Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa sobe há cinco semanas consecutivas. Petróleo com maior subida semanal desde janeiro

Fecho dos mercados: Europa sobe há cinco semanas consecutivas. Petróleo com maior subida semanal desde janeiro

O Stoxx 600 negoceia em máximos de dois meses e o petróleo está a caminho da maior subida semanal desde o início do ano. Já os juros gregos atingiram novos mínimos históricos.
Fecho dos mercados: Europa sobe há cinco semanas consecutivas. Petróleo com maior subida semanal desde janeiro
EPA
Tiago Varzim 20 de setembro de 2019 às 17:33

Os mercados em números
PSI-20 desceu 0,47% para os 5.016,35 pontos
Stoxx 600 sobe 0,29% para os 392,95 pontos
S&P 500 sobe 0,1% para 3.009,7 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,7 pontos base para os 0,244%
Euro desvaloriza 0,34% para os 1,1004 dólares
Petróleo em Londres sobe 0,76% para os 64,89 dólares o barril

Bolsas europeias sobem há cinco semanas consecutivas
O Stoxx 600, o índice europeu que agrega as 600 principais cotadas, valorizou 0,29% para os 392,95 pontos esta sexta-feira, 20 de setembro, encerrando a semana com um saldo positivo (+0,3%). Esta é a quinta semana consecutiva em que o Stoxx 600, que negoceia em máximos de dois meses, valoriza. Na sessão de hoje destacaram-se as subidas superiores a 1% do retalho e do setor energético.


Nos Estados Unidos, as bolsas preparam-se para fechar a semana também em terreno positivo, acumulando quatro subidas semanais consecutivas.

As duas últimas semanas foram marcadas por decisões de política monetária por parte dos bancos centrais principais, nomeadamente o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal norte-americana. Ambos cortaram os juros e sinalizaram que iriam continuar a fazer o necessário para manter o crescimento da economia de forma a impulsionar a inflação. Estes cortes já eram antecipados, mas não deixaram de ter algum impacto nas bolsas.

Após esta fase em que os bancos centrais ganharam protagonismo nos mercados, os investidores tenderão a olhar novamente para a evolução do conflito comercial entre os EUA e a China dado que representantes dos dois países deverão encontrar-se no início de outubro. Hoje Donald Trump disse aos jornalistas que os Estados Unidos estão "a fazer muitos progressos" com a China, segundo a Reuters.

Em Lisboa, a bolsa fechou em terreno negativo ao ceder 0,47% para os 5.016,35 pontos. Ao contrário da Europa, o PSI-20 fechou a semana com um saldo negativo, registando a primeira queda semanal em quatro semanas.

Juros gregos em mínimos históricos
Os juros gregos acumulam cinco sessões consecutivas de quedas, atingindo um novo mínimos históricos. A "yield" da dívida a dez anos desce 3 pontos base para os 1,33%, o valor mais baixo de sempre. Nos últimos meses, a Grécia tem conseguido reduzir os juros da dívida no mercado secundário.

No resto da Europa, a tendência também é de descida, à exceção de Itália onde os juros subiram. Em Portugal, os juros a dez anos baixam 1,7 pontos base para os 0,244%. Os juros alemães aliviam 1,5 pontos base para os -0,523%.

Dólar sobe apesar da descida dos juros
A divisa norte-americana está a valorizar face um conjunto de divisas, segundo o índice da Bloomberg. Esta deverá ser a primeira subida semanal do dólar em três semanas, o que pode ser explicado pela esperança de que haja progresso na frente comercial. 

O dólar valoriza 0,13% (acumulando uma subida semanal de 0,33%), apesar da descida dos juros ditada pela Fed, uma medida tomada pelo banco central que tende a pressionar as divisas. Contudo, os investidores parecem estar convencidos de que a Reserva Federal não vai baixar os juros de forma agressiva.

O euro está a ceder 0,34% para os 1,1004 dólares, acumulando uma queda semanal de 0,62%.

Petróleo com maior subida semanal desde janeiro em semana de ataque à produção saudita
Esta foi uma semana agitada para a negociação de petróleo dado o ataque no sábado passada à produção da Arábia Saudita. O petróleo disparou na segunda-feira com o brent a registar a maior subida percentual de sempre num só dia, o que criou as condições para fechar a semana com a maior valorização desde janeiro deste ano. 

Neste momento, os investidores aguardam para saber se os sauditas conseguem cumprir a sua promessa de reparar rapidamente as infraestruturas afetadas, normalizando o nível de produção até ao final deste mês. A Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo e a parte da produção afetada corresponde a cerca de 5% da oferta mundial. 

A cotação do barril negoceia atualmente quase cinco dólares acima do valor praticado antes do ataque. Esta sexta-feira, 20 de setembro, o WTI, negociado em Nova Iorque, valoriza 1,12% para os 58,78 dólares - acumulando uma valorização semanal de 7,16% - ao passo que o Brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, sobe 0,76% para os 64,89 dólares - acumulando uma valorização semanal de 7,87%.

Paládio atinge novo recorde
O paládio chegou a valorizar 1,6% para os 1.638 dólares por onça na sessão se hoje, o que representa um novo máximo histórico para a matéria-prima que está a subir há sete semanas consecutivas.

Já o ouro sobe 0,17% para os 1.501,57 dólares por onça.




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