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Fecho dos mercados: Bolsas regressam aos ganhos e juros agravam-se

As bolsas europeias puseram fim a um ciclo de três dias negativos, suportadas pela banca. Já as matérias-primas seguem no vermelho.

Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 23 de Março de 2017 às 17:26
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Os mercados em números

PSI-20 ganhou 1,04% para 4.667,63 pontos

Stoxx 600 subiu 0,85% para 377,20 pontos

S&P 500 soma 0,37% para 2.357,17 pontos

"Yield" da dívida de Portugal a 10 anos subiu 4,0 pontos base para 4,195%.

Euro cede 0,15% para 1,0781 dólares

Petróleo desce 0,29% para 47,90 dólares por barril, em Nova Iorque

Bolsas sobem pela primeira vez em quatro dias

As praças do Velho Continente quebraram uma série de três sessões negativas, impulsionadas pelas subidas da banca e das mineiras. O Stoxx 600 avançou 0,85%, num dia em que as bolsas lisboeta e alemã lideraram as valorizações, com subidas superiores a 1%. Em destaque estiveram os títulos do sector financeiro, no dia em que o BCE fez a última operação de refinanciamento de prazo alargado direccionadas do BCE (TLTRO), com juros de 0% ou mesmo negativos e um prazo de quatro anos. Houve 474 bancos a participar na operação, segundo dados da Bloomberg e foram alocados 233,5 mil milhões de euros.

Em Lisboa, o PSI-20 ganhou 1,03%, suportado pelos fortes ganhos do BCP. O banco escalou 4,72% para 0,1732 euros, depois de o CaixaBI ter reiniciado a cobertura do banco com um preço-alvo de 0,25 euros. Uma nota positiva ainda para a Pharol. A companhia disparou 5,11% para 0,391 euros, depois do CEO ter considerado que o plano de recuperação da operadora de telecomunicações responde a diferentes perfis dos credores e o processo deve ficar concluído até ao início do terceiro trimestre.

Juros da República agravam-se

Os juros de Portugal estiveram a subir nos prazos acima de dois anos, com a taxa a dez anos a agravar-se em 4 pontos base para 4,195%. Esta subida ocorre no dia em que foi conhecida a taxa que o banco público irá pagar na sua emissão de dívida subordinada. A Caixa Geral de Depósitos vai pagar uma taxa de 10,75%, ainda que, segundo dados apurados pelo Negócios, as intenções de compra registadas no livro de ordens já ultrapassem em mais de três vezes os 500 milhões de euros da oferta, ou seja, equivalem a mais de 1.500 milhões de euros. O "spread" face à dívida alemã subiu para 376 pontos.

Euribor inalterada a três e seis meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,330%, actual mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 22 de Fevereiro. A taxa Euribor a seis meses também se manteve em -0,242%, acima do actual mínimo de -0,244%, registado pela primeira vez em 26 de Janeiro. A 12 meses, a taxa caiu hoje para -0,107%, menos 0,001 pontos do que na quarta-feira e acima do actual mínimo de sempre, de -0,114%, verificado pela primeira vez em 01 de Março. 

Euro recua face ao dólar

A moeda única segue a depreciar face ao dólar, num dia em que as atenções dos investidores estão voltadas para o Congresso dos EUA, que vota a nova reforma para a área da saúde. Tanto a agência Bloomberg, como a Reuters avançam que Donald Trump está a negociar com os conservadores, numa última tentativa para conseguir os votos necessários para começar a desactivação do Obamacare. O euro cede 0,15% para 1,0781 dólares.

Maiores reservas pressionam petróleo

Os preços do petróleo estão a prolongar as descidas dos últimos dias. A matéria-prima cai 0,29% para 47,90 dólares por barril, no mercado dos EUA, enquanto o Brent, em Londres, avança 0,18% para 50,73 dólares. As cotações estão a ser influenciadas pelos dados das reservas, que aumentaram na semana passada para valores recorde nos EUA. Estes números vêm trazer novas dúvidas em relação aos efeitos dos cortes de produção acordados pela OPEP, cujos países-membros se reúnem este fim-de-semana para discutir o progresso da implementação dos cortes.

Ouro em queda

Os preços do ouro seguem a corrigir de máximos de três semanas, com o metal amarelo a ser pressionado pela recuperação das acções mundiais, o que está a retirar apetite pelo ouro. A matéria-prima desce 0,4% para 1.244,41 dólares por onça, com o ouro a interromper uma série de seis dias consecutivos de valorizações.

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