Mercados num minuto Fecho dos mercados: Decisão da OMC afunda bolsas europeias. Petróleo continua a cair

Fecho dos mercados: Decisão da OMC afunda bolsas europeias. Petróleo continua a cair

Depois da Organização Mundial do Comércio ter dado razão aos EUA sobre o caso Airbus, permitindo que Donald Trump imponha tarifas aduaneiras à União Europeia, as bolsas na Europa tombaram. O preço do petróleo estende as quedas.
Fecho dos mercados: Decisão da OMC afunda bolsas europeias. Petróleo continua a cair
EPA

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,35% para 4.882,33 pontos

Stoxx 600 perdeu 2,70% para 377,52 pontos

S&P500 cai 1,78% para 2.887,85 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,2 pontos base para 0,178%

Euro aprecia-se em 0,16% para 1,095 dólares

Petróleo em Londres cai 2,41% para 57,47 dólares por barril

 

Europa quebra perto de 3% 

As principais praças europeias seguem com fortes quebras, entre 2% e 3%. O agregador das 600 maiores cotadas, o Stoxx600, ilustra a tendência ao deslizar 2,70% para os 377,52 pontos, recuando a mínimos do início de setembro. Os setores que notam as maiores perdas são os da indústria química, matérias-primas e dos serviços financeiros, todos a deslizarem acima de 3%.

 

O sentimento negativo inundou a Europa depois de ser conhecida a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), a qual autoriza os Estados Unidos a aplicar tarifas às importações oriundas da União Europeia até um valor máximo anual de cerca de 7,5 mil milhões de dólares (6,87 mil milhões de euros).

Em causa estão os subsídios atribuídos em sede europeia à Airbus, nos quais a OMC reconhece um prejuízo para a rival norte-americana Boeing. A Comissão Europeia já se mostrou disponível para negociar com Washington mas alertou que, caso os EUA avancem para a imposição de tarifas, a UE irá responder na mesma moeda.

 

Lisboa não foi exceção e o PSI-20 terminou com um recuo de 1,35% para os 4.882,33 pontos. Dezasseis das dezoito cotadas ficaram pelo terreno negativo e os três pesos-pesados - Galp, Jerónimo Martins e BCP - registaram todos quedas superiores a 2%.

Euro afasta-se de mínimos
A moeda única da Zona Euro apreciou 0,16% para os 1,095 dólares, aliviando dos mínimos recentes de 24 semanas.

A libra foi recuperando durante a sessão de hoje e valorizou 0,09% para os 1,231 dólares, depois do primeiro-ministro Boris Johnson ter apresentado o plano alternativo para o Brexit, que afasta o polémico backstop (cláusula de salvaguarda para evitar controlos rígidos na fronteira irlandesa), mas implica uma fronteira aduaneira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte, sendo que esta última hipótese foi sempre recusada pelos líderes europeus.

 

Juros da dívida de Itália lideram subida na Zona Euro 
As taxas de juro das obrigações da Zona Euro subiram nesta quarta-feira, refletindo a preocupação de que o Banco Central Europeu esteja a ficar sem espaço de manobra para contrariar o enfraquecimento da economia. 

Depois de um leilão de dívida transalpina, as taxas de juro das obrigações do país subiram 4,4 pontos base para os 0,897%.

No resto da Europa o cenário repetiu-se com as "yields" de Portugal a 10 anos a subirem 1,2 pontos base para os 0,178% e a Bund alemã a subir 1,8 pontos base para os -0,550%.

Petróleo perto de mínimos de dois meses
O preço do petróleo continua a desvalorizar e hoje aproximou-se de mínimos de dois meses, depois do número de inventários de crude norte-americanos ter subido mais do que o previsto, em 3,1 milhões de barris por dia.

A causar esta queda contínua está também a recuperação da produção da Arábia Saudita mais rápida do que o previsto, após os ataques às instalações da Saudi Aramco. 

Hoje, o Brent segue a cair 2,41% para os 54,47 dólares por barril e o WTI desvaloriza 2,35% para os 52,36 dólares. 

 

Ouro aprecia-se com instabilidade nos mercados
O ouro - normalmente considerado um ativo seguro, que serve de refúgio em alturas mais turbulentas - segue hoje a apreciar-se em 1,34% para os 1.499,14 dólares por onça, num dia em que a OMC autorizou os EUA a impor tarifas avultadas à União Europeia.

A apoiar a subida do ouro estão os dados do emprego nos EUA dececionantes nos EUA, que mostraram que os salários aumentaram menos do que o previsto nas empresas privadas, aumentando os sinais de fraqueza económica que podem levar a Reserva Federal do país a atuar. 




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