Mercados num minuto Fecho dos mercados: Brexit deixa mercados em "modo espera". Juros da Zona Euro voláteis e petróleo valoriza

Fecho dos mercados: Brexit deixa mercados em "modo espera". Juros da Zona Euro voláteis e petróleo valoriza

Num dia de fortes negociações no Reino Unido, a indefinição sobre o Brexit persiste e deixa os investidores a aguardarem por um desfecho para definirem um foco. O petróleo sobe com novo corte de produção no horizonte.
Fecho dos mercados: Brexit deixa mercados em "modo espera". Juros da Zona Euro voláteis e petróleo valoriza
Reuters
Gonçalo Almeida 16 de outubro de 2019 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,19% para 4.999,71 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,14% para 393,46 pontos

S&P500 avança 0,03% para 2.996,47 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,3 pontos base para 0,197%

Euro avança 0,39% para 1,107 dólares

Petróleo em Londres valoriza 1,28% para 59,49 dólares o barril

 

Brexit deixa bolsas europeias à deriva

Os principais mercados europeus terminaram a sessão de hoje sem uma tendência vincada, devido à indefinição em torno do acordo para o Brexit que está a ser discutido hoje em Londres, para ser apresentado amanhã em Bruxelas.

O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, mostrou-se confiante na obtenção de um entendimento, mas sublinhou que ainda existiam "muitas questões" por ultrapassar, depois de ter estado a negociar com o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e com a Comissão Europeia.

No entanto, há poucos minutos, a Reuters avançou que um regulador britânico presente nas negociações disse que "estavam quase lá" na obtenção de um acordo.

 

Caso não exista luz verde durante estes dias, Johnson poderá ser obrigado a marcar uma cimeira europeia extraordinária para continuar as negociações com a Comissão Europeia antes do dia 31 de outubro, ou então promover uma saída desordenada.

Neste clima de instabilidade, o Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da região caiu 0,14% para 393,46 pontos.

Por cá, a bolsa nacional fechou a valorizar pela segunda sessão consecutiva, com o PSI-20 a ganhar 0,19% para 4.999,71 pontos, com 10 cotadas do índice a subir e sete em queda.

 
Em Lisboa foram as ações do Banco Comercial Português que mais impulsionaram o PSI-20. Negociaram pela primeira vez desde 20 de setembro acima dos 20 cêntimos e fecharam a sessão a somar 1,94% precisamente para os 20 cêntimos, em linha com o comportamento do setor, que beneficiou dos resultados favoráveis apresentados pelos bancos norte-americanos. 

 

Juros da Zona Euro mistos com nervosismo do Brexit

Os juros soberanos da dívida dos países da Zona Euro seguem voláteis, com as negociações em curso entre os representantes da União Europeia e do Brexit a deixar os investidores em espera.

A taxa de juro da Alemanha, a referência do bloco central, sobe 3 pontos base para os -0,390%. Também em Portugal, as obrigações com a mesma maturidade avançam 2,3 pontos base para os 0,197%. Em Itália, caem 1 ponto base para os 0,923%.

Libra escorrega dos máximos

A libra esterlina depreciou 0,14% para os 1,1640 euros, afastando-se do máximo de cinco meses atingido ontem. A motivar a queda esteve a indefinição no dia de hoje sobre o acordo para o Brexit, que ainda hoje terá mais desenvolvimentos.

Ontem, várias peças da imprensa britânica davam a entender que um acordo estava iminente, facto que levou a libra a disparar para um máximo de cinco anos ao valorizar 1% quer face ao euro, quer face ao dólar. 

O euro aprecia 0,39% para os 1,107 dólares.
 

Petróleo sobe com nova hipótese de corte na produção

Os preços do petróleo valorizam pelo segundo dia consecutivo, numa altura em que é mais provável que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e a Rússia (OPEP+) avance com profundos cortes de produção a nível global, quando os seus membros se voltarem a reunir, no final de dezembro.  

O Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, valoriza 1,28% para os 59,49 dólares. O WTI avança 1,40% para os 53,55 dólares.

Ouro sobe, mas próximo de mínimos
O ouro valorizou 0,4% para os 1.487,82 dólares por onça, mas ainda assim perto de um mínimo de duas semanas, numa altura em que os investidores aguardam pela próxima ronda de resultados empresariais.




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