Mercados num minuto Fecho dos mercados: Cautela volta a assolar os mercados. Bolsas e petróleo caem

Fecho dos mercados: Cautela volta a assolar os mercados. Bolsas e petróleo caem

Os investidores esperam por mais novidades sobre as negociações comerciais entre os EUA e a China. Enquanto isso, assumem uma postura mais cautelosa, o que ditou a descida das bolsas e oscilações pouco acentuadas entre os restantes ativos.
Fecho dos mercados: Cautela volta a assolar os mercados. Bolsas e petróleo caem
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,07% para 5.260,09 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,12% para 405,50 pontos

S&P500 soma 0,08% para 3.124,39 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançaram 2 pontos base para 0,361%

Euro valoriza 0,07% para 1,1080 dólares

Petróleo em Londres cai 1,52% para 61,49 dólares por barril

 

Bolsas europeias no vermelho a ajustar de ganhos recentes

As principais bolsas europeias encerraram a sessão desta terça-feira, 19 de novembro, em queda. Depois de ter voltado a negociar em máximos de maio de 2015, o índice de referência Stoxx600 acabou por cair 0,12% para 405,50 pontos no segundo dia seguido em terreno negativo.

Também o índice lisboeta PSI-20 transacionou em queda, tendo fechado a ceder 0,07% para 5.260,09 pontos, na quinta sessão consecutiva a acumular perdas, com a EDP (-1,06% para 3,727 euros) e a Jerónimo Martins (1,16% para 14,875 euros) a destacarem-se como as cotadas que mais penalizaram.

Depois dos máximos alcançados na última semana, sobretudo devido ao renovado otimismo quanto às possibilidade de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, e que ainda hoje, em Wall Street, ajudaram o S&P 500 a escalar para um novo recorde, as principais praças do velho continente fecharam com perdas ligeiras.

A contribuir para estas pequenas quedas estão os receios dos investidores relativamente à atribulada negociação em curso entre Washington e Pequim, dado a preocupação de que um novo volte-face coloque em causa a possibilidade de um compromisso final entre as duas maiores economias mundiais.

 

Juros de Portugal voltam a subir

As taxas de juro implícitas na dívida nacional subiram em todos os prazos, numa altura em que há alguma acalmia entre os investidores. A "yield" da dívida portuguesa a 10 anos subiu 2 pontos base para 0,361%. Já a taxa de juro associada à dívida alemã desceu 0,5 pontos para -0,343%.

 

Dólar à espera da Fed

O presidente dos EUA continua a defender uma política monetária pautada por juros mais baixos. Ainda ontem esteve reunido com Jerome Powell, onde terá sido debatida a política de juros, nomeadamente juros negativos, revelou Donald Trump. O dólar flutua assim, sem grandes oscilações face às congéneres mundiais, à espera de uma maior perspetiva sobre a política monetária, numa altura em que o cenário central é de que este ano a Fed não voltará a descer os juros.

 

Petróleo cai com perspetiva de aumento de reservas

Os preços do petróleo estão em queda, a refletir a estimativa de aumento das reservas de crude dos EUA. As reservas de petróleo daquele país terão aumentado em 1,5 milhões de barris na semana passada. Esta expectativa está a pressionar os preços da matéria-prima, numa altura em que os investidores aguardam por mais desenvolvimentos nas negociações comerciais.

Cacau em máximos de 18 meses

O preço do cacau tem vindo a aumentar nos últimos tempos, negociando em máximos de 18 meses, no mercado norte-americano. Os futuros dispararam 9% em menos de duas semanas, numa altura em que a procura por esta mercadoria tem estado robusta.




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