Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa atinge máximo de quatro anos. Petróleo recupera para pico de seis semanas

Fecho dos mercados: Europa atinge máximo de quatro anos. Petróleo recupera para pico de seis semanas

O Stoxx 600 atingiu um máximo de agosto de 2015 nesta sessão. Já o petróleo está no nível mais alto de seis semanas.
Fecho dos mercados: Europa atinge máximo de quatro anos. Petróleo recupera para pico de seis semanas
Reuters
Tiago Varzim 04 de novembro de 2019 às 17:38
Os mercados em números
PSI-20 subiu 1,71% para 5.203,39 pontos
Stoxx 600 valorizou 1% para os 403,41 pontos
S&P 500 avança 0,42% para os 3.079,74 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos somam 3 pontos base para os 0,23%
Euro desce 0,19% para os 1,1145 dólares
Petróleo em Londres ganha 1,36% para 62,54 dólares por barril

Bolsas europeias em máximos de quatro anos
As bolsas europeias atingiram esta segunda-feira, 4 de novembro, um máximo de quatro anos (agosto de 2015). Estes máximos ocorrem ao mesmo tempo que os principais índices norte-americanos também batem recordes, como foi o caso do S&P 500 e o Nasdaq na semana passada e o Dow Jones hoje. 

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, valorizou 1% para os 403,41 pontos, após ter acumulado quatro semanas consecutivas de ganhos e ter negociado em máximos de janeiro de 2018. O saldo anual do Stoxx 600 é já superior a 20%, ficando assim 2019 a caminho do melhor ano desde 2009. 

Foram vários os setores que se destacaram na sessão de hoje, incluindo o setor automóvel que beneficiou do otimismo à volta das negociações entre os EUA e a China. 

O secretário norte-americano para o Comércio, Wilbur Ross, expressou o seu otimismo quanto à assinatura da "fase um" do acordo comercial com a China este mês. Além disso, Wilbur Ross disse que a Casa Branca poderá não ter de colocar tarifas em carros importados, o que afetaria o setor automóvel europeu.  

À melhoria do sentimento face às negociações comerciais juntam-se também os sinais de que os indicadores avançados não apontam para uma maior deterioração das perspetivas económicas. 

Em Lisboa, o PSI-20 também encerrou em alta a ganhar 1,71% para 5.203,39 pontos. Esta foi a subida mais pronunciada do principal índice nacional desde dia 8 de agosto.

Apetite por risco afasta investidores das obrigações
Com o apetite por risco a aumentar, os juros associados às obrigações soberanas na Europa estão a subir pela segunda sessão consecutiva. 

No mercado secundário, os juros portugueses a dez anos sobem 3 pontos base para os 0,23%

Euro cai pela primeira vez em seis sessões
A divisa europeia está a ceder face ao dólar, após ter acumulado cinco sessões consecutivas em alta numa semana em que a Reserva Federal norte-americana decidiu baixar os juros diretores. O euro desvaloriza 0,19% para os 1,1145 dólares esta segunda-feira, 4 de novembro. 

Tanto nas obrigações como no euro, os investidores aguardam com expectativa o primeiro discurso público de Christine Lagarde enquanto presidente do Banco Central Europeu (BCE), cargo que assumiu a 1 de novembro. A sucessora de Mario Draghi discursa ao final desta tarde em Berlim num evento de homenagem ao ex-ministro alemão das Finanças e atual presidente do Bundestag (Parlamento alemão), Wolfgang Schäuble.

Petróleo sobe para máximos de seis semanas
A cotação do barril subiu para um máximo de seis semanas também influenciado pelos ventos favoráveis na frente comercial. Segundo a Bloomberg, o Governo chinês está a estudar que locais poderão albergar o evento da assinatura do acordo entre Donald Trump e Xi Jinping. Além disso, os dados económicos positivos estão a favorecer as perspetivas futuras de procura por petróleo. 

Ainda assim, o petróleo continua 14% abaixo do máximo atingido no final de abril. "Os preços do petróleo estão a dançar com o som otimista do tom comercial entre os EUA e a China", referem os analistas da PVM Oil numa nota citada pela Bloomberg. Na passada sexta-feira, a cotação do barril tinha subido mais de 4%, o maior ganho desde os ataques às instalações da Saudi Aramco - que anunciou oficialmente o IPO este domingo - em setembro. 

Na sessão de hoje, o WTI, negociado em Nova Iorque, valoriza 1,62% para os 57,11% dólares por barril, ao passo que o Brent, que é transacionado em Londres e que serve de referência às importações portuguesas, sobe 1,36% para 62,54 dólares o barril.

Platina soma ganhos há cinco sessões
A platina está a subir pela quinta sessão consecutiva, registando o maior ciclo de ganhos desde abril. O otimismo comercial contribuiu para a valorização da maior parte dos metais, segundo a Bloomberg, ainda que o ouro tenha cedido ligeiramente. 

A platina tem tido menos atenção este ano face ao paládio, que tem registado máximos consecutivamente, acumulando um ganho de 44% em 2019.



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