesar de os juros terem sido reduzidos em 25 pontos base a decisão esteve longe de gerar unanimidade. Houve quem defendesse uma descida mais acentuada e houve quem acreditasse que não se devia atuar, pelo menos para já. Esta divisão no seio do banco central americano também dividiu os investidores.

 

Os investidores aguardam agora pelas palavras do presidente da Fed, Jerome Powell, que vai falar em Jackson Hole, onde estão reunidos os principais responsáveis pela política monetária. O responsável vai falar na sexta-feira, com os investidores atentos às pistas que podem ser deixadas.

 

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou o dia a 0,4%, mas o dia foi de oscilações entre ganhos e perdas ligeiros entre os principais índices.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 fechou com uma subida muito ligeira (0,08%), numa sessão marcada por oscilações entre ganhos e perdas pouco acentuados. A contribuir para esta subida esteve o ganho de quase 2% do BCP, bem como a valorização da Sonae SGPS, que revelou os seus números no primeiro semestre na quarta-feira, já após o fecho dos mercados na Europa.

 

Juros sobem com diminuição dos medos
As taxas de juro associadas às dívidas soberanas subiram hoje, mantendo-se, ainda assim, próximas de mínimos. A "yield" da dívida nacional a 10 anos subiu 4,1 pontos base para 0,163%, enquanto a taxa da dívida alemã avançou 2,6 pontos para -0,649%. Os indicadores económicos apontam para que os riscos económicos possam não se consumar, o que leva a que os investidores não sintam necessidade de se refugiarem em ativos como a dívida, considerados um refúgio. 

 

Euro sobe após dados económicos

O indicador de atividade económica da Zona Euro surpreendeu pela positiva e animou a negociação do euro, com a moeda a subir 0,04% para 1,1089 dólares. As notícias positivas acalmam os receios sobre uma recessão económica na região, e é esta questão que está a elevar o valor do euro.

 

Petróleo cai pela primeira vez em cinco dias

Os preços do petróleo estão a descer pela primeira vez em cinco sessões, em Londres, num dia marcado por indicadores económicos positivos, que reduzem os receios sobre a economia mundial. O preço do barril do Brent está a descer 0,85% para 59,80 dólares. 

 

Ouro cede mas mantém-se acima dos 1.500 dólares
Um dos ativos que mais tem beneficiado do contexto de incerteza é o ouro, tendo superado os 1.500 dólares por onça pela primeira vez desde 2013. A sessão desta quinta-feira está a ser marcada por uma queda ligeira (0,15%) com o metal precioso a manter-se acima daquela fasquia (1.500,55 dólares).




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