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Fecho dos mercados: Brent acima dos 82 dólares anima bolsas. Dólar cede com guerra comercial e Fed

As bolsas europeias encerraram em alta, fortemente impulsionadas pela valorização das cotadas da energia em dia de novas subidas dos preços do petróleo. Já o dólar segue a negociar em baixa face aos principais congéneres, pressionado pela guerra comercial EUA-China.

Reuters
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,55% para 5.391,17 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,44% para 383,83 pontos

S&P 500 soma 0,02% para 2.919,87 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,4 pontos para 1,894%

Euro avança 0,20% para 1,1771 dólares

Petróleo valoriza 1,29% para 82,25 dólares por barril em Londres

 

Sector energético dá gás à Europa 

As bolsas europeias fecharam em alta esta terça-feira, dia 25 de Setembro, beneficiando da subida do preço do barril de petróleo em Londres. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, subiu 0,46% para os 384,85 pontos. 

Num dia em que o Brent renovou máximos de 2014, o sector energético foi o que mais subiu ao somar 1,7%, atingindo máximos de Maio. As gigantes da energia valorizaram mais de 2%. Foi o caso da BP com uma subida de 2,9%, da Shell com 2,5% e da Eni com 2,4%.

A tendência positiva foi partilhada pela maioria das praças europeias, excepto a bolsa espanhola. O PSI-20 encerrou pela segunda sessão consecutiva no verde com o contributo positivo do BCP e da Galp Energia. As acções do Banco Comercial Português subiram 2,96% para os 26,08 cêntimos, atingindo um máximo de mês e meio. Já as acções da Galp Energia valorizaram 2,32% para os 17,17 euros, negociando em máximos de três semanas.

 

Juros de Itália aliviam das fortes subidas da segunda-feira

Os juros da dívida italiana a dez anos estão a descer 6,7 pontos base para 2,882%, depois da forte subida registada na sessão de ontem, que levaram a yield a aproximar-se novamente dos 3%. Os investidores aguardam com expectativa que o governo transalpino anuncie as metas orçamentais do próximo ano, o que deverá acontecer na sexta-feira, 28 de Setembro.

O movimento de alívio estendeu-se a Portugal, com os juros da dívida portuguesa a dez anos a descerem 0,4 pontos para 1,894%. Já as "yields" das obrigações alemãs (bunds) no mesmo prazo sobem 3,3 para 0,543%.

 

Euribor mantêm-se a 3 e 6 meses e sobem a 9 e 12

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,319%. Também a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, permaneceu no mesmo nível, em -0,267%.    

A nove meses, a Euribor subiu 0,001 pontos para -0,207%, ao passo que no prazo a 12 meses avançou 0,002 pontos para -0,165%.

 

Dólar cede terreno com tensões comerciais 

A nota verde está a negociar em baixa esta terça-feira face à maioria das suas congéneres do G-10, sobretudo devido ao intensificar das fricções comerciais depois de Peter Navarro, conselheiro da Casa Branca, ter reiterado que o presidente Donald Trump vai impor tarifas aduaneiras adicionais se a China retaliar (recorde-se que esta segunda-feira entraram em vigor impostos alfandegários de parte a parte, mas Washington tem como alvo o equivalente a 200 mil milhões de dólares de produtos chineses que entram no país, ao passo que Pequim apenas respondeu com o correspondente a 60 mil milhões de dólares de novas taxas sobre bens norte-americanos).

O euro está a beneficiar da debilitação da nota verde, apesar de ter travado os ganhos quando Peter Praet, economista-chefe do Banco Central Europeu, assumiu uma postura mais branda ao dizer que os comentários de segunda-feira sobre a inflação feitos pelo presidente do BCE, Mario Draghi, não foram uma novidade. A moeda única europeia segue a somar 0,20% para 1,171 dólares.

Uma das poucas moedas que está a perder face ao dólar é o iene, que cai para mínimos de 19 Julho devido à expectativa de uma subida dos juros directores amanhã por parte da Fed (que, a acontecer, será o terceiro aumento do ano) - que contrasta com a relutância do Banco do Japão em retirar os estímulos à economia.

 

Petróleo supera os 82 dólares em Londres

As cotações do "ouro negro" continuam a negociar em alta, essencialmente devido a três factores: o facto de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter dito que não deverá aumentar a produção numa proporção suficiente para compensar os cortes de países membros do cartel, como o Irão e a Venezuela; a redução da oferta mais expressiva por parte de Teerão devido às sanções dos EUA; e a diminuição dos inventários norte-americanos de crude na semana passada.

O contrato de Novembro do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado no mercado nova-iorquino, segue a somar 0,37% para 72,35 dólares por barril. Já as cotações do contrato de futuros do Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Dezembro seguem a ganhar 1,29% para 82,25 dólares por barril, nível que não se via desde Novembro de 2014.

 

Gás natural a caminho de máximos de oito meses

O gás natural para entrega em Outubro segue a subir 1% para 3,07 dólares por milhão de unidades termais britânicas ("british thermal unit" é uma unidade de energia equivalente a 252,2 calorias) no mercado nova-iorquino e está a negociar nos 3,06 dólares em Londres.

Os futuros do gás natural estão assim a caminho do fecho mais alto desde 30 de Janeiro, depois de ontem terem já estado a subir mais de 2%. As temperaturas acima da média em muitas regiões do sudeste dos EUA estão a contribuir para esta valorização.

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