Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas prolongam quedas. Matérias-primas e euro no vermelho

Fecho dos mercados: Bolsas prolongam quedas. Matérias-primas e euro no vermelho

As bolsas europeias encerraram novamente a desvalorizar, penalizadas pela divulgação de indicadores económicos negativos nos EUA. As matérias-primas e o euro também seguem a cair.
Fecho dos mercados: Bolsas prolongam quedas. Matérias-primas e euro no vermelho
Reuters

Mercados em números

PSI-20 desceu 0,10% para 5.420,00 pontos

Stoxx600 caiu 0,15% para 374,94 pontos

S&P500 recua 0,06% para 2.781,02 pontos

Euro recua 0,12% para 1,2375 dólares

"Yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos sobe 0,4 pontos base para 1,806%

Brent em Londres cede 0,28% para 64,46 dólares por barril

Bolsas no vermelho com queda do retalho nos EUA

As principais praças europeias transaccionaram em queda na sessão desta quarta-feira, 14 de Março, com o índice de referência europeu Stoxx 600 a perder 0,15% para 374,94 pontos, pressionado em especial pela queda registada pelo sector financeiro do Velho Continente. A excepção foi o alemão DAX que valorizou 0,14%.

Também o luso PSI-20 recuou 0,10% para 5.420,00 pontos, penalizado pela queda do BCP (-1,68% para 0,2861 euros) e do sector do retalho, com a Jerónimo Martins a resvalar 0,59% para 15,115 euros e a Sonae a deslizar 0,71% para 1,124 euros.

Pela positiva o destaque coube à EDP Renováveis,que terminou o dia a ganhar 1,34% para 7,545 euros, numa sessão em que a cotada liderada por Manso Neto chegou a tocar em máximos de Outubro de 2009.

Apesar de a produção industrial da China ter crescido surpreendentemente, a um ritmo superior ao esperado no início deste ano, o que chegou a animar as bolsas, os dados mais recentes sobre as vendas no sector do retalho dos Estados Unidos acabaram por sobrepor-se aos dados da economia chinesa.

As vendas no retalho norte-americano caíram, em Fevereiro, pelo terceiro mês seguido, o que levou os investidores a ficarem apreensivos, receando a possibilidade de a maior economia mundial estar a perder gás. Por outro lado, o receio quanto à possibilidade de o presidente Donald Trump promover uma guerra comercial continua a preocupar os mercados.

 

Merkel leva juros da dívida alemã para mínimos de 25 de Janeiro

Os juros da dívida seguem em queda generalizada nos países da Zona Euro, excepção feita aos juros associados à dívida pública germânica que estão a cair em todas as maturidades. No prazo a 10 anos, as "bunds" recuam 2,7 pontos base para 0,593%, estando assim em mínimos de 25 de Janeiro. Isto acontece no dia em que a Angela Merkel tomou formalmente posse como chanceler da Alemanha, dando assim início ao quarto mandato consecutivo como líder do governo alemão. O fim da incerteza política contribuiu assim para reforçar a confiança nas obrigações de dívida alemã.

Nos periféricos do euro, a tendência é de alta ligeira. A taxa de juro das obrigações lusas com prazos a 10 anos sobe 0,4 pontos base para 1,806%. O mesmo para os juros das dívidas espanhola e italiana que sobem ligeiramente na maturidade de referência a 10 anos.

Draghi pressiona euro

A moeda única europeia segue a desvalorizar, com o euro a negociar abaixo de 1,24 dólares. A divisa europeia recua 0,12% para 1,2375 dólares, pressionada pelas declarações de Mario Draghi esta quarta-feira. O presidente do BCE afirmou numa conferência em Frankfurt que "há uma condição muito clara para o BCE terminar o programa de compras líquidas de activos", designadamente "um ajustamento sustentado no ritmo da inflação para o objectivo" do BCE (abaixo, mas próxima de 2% a médio prazo).

Estas declarações vêm afastar a possibilidade de uma retirada prematura dos estímulos na Zona Euro, isto num momento em que nos EUA se discute o ritmo de normalização das taxas de juro. "Ainda que confiemos, mais do que no passado, que a inflação vai no bom caminho, os riscos e as incertezas permanecem", adiantou Draghi.

Reservas nos EUA condicionam petróleo

Os preços do petróleo estão a desvalorizar nos mercados internacionais, a reagirem à evolução das reservas de crude e à produção nos EUA. Os inventários de crude aumentaram 5,02 milhões de barris na semana passada, naquela que foi a terceira semana consecutiva de subidas. Além do aumento das reservas foi ainda reportado um crescimento da produção de petróleo no país, dados que estão a pressionar a matéria-prima.

Segunda as últimas previsões, publicadas no mês passado, a Agência Internacional de Energia (AIE) antecipa que os Estados Unidos vão superar a Rússia e tornar-se o maior produtor mundial de petróleo no próximo ano, no máximo. O Brent, negociado em Londres, segue a recuar 0,28% para 64,46 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, desce 0,16% para 60,60 dólares.

Ouro perde brilho

Os preços do ouro estão a perder valor, perante a expectativa que a Reserva Federal dos EUA anuncie na próxima semana mais uma subida de juros, num momento em que a inflação no país mantém o ritmo de crescimento, apesar de ter abrandado em Fevereiro. O índice de preços no consumidor subiu 0,2% em Fevereiro, depois do aumento de 0,5% registado no mês anterior. Em termos homólogos, o índice de preços cresceu 2,2%, depois da subida de 2,1% em Janeiro. A evolução positiva do indicador deverá dar espaço à Fed para prosseguir com a normalização da sua política monetária, um movimento negativo para o ouro. O metal precioso desce 0,3% para 1,323,70 dólares por onça.

 




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