Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa no verde à espera de pistas de Trump. Ouro em mínimos

Fecho dos mercados: Europa no verde à espera de pistas de Trump. Ouro em mínimos

As atenções dos investidores estão viradas para o discurso de Donald Trump, do qual esperam retirar pistas sobre o avanço das negociações com a China, tal como um recuo nas tarifas alfandegárias sobre a Europa.
Fecho dos mercados: Europa no verde à espera de pistas de Trump. Ouro em mínimos
Bloomberg
Ana Batalha Oliveira 12 de novembro de 2019 às 17:36

Os mercados em números
PSI-20 somou 0,18% para os 5.303,82 pontos

Stoxx 600 avançou 0,38% para os 406,90 pontos
S&P500 ganha 0,40% para 3099,17 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 0,7 pontos base para 0,359%
Euro desce 0,19% para os 1,1012 dólares
Petróleo em Londres valoriza 0,37% para os 62,42 dólares por barril


Bolsas europeias sobem, Espanha contraria

A maioria das praças europeias terminou a sessão em terreno positivo, num dia em que os mercados estiveram a ser impulsionados pelas expectativas quanto ao discurso que Donald Trump tem preparado para esta tarde, no Economic Club of New York. Espera-se que o líder da Casa Branca dê pistas sobre a evolução das negociações com a China e anuncie um recuo na imposição de tarifas aduaneiras ao setor automóvel da Europa. O Stoxx600, o agregador das 600 maiores cotadas europeias, avançou 0,38% para os 406,90 pontos, com o setor das telecomunicações a destacar-se ao subir mais de 1%.

Espanha contrastou com a restante Europa, com Madrid a observar uma descida de 0,87% no índice de referência, o Ibex 35. Dois dias após as eleições que não só re-elegeram Pedro Sánchez, do PSOE, como primeiro-ministro como também confirmaram a necessidade de formar uma coligação para governar, o PSOE (centro-esquerda) e Unidas Podemos (coligação eleitoral de esquerda radical) já definiram os princípios que devem nortear uma solução governativa entre os dois partidos, na qual, adianta a imprensa espanhola, deverá entrar Pablo Iglesias, líder do Podemos, como vice-primeiro-ministro.  

Em Portugal, o PSI-20 somou 0,18% para os 5.303,82 pontos e os CTT foram a cotada que mais valorizou.

Juros sobem há quatro sessões

Os juros portugueses da dívida a dez anos estão a agravar-se pela quarta sessão consecutiva, a subirem 0,7 pontos base para 0,359%. Em Espanha, o cenário é equivalente, embora as subidas sejam mais acentuadas e, neste sentido, o spread entre os juros da dívida destes países vizinhos continua a aumentar. A taxa remuneratória das obrigações espanholas colocou-se hoje nos 0,440%, uma subida de 1,3 pontos base que também marca a quarta sessão no verde.

Há mais de um mês que a generalidade dos investidores vê menos risco na dívida portuguesa do que na espanhola, estando o spread a favor de Portugal em máximos históricos. A instabilidade política tem sido responsável por esta diferenciação, segundo os analistas.

Dólar ganha com otimismo sobre tarifas

O euro desce 0,19% para os 1,1012 dólares, tendo tocado num mínimo de 15 de outubro. A moeda norte-americana segue a ganhar em relação à maioria das divisas do G10, beneficiando da expectativa de que Donald Trump decida não aplicar tarifas alfandegárias sobre o setor automóvel europeu.

Petróleo recupera apoiado em Trump

O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para a Europa, segue com ganhos de 0,37% para os 62,42 dólares por barril. A matéria-prima volta ao verde depois de apenas uma sessão em seis no vermelho. A impulsionar as cotações estão as expectativas de que Trump, no discurso que vai fazer esta terça-feira, anuncie progressos no acordo comercial parcial com a China, impulsionando a economia mundial e, consequentemente, a procura pelo "ouro negro".

Ouro em mínimos com desinteresse do maior comprador

O ouro já cai há quatro sessões, e hoje segue com uma perda de 0,32% para os 1.451,23 dólares por onça, tendo tocado num mínimo de 5 de agosto. A trajetória descendente acontece a par com um otimismo nos mercados acionistas, que retira o foco de ativos-refúgio como o ouro, mas também numa altura em que os jovens chineses – da geração Z – se mostram mais disponíveis para despender dinheiro em bens de luxo do que a geração que lhes antecede, a dos millenials, mas desviam a atenção do ouro para outros itens. A China é um território relevante tendo em conta o estatuto de maior comprador do metal.

 




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