Mercados num minuto Fecho dos mercados: Cautela antes do BCE dá ganhos tímidos às bolsas e subidas nos juros

Fecho dos mercados: Cautela antes do BCE dá ganhos tímidos às bolsas e subidas nos juros

As bolsas europeias encerraram em alta ligeira, em mais um dia de subidas nos juros da dívida dos países do euro. O petróleo sobe para máximos de mais de cinco semanas e o ouro cai para mínimos de quase um mês.
Fecho dos mercados: Cautela antes do BCE dá ganhos tímidos às bolsas e subidas nos juros
Reuters
Rita Faria 10 de setembro de 2019 às 17:23

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,58% para 4.995,01 pontos

Stoxx 600 somou 0,10% para os 386,44 pontos

S&P500 desliza 0,62% para os 2.959,97 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 3,3 pontos base para os 0,269%

Euro desce 0,05% para os 1,1043 dólares

Petróleo em Londres soma 1,61% para os 63,60 dólares por barril

Bolsas europeias em alta ligeira

A maioria das bolsas europeias encerrou em alta ligeira esta terça-feira, 10 de setembro, com os investidores a revelarem uma postura mais cautelosa a dois dias da reunião do Banco Central Europeu (BCE), em que se vai perceber até que ponto está a autoridade monetária disponível para agir no sentido de impulsionar o crescimento.

 

Por outro lado, há algum otimismo com a disponibilidade mostrada pelo governo alemão para avançar com estímulos à economia, num cenário de recessão, apesar do orçamento do próximo ano se manter na linha dos anteriores, respeitando o princípio de défice zero. Este otimismo acaba por ser temperado por novos dados dececionantes vindos da China, que prolongam os receios sobre o impacto da guerra comercial na segunda maior economia do mundo.

 

Neste contexto, a generalidade das bolsas fechou com sinal positivo, e o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, somou 0,10% para os 386,44 pontos.

 

Por cá, o PSI-20 subiu 0,58% para 4.995,01 pontos, animado sobretudo pelo BCP e pela Galp Energia. O banco liderado por Miguel Maya ganhou 2,19% para20,56 cêntimos enquanto a petrolífera valorizou 2,26% para 13,37 euros.

Juros da dívida prolongam subidas

As obrigações da generalidade dos países do euro voltaram a cair e, consequentemente, os juros a subir, refletindo aqui a incerteza dos investidores em relação às medidas que serão anunciadas pelo BCE na reunião de quinta-feira.

A expectativa, porém, é de que a autoridade monetária avance com um novo corte dos juros dos depósitos e volte a lançar um programa de compra de ativos.

Os juros das obrigações portuguesas a dez anos subiram 3,3 pontos para 0,269%, enquanto os de Espanha avançaram 3,2 pontos para 0,245%. Em Itália, a subida foi mais expressiva – de 7,7 pontos para 1,0017% - enquanto na Alemanha os juros a dez anos avançaram 3,6 pontos para -0,553%, num dia em que a yield a 30 anos subiu para terreno positivo pela primeira vez em quase um mês.

Euro em queda ligeira à espera do BCE

A incerteza sobre as medidas que serão anunciadas pelo BCE está a deixar a moeda única pouco alterada face ao dólar, depois da subida pouco expressiva (0,17%) da sessão de ontem.

Nesta altura, o euro recua 0,05% para 1,1043 dólares.

Petróleo em máximos de mais de cinco semanas

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais pela quinta sessão consecutiva, e no valor mais alto desde o dia 1 de agosto, animado pelas estimativas que apontam para uma descida das reservas de crude dos Estados Unidos.

Os inventários terão diminuído em 2,8 milhões de barris na semana passada, de acordo com as projeções avançadas pela Bloomberg esta terça-feira, antes da divulgação dos dados oficiais do governo, agendada para amanhã.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, valoriza 1,23% para 58,56 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, sobe 1,61% para 63,60 dólares.

Ouro cai para mínimos de quase um mês

O ouro está a descer pela quarta sessão consecutiva, negociando no valor mais baixo em quase um mês, depois de ter atingido na semana passada o nível mais elevado desde 2013.

Apesar desta quebra, os analistas do Citigroup admitiram hoje ver potencial para uma subida até aos 2.000 dólares por onça nos próximos dois anos.

O metal amarelo desliza 0,26% para 1.495,48 dólares, enquanto a prata valoriza 0,69% para 18,1363 dólares.




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