Mercados num minuto Fecho dos mercados: Dados económicos afastam Europa de recordes. Petróleo com melhor semana em cinco meses

Fecho dos mercados: Dados económicos afastam Europa de recordes. Petróleo com melhor semana em cinco meses

O índice de referência na Europa chegou a bater um novo recorde, mas terminou o dia no vermelho. Já o petróleo teve um empurrão da China, que volta a acelerar o consumo da matéria-prima numa altura em que esta sofre com o impacto do coronavírus.
Fecho dos mercados: Dados económicos afastam Europa de recordes. Petróleo com melhor semana em cinco meses
reuters
Ana Batalha Oliveira 14 de fevereiro de 2020 às 17:34

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,07% para os 5.328,34 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,13% para 430,42 pontos

S&P500 sobe 0,06% para 3.375,96 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 0,5 pontos base para 0,286%

Euro avança 0,02% para os 1,0843 dólares

Petróleo em Londres sobe 1,15% para os 56,99 dólares o barril

Europa recua de máximos para o vermelho

As bolsas europeias fecharam a última sessão da semana em terreno negativo, uma tendência ilustrada pela queda do Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, de 0,1% para os 430,67 pontos. Antes do fecho, as bolsas chegaram a valorizar e a marcar um novo máximo histórico, os 432,26 pontos, mas acabaram por inverter.

O dia ficou marcado pela divulgação de dados económicos agridoces: por um lado, a economia alemã escapou à contração no quarto trimestre; por outro lado, o PIB da Zona Euro cresceu em 2019 ao ritmo mais baixo desde a crise, penalizado também pelas economias francesa e italiana.

A bolsa nacional caiu 0,07% para os 5.328,34 pontos, penalizada pelas quedas do BCP, Semapa e Navigator. 

 

Juros aliviam em vésperas de novo leilão

Os juros portugueses da dívida a dez anos aliviaram 0,5 pontos base para os 0,286%. Já os juros alemães, que servem de referência na Europa, recuaram 1,5 pontos base para os -0,402%.

Esta sexta-feira a agência que gere a dívida pública, o IGCP, anunciou, esta sexta-feira, que vai na próxima semana ao mercado em busca de, no máximo, 1.250 milhões de euros numa emissão a três e a 11 meses.


Euro faz ricochete em mínimo de quase três anos

A moeda única europeia segue com uma ligeira valorização, de 0,02% para os 1,0843 dólares, após duas sessões consecutivas a perder. A divisa recupera depois de ter tocado um mínimo de abril de 2017, os 1,0827 dólares.

A oscilação no valor da moeda europeia acontece num dia em que se avivam os receios em torno do crescimento económico. O PIB da Zona Euro foi divulgado esta sexta-feira, 14 de fevereiro, e denuncia uma travagem no quarto trimestre de 2019, com surpresas negativas nas maiores economias: a Alemanha estagnou, França e Itália contraíram. Contudo, a contrariar os motivos para o sentimento negativo, está a especulação que o Banco Central Europeu possa vir em socorro das economias e ditar um novo alívio.


Petróleo com melhor semana em cinco meses

O barril londrino, o Brent, que serve de referência a Portugal e à Europa, está a valorizar 1,15% para os 56,99 dólares, contando a quarta sessão consecutiva de ganhos. O saldo da semana é, para já, bastante positivo, de 4,68%, depois de a matéria-prima ter desvalorizado em todas as últimas cinco semanas. A subida de hoje é a maior desde setembro de 2019.

A puxar pelo preço do barril estão os sinais de que o impacto da proliferação do vírus chinês possa estar a atenuar, numa altura em que o Governo chinês começou a acelerar as compras de petróleo, confiante no parecer da Organização Mundial de Saúde, que diz que o aumento do número de casos registados não reflete o aumento no número de infetados. Isto um dia depois de a China ter mudado o método de contagem e, na sequência desta medida, o número de infetados tenha ascendido em 15.000 num só dia.


Metais básicos "corroídos" pelo vírus

Na negociação em Londres, o cobre desvaloriza 0,5% para os 5.763,50 dólares por tonelada, o alumínio desce quase 1% e o zinco um pouco acima desta fasquia. O desempenho dos metais sofre com a travagem na atividade da indústria chinesa, uma das maiores consumidoras destes metais, mas que tem estado parada no decorrer da contenção do surto de coronavírus.

"O recomeço dos trabalhos tem sido, até agora, lento", comenta um analista da Shangai East Asia Futures. Os inventários de cobre, por exemplo, dispararam 27% esta semana, acumulando quantidades que só encontram paralelo em março do ano passado.  




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