Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho, euro em máximos de agosto e Brent em grande na véspera do ano novo

Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho, euro em máximos de agosto e Brent em grande na véspera do ano novo

Na penúltima sessão da década, as bolsas negociaram em queda e com perdas próximas de 1%, enquanto o euro deu continuidade aos ganhos que o colocam em máximos de agosto face ao dólar e o Brent se encaminha para a maior valorização anual desde 2016.
Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho, euro em máximos de agosto e Brent em grande na véspera do ano novo
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desvalorizou 0,62% para os 5.236,59 pontos

Stoxx 600 recuou 0,85% para 416,17 pontos

S&P 500 deprecia 0,43% para os 3.225,95 pontos 

"Yield" a 10 anos de Portugal aumenta sete pontos base para 0,426%

Euro avança 0,35% para 1,1216 dólares

Petróleo ganha 0,43% para 68,45 dólares em Londres

Bolsas europeias invertem para o vermelho

As principais bolsas europeias inverteram a tendência positiva das últimas duas sessões, nesta que é a véspera do final do ano. O Stoxx600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas, resume o sentimento com uma desvalorização de 0,85% para 416,17 pontos. As maiores perdas concentram-se nos setores da indústria e das telecomunicações, que descem mais de 1%. Os investidores mostram-se cautelosos perante a constante renovação de máximos históricos a que se tem vindo a assistir nas bolsas a nível mundial, pois, desta forma, a margem para novas subidas parece cada vez mais reduzida. A contribuir para as quedas está ainda a pouca liquidez que é característica do período festivo que se compreende entre o Natal e o ano novo.

 

O revés desta segunda-feira não causa, contudo, transtorno no que toca ao balanço global do ano nos mercados europeus, que se mantém num registo positivo. O Stoxx600 conta ganhos de 23,25% desde o início do ano.

 

Em Lisboa o PSI-20 desceu 0,62% para os 5.236,59 pontos, penalizado pela EDP e Jerónimo Martins, que desvalorizaram ambas mais de 1%.

Juros sobem na Zona Euro

As taxas de juro seguem a subir na área do euro, mantendo a tendência de agravamento já registada nas últimas sessões. A "yield" associada às obrigações de dívida pública de Portugal com prazo a 10 anos sobe sete pontos base para 0,426%, mantendo-se ainda abaixo da taxa de juro de 0,459% que os investidores exigem para comprar, no mercado secundário, títulos de dívida espanhola com a mesma maturidade. 

Já a taxa de juro correspondente aos títulos soberanos da Alemanha agrava-se em 6,8 pontos para -0,190%, valor que apesar de negativo é o mais alto exigido para comprar "bunds" germânicas a 10 anos desde 30 de maio último. Nota ainda para a dívida italiana cuja "yield" a 10 anos cresce 4,1 pontos base para 1,407%.

Euro em máximos de agosto

A moeda única europeia transaciona em máximos de 13 de agosto contra o dólar, estando nesta altura a somar 0,35% para 1,1216 dólares naquela que é a quarta sessão consecutiva de ganhos para o euro nos mercados cambiais, o que eleva para seis o número de dias em que a divisa não perde valor contra a moeda norte-americana. 

Já o dólar negoceia em mínimos de 12 de dezembro face a um cabaz composto pelas principais moedas mundiais, desvalorização que a Reuters atribui ao excesso de dólares em circulação em consequência das políticas monetárias expansionistas adotadas pela Reserva Federal dos Estados Unidos. 

Petróleo a caminho de melhor ano desde 2016

O Brent está a valorizar nos mercados internacionais, dando continuidade a uma tendência que deverá permitir à matéria-prima fechar 2019 como o melhor ano desde 2016. 

O Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, valoriza 0,43% para 68,45 dólares por barril, o que significa que está a transacionar em máximos de 17 de setembro0 no quinto dia consecutivo a acumular valor.

Já em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) perde 0,24% para 61,57 dólares.

A diminuição nos níveis de reservas petrolíferas nos Estados Unidos contrabalançou os receios de excesso de oferta da matéria-prima o que, associado ao renovado compromisso dos países exportadores de petróleo e aliados (OPEP+) em reduzir a produção para elevar o preço, contribuiu para a valorização do crude nos tempos mais recentes.

Ouro em máximos de dois meses

O metal precioso está a ganhar 0,34% para 1.515,75 dólares por onça para negociar em máximos de 25 de outubro na quinta sessão de ganhos em seis dias. O ouro tem recuperado nos últimos dias beneficiando da desvalorização do dólar que poderá fechar o último trimestre com o pior desempenho trimestral desde os primeiros três meses de 2018.




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