Mercados num minuto Fecho dos mercados: Dúvidas em relação a políticas de Trump travam bolsas. Petróleo cai

Fecho dos mercados: Dúvidas em relação a políticas de Trump travam bolsas. Petróleo cai

As bolsas europeias prolongaram as quedas da semana, com os investidores à espera da implementação das medidas propostas por Donald Trump. Já o petróleo segue em mínimos de Novembro.
Fecho dos mercados: Dúvidas em relação a políticas de Trump travam bolsas. Petróleo cai
Bloomberg
Patrícia Abreu 22 de março de 2017 às 17:19

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,35% para 4.619,64 pontos

Stoxx 600 desceu 0,44% para 374,03 pontos

S&P 500 soma 0,01% para 2.344,27 pontos

"Yield 10 anos de Portugal recua 5,4 pontos base para 4,155%

Euro cede 0,01% para 1,0810 dólares

Petróleo desce 1,35% para 50,27 dólares por barril, em Londres

Bolsas descem com investidores a questionarem "plano" Trump

As bolsas europeias terminaram a sessão a desvalorizar, com os investidores a manifestarem-se impacientes em relação ao impasse na implementação das medidas económicas prometidas por Donald Trump na sua campanha eleitoral. O índice Stoxx 600 cedeu 0,44%, numa sessão em que apenas a praça espanhola contrariou as descidas, com um avanço de 0,17%. Depois de um longo período de euforia em relação ao Trumpnomics, os investidores querem mais. "Depois de dois meses no cargo, os mercados querem provas, não apenas promessas", adiantou Mike van Dullken, analista da Accendo Markets, à Bloomberg.

Em Lisboa, o índice PSI-20 caiu pela primeira vez em cinco dias. O índice cedeu 0,35%, arrastado pela queda do BCP. O banco liderado por Nuno Amado desceu 1,72% para 0,1654 euros. A liderar as quedas esteve, porém, a Sonae Indústria. A empresa baixou 6,17% para 0,0076 euros, tendo chegado a afundar mais de 7%, após a companhia ter anunciado lucros de 11 milhões de euros em 2016, depois de oito anos de prejuízos, e um "reverse stock split". Já a Ibersol, que nas duas últimas sessões renovou máximos históricos, caiu 1,32% para 14,90 euros.

Juros prolongam correcção

A taxa exigida pelos investidores para comprar dívida portuguesa em mercado secundário voltou a recuar. Depois dos juros das obrigações europeias terem estado a cair na última sessão, a reagirem à notícia de que Emmanuel Macron foi considerado o vencedor do debate entre os candidatos à presidência francesa, a "yield" a 10 anos de Portugal caiu esta quarta-feira 5,4 pontos base para 4,155%. Esta correcção ocorre depois do Natixis ter emitido ontem uma nota onde argumenta que não há justificação para o elevado nível das taxas de juro em Portugal.

Euribor volta a mínimos

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu hoje para -0,330%, actual mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 22 de Fevereiro, e menos 0,001 pontos do que na terça-feira. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, também caiu hoje, para -0,242%, menos 0,001 pontos do que na terça-feira. A 12 meses, a Euribor manteve-se em -0,106%.

Libra em máximos de quase um mês

A moeda britânica segue a negociar em máximos de quase um mês, a reagir a dados da inflação, que superaram a meta do Banco de Inglaterra. A libra segue a deslizar 0,1% para 1,2470 dólares, mas já esteve a subir para 1,2507 dólares, o valor mais elevado desde 24 de Fevereiro. A inflação subiu mais do que o esperado no mês passado. Aumentou 2,3%, a subida mais expressiva desde Setembro de 2013 e ficou acima da previsão média dos economistas, que era de 2,1%. Estes números, conhecidos esta terça-feira, colocam pressão no Banco de Inglaterra para mexer nos juros.

Petróleo abaixo dos 50 dólares

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar mais de 1% nos mercados internacionais. O Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a cair 1,35% para 50,27 dólares por barril, tendo já negociado abaixo dos 50 dólares, o que corresponde ao valor mais baixo desde 30 de Novembro, dia em que foi anunciado o acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) sobre o corte de produção. Na reunião do final de Novembro, os membros da OPEP acordaram reduzir a produção em 1,2 milhões de barris por dia, algo que entrou em vigor no arranque de 2017. O petróleo reagiu em alta, com a perspectiva de menos matéria-prima no mercado.

Ouro marca maior série de subidas desde o Brexit

O ouro está a ganhar brilho pela sexta sessão consecutiva. O metal amarelo segue a valorizar, numa sessão negativa para as acções, à medida que surgem receios que Donald Trump não cumpra as suas promessas eleitorais. O ouro avança 0,2% para 1.247,40 dólares por onça, elevando para cerca de 4% a valorização acumulada nos últimos quatro dias, naquela que é a maior série de ganhos desde o Brexit.




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