Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas travam queda, juros atingem mínimos e petróleo volta aos ganhos

Fecho dos mercados: Bolsas travam queda, juros atingem mínimos e petróleo volta aos ganhos

As bolsas europeias estiveram quase toda a sessão em queda, mas fecharam a subir. A incerteza que paira sobre os mercados está a levar muitos investidores a tentarem proteger-se em ativos considerados mais seguros, o que está a beneficiar a dívida e o mercado cambial.
Fecho dos mercados: Bolsas travam queda, juros atingem mínimos e petróleo volta aos ganhos
EPA

Os mercados em números

PSI-20 recuou 0,63% para 5.200,23 pontos

Stoxx 600 subiu 0,15% para 382,23 pontos

S&P 500 valoriza 0,01% para 2.884,20 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,09 pontos base para 1,085%

Euro sobe 0,15% para 1,1208 dólares

Petróleo aprecia 0,7% para 70,37 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias recuperam após duas sessões de perdas

As bolsas europeias encerraram em alta ligeira esta quarta-feira, 8 de maio, depois de duas sessões consecutivas de perdas, que foram motivadas pelos receios em torno de uma escalada da tensão comercial entre a China e os Estados Unidos.

Na sessão de hoje, os investidores ficaram mais otimistas depois de uma porta-voz da administração Trump ter anunciado que a China pretende fechar um acordo comercial com os Estados Unidos ainda esta semana.

No entanto, o ministério chinês do comércio já avisou esta quarta-feira que, se os Estados Unidos seguirem em frente com a sua ameaça de aumentar as tarifas sobre os bens chineses, Pequim será forçada a retaliar.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, subiu 0,15% para 382,23 pontos, animado sobretudo pelo setor automóvel e pelas tecnológicas.

Na bolsa nacional, o PSI-20 contrariou a tendência com uma descida de 0,63% para 5.200,23 pontos, naquela que foi já a sétima sessão consecutiva de perdas, a mais longa série de desvalorizações desde setembro do ano passado.

 

Juros portugueses atingem novo mínimo

A incerteza sobre as negociações comerciais continua a levar os investidores a refugiarem-se em ativos considerados mais seguros, como é o caso da dívida soberana. Portugal é um dos países que está a beneficiar, assistindo a uma descida generalizada dos juros. Na maturidade a 10 anos, a "yield" está a descer menos de 1 ponto base para 1,085%, tendo tocado durante a sessão nos 1,072%, o que corresponde a um novo mínimo histórico. Isto no dia em que Portugal esteve no mercado a emitir dívida a dez anos ao custo mais baixo de sempre.

Já a taxa de juro implícita na dívida alemã está a cair 0,6 pontos para -0,044%. Um desempenho que está a levar o prémio de risco de dívida nacional para cerca de 113 pontos base.
 

Dólar sobe há três sessões

A incerteza em torno das negociações comerciais entre os EUA e a China está a beneficiar o dólar, que está a fortalecer-se contra as principais divisas mundiais. O dólar, tendo em consideração o índice da Bloomberg que o compara com um cabaz de moedas, está a apreciar 0,1%, acumulando ganhos pelo terceiro dia consecutivo. Ainda assim, o euro está a conseguir apreciar contra a nota verde, subindo 0,15% para 1,1208 dólares, a refletir dados positivos sobre a evolução da indústria alemã.
 

Petróleo sobe e recupera parte das quedas recentes

Os preços do petróleo estão a subir, depois de ontem terem tocado num mínimo de mais de um mês. A penalizar a negociação desta matéria-prima tem estado, além da guerra comercial - cujo desfecho e consequências são incertos - o aumento de produção da Arábia Saudita. Contudo, os últimos dados apontam para que os fornecimentos da Rússia estejam a diminuir, devido a receios de contaminação química, o que está a levar a uma estabilização do mercado. 

O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a apreciar 0,7% para 70,37 dólares.

Ouro recua 
O ouro está a ceder, numa altura em que os investidores se estão a proteger no mercado cambial. O metal amarelo está a cair 0,25% para 1,1206 dólares por onça. 




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