Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa sobe antes de reunião do BCE. Juros e petróleo derrapam

Fecho dos mercados: Europa sobe antes de reunião do BCE. Juros e petróleo derrapam

Na véspera da reunião do BCE, os mercados europeus valorizaram com a expectativa de que o seu presidente Mario Draghi decida estimular a economia da região. Os juros na Zona Euro caem e o preço do petróleo derrapou.
Fecho dos mercados: Europa sobe antes de reunião do BCE. Juros e petróleo derrapam
Reuters
Gonçalo Almeida 11 de setembro de 2019 às 17:16

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,22% para 5.005,80 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,85% para 389,71 pontos

S&P500 avança 0,35% para 2.989,66 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,1 pontos base para 0,259%

Euro recua 0,4% para 1,099 dólares

Petróleo em Londres cai 2,2% para 61,03 dólares por barril

 

Europa em alta antes da reunião da BCE

Os principais mercados europeus encerraram o dia a negociar em território positivo, com o Stoxx 600, índice que agrupa as 600 maiores cotadas da região, a ganhar 0,85% para 389,71 pontos.

Na mira dos investidores está a reunião de amanhã do Banco Central Europeu, onde se espera que o seu presidente Mario Draghi, lance um pacote de estímulos sobre a economia da região. No entanto, uma divisão no seio da instituição quanto a esta matéria impediu maiores ganhos nas praças europeias.

Por cá, o índice PSI-20 somou 0,22% para 5.005,80 pontos. A EDP Renováveis e a Jerónimo Martins foram as empresas que mais contribuíram para a subida do PSI-20. A empresa de energias verdes subiu 2,63% para 10,16 euros enquanto a retalhista valorizou 1,32% para 15,765 euros.

 

Juros de Portugal caem em dia de leilão

Os juros da dívida soberana de Portugal com maturidade de 10 anos caíram 1,1 pontos base para 0,259%, à imagem do que aconteceu no resto da Europa.

Hoje, Portugal financiou-se em 1.000 milhões de euros, através de um duplo leilão: a 10 e 15 anos. As taxas de juro recuaram e atingiram novos mínimos históricos. Em dois meses, as taxas cobradas a Portugal desceram para quase metade. 

O IGCP colocou 600 milhões de euros em obrigações com maturidade em 2029, com uma "yield" de 0,264%, o que compara com os 0,51% suportados na emissão similar realizada a 19 de julho.

 

Euro deprecia-se com hipótese de corte de juros 
A antever um corte na taxa de juro diretora por parte do Banco central Europeu, a moeda única da Zona Euro cede 0,4% para os 1,099 dólares. A divisa dos EUA ganha terreno ao euro com a perspetiva de que o BCE apresente uma nova ronda de estímulos monetários, incluindo um corte nos juros - que tem impacto direto no preço do dinheiro.

Outra hipótese em cima da mesa é o recomeço do programa de recompra de ativos, o "quantitive easing". A homóloga americana do BCE, a Fed, vai ter uma reunião equivalente na próxima semana.

 

Petróleo cai após corte de previsão da procura da OPEP

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) cortou as previsões que tinha avançado quando à procura mundial por petróleo, tanto para o ano de 2019 como de 2020, mostrando-se pessimista quanto à economia mundial. 

Até ao final do ano, a OPEP estima que a procura de petróleo aumente para os 1,02 milhões de barris diários, menos 80.000 do que os anteriormente previstos, lê-se no relatório mensal lançado esta quarta-feira, 11 de setembro, pela OPEP. 

Posto isto, o Brent – negociado em Londres e referência para Portugal – segue a perder 2,2% para os 61,03 dólares por barril.

 

Ouro corrige e afasta-se de mínimos

Depois de ontem o ouro ter caído pela quarta sessão consecutiva e tocado em mínimos de quase um mês, hoje voltou a apreciar-se. O metal precioso valorizou 0,57% para os 1.494,42 dólares por onça.

Nos próximos dois anos, e dadas as incertezas externas, o ouro pode mesmo escalar até aos 2.000 dólares por onça, segundo a previsão dos analistas do Citigroup.

 




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