Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa reforça no verde mas euro cai pelo oitavo mês em nove

Fecho dos mercados: Europa reforça no verde mas euro cai pelo oitavo mês em nove

As principais praças europeias terminaram no verde, e o índice nacional não foi exceção. A destoar esteve a moeda única europeia, que não só caiu como mostra uma tendência negativa no balanço mensal.
Fecho dos mercados: Europa reforça no verde mas euro cai pelo oitavo mês em nove
Ana Batalha Oliveira 30 de setembro de 2019 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,8% para os 4.973,76 pontos

Stoxx 600 somou 0,35% para os 393,15 pontos

S&P500 avança 0,45% para os 2.975,08 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 

Euro desvaloriza 0,32% para os 1,0905 dólares

Petróleo em Londres cai 1,36% para os 61,07 dólares por barril

Europa sobe há três sessões
As principais praças europeias terminaram a sessão no verde. O agregador das 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, conta três sessões no verde, tendo iniciado esta semana com uma subida de 0,35% para os 393,15 pontos. Na análise mensal, que termina esta segunda-feira, o mesmo índice conta uma valorização de 3,60%, o levou a que o índice subisse 2,15% no terceiro trimestre do ano - o terceiro no verde desde que 2019 começou.

O setor das utilities foi o que apresentou uma maior valorização nesta última sessão do mês de setembro, de quase 1%. 

Os investidores seguem otimistas numa altura em que os comentários do lado da China indiciam um terreno favorável às negociações comerciais com os Estados Unidos. 

As duas maiores economias do mundo têm encontro marcado para os dias 10 e 11 de outubro. A suportar o "bom ambiente" está o desmentido de Trump em relação às notícias de que o país estaria a estudar medidas para impedir o investimento de empresas norte-americanas em solo chinês.

O ânimo antecede ainda a - provavelmente menos favorável - divulgação da decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto ao prejuízo sofrido pelos EUA devido aos apoios da União Europeia (UE) à Airbus. A Bloomberg já antecipou que a OMC deverá autorizar os EUA a imporem tarifas sobre bens europeus avaliados em oito mil milhões de dólares, para compensar as ajudas públicas, consideradas ilegais, atribuídas à fabricante aeronáutica. A avançar, esta medida deverá levar a retaliações por parte da UE, agravando as tensões comerciais.

Em Lisboa, o BCP dá fôlego ao PSI-20. O índice nacional subiu 0,8% para os 4.973,76 pontos num dia em que o banco liderado por Miguel Maya ganha mais de 1%.  

Juros portugueses descem mas agravam-se pelo primeiro mês em 2019
Os juros da dívida portuguesa a dez anos aliviaram 0,7% para os 0,157%. Esta é a segunda sessão consecutiva de desagravamento dos juros nacionais, uma tendência que contrasta com a verificada na Alemanha. A taxa remuneratória das obrigações germânicas para a mesma maturidade, as quais servem de referência à Europa, subiu 0,2 pontos base para -0,573%, marcando a segunda sessão de agravamento. 

Mas nem todo o registo é de alívio para a dívida nacional. Neste fecho de mês, os juros das obrigações portuguesas mostram um avanço de 3,8 pontos base no conjunto dos 30 dias. Este é o primeiro mês a terminar com um agravamento desde o início de 2019.

Euro perde pelo oitavo mês em nove
 

A moeda única europeia segue a cair 0,32% para os 1,0905 dólares. No mês de setembro o euro conta uma queda acumulada de 0,71% face à nota verde, a oitava desde o início do ano e terceira consecutiva. A única exceção em 2019, até agora, foi o mês de junho, quando a divisa europeia subiu mais de 1%. A pesar no desempenho do euro estão as perspetivas de abrandamento económico no Velho Continente, num dia em que a decisão que abre as portas a possíveis sanções dos Estados Unidos à Europa, por alegados subsídios indevidos à francesa Airbus, estão a fazer sombra à economia europeia.

 

Petróleo cai quase 2% 

O barril de Brent, negociado e Londres e referência para a Europa, segue a perder 1,36% para os 61,07 dólares, mas já chegou a deslizar 1,74% para os 60,83 dólares. A guerra comercial e os efeitos de redução de procura continuam a pesar nas cotações da matéria-prima, nesta semana em que Washington e Pequim se voltam a reunir para negociar um acordo. Estas perspetivas acabam assim a pesar mais no ânimo dos investidores do que as declarações do príncipe saudita, Mohammed Bin Salman, o qual afirmou que a guerra entre o seu país e o Irão poderia conduzir "a um colapso total da economia mundial" e levar a preços mais altos e "inimagináveis" do petróleo no caso de "o mundo não atuar de forma firme para deter o Irão".

 

Preciosos em mínimos de agosto 

Numa altura de otimismo dos mercados, o metal precioso que serve de refúgio aos investidores está a ser abandonado. O ouro segue a cair 0,83% para os 1.484,58 dólares por onça, tendo já tocado um mínimo de mais de um mês – 13 de agosto – durante esta que e a segunda sessão de perdas consecutiva.

 

A "irmã" prata vê a mesma tendência e fica-se pelo vermelho há cinco sessões. Esta segunda-feira a quebra já ascendeu a 2,47%, descendo aos 17,1080 dólares por onça – um mínimo de 23 de agosto. A pressionar este metal estão os dados da produção no México: foi divulgado esta segunda-feira que, em julho, a produção de prata neste país latino ultrapassou em 4,9% o registo do mesmo mês do ano anterior.




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