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Fecho dos mercados: Europa de pé atrás com vírus. Euro em mínimos de dois anos

Os principais mercados europeus recuaram na sessão de hoje, com os receios relativos ao coronavírus a retraírem o apetite pelo risco. A moeda da União Europeia tocou em mínimos de dois anos face ao dólar e o petróleo continua a recuperar.

EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 13 de Fevereiro de 2020 às 17:32
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,32% para 5.331,96 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,02% para 431,08 pontos

S&P500 cai 0,10% para 3.376,20 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,7 pontos base para 0,286%

Euro recua 0,25% para 1.0847 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,72% para 56,19 dólares o barril

 

Bolsas europeias recua de máximos

Os principais mercados europeus fecharam o dia em queda, com o Stoxx 600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas da região, desvalorizou 0,02% para os 431,08 pontos, num dia em que os receios sobre a propagação do coronavírus (Covid-19) voltaram à tona.

As autoridades chinesas divulgaram hoje que os casos infetados em Hubei, a província chinesa onde o vírus teve origem, aumentaram quase 50% para perto dos 60 mil. Isto porque houve um erro no método de contagem inicial e as entidades chinesas estavam a usar vários métodos distintos para diagnosticar os pacientes.

Agora, os investidores receiam que o impacto possa ser ainda maior e mais difícil do que o determinado pelo Governo chinês. O que justifica que os índices tenham recuado face aos máximos fixados na véspera.

Por cá, o PSI-20 contrariou a tendência europeia e fechou com uma valorização de 0,32% para os 5.331,96 pontos, contrariando a tendência negativa das bolsas europeias. 

 

Juros da Grécia abaixo dos 0,9% pela primeira vez

Os juros da Zona Euro assumiram uma postura de queda, com destaque para os juros a dez anos da Grécia, que caíram abaixo da barreira dos 0,9% pela primeira vez na história, de acordo com os dados da Bloomberg. No resto da região, a referência para o bloco, a Alemanha, viu os seus juros a dez anos tombarem 0,9 pontos para os -0,389%.

Por cá, os juros portugueses com a mesma maturidade recuaram 0,7 pontos base para os 0,286%.

Euro recua. Bitcoin continua a escalar
Nas divisas tradicionais, o euro recuou para perto de mínimos de dois anos contra o dólar, ao depreciar 0,25% para 1,0847 dólares. Já a libra conseguiu valorizar 0,69% para os 1,3049 dólares.

Entre as criptomoedas, a bitcoin continua a brilhar. Desde o início do ano já escalou mais de 40% este ano, tendo mesmo ultrapassado a barreira dos 10.500 dólares na sessão de ontem. A Ethereum, a segunda cripromoeda mais valiosa, ganhou mais de 80% neste período. 

 

Petróleo continua a recuperar 

Os preços da matéria-prima continuam a recuperar, apesar dos medos com o Covid-19 se manterem. O Brent, que negoceia em Londres e serve de referência para Portugal, sobe 0,72% para os 56,19 dólares por barril e o norte-americano WTI acompanha a tendência e avança 0,47% para os 51,41 dólares.

Depois de a OPEP e da Fitch, hoje foi a vez da Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês) antever uma queda na procura por petróleo de 435 mil barris por dia no primeiro trimestre deste ano o que, a acontecer, representa a primeira contração em mais de uma década, segundo um relatório mensal divulgado pela instituição.

Ouro volta a ganhar com receios do vírus

O metal precioso conheceu uma pausa nos ganhos na sessão de ontem. Mas esse interregno foi curto, uma vez que hoje voltou às subidas. Uma postura que está a ser suportada pelo regresso dos receios em torno do coronavírus, numa altura em que o número de infetados voltou a disparar.

Hoje, o ouro – que beneficia sempre com turbulência nos mercados - ganha 0,66% para os 1.576,45 dólares por onça.
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