Mercados num minuto Fecho dos mercados: Guerra comercial põe Europa a perder mais de 1% e petróleo mais de 5%

Fecho dos mercados: Guerra comercial põe Europa a perder mais de 1% e petróleo mais de 5%

O sentimento é negativo entre as bolsas europeias, as quais continuam a negociar na sombra da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. O dia também é de fortes quebras para o petróleo, que já afundou mais de 5% em Nova Iorque e cuja desvalorização esteve perto desta mesma fasquia em Londres.
Fecho dos mercados: Guerra comercial põe Europa a perder mais de 1% e petróleo mais de 5%
Reuters
Ana Batalha Oliveira 23 de maio de 2019 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 recuou 0,98% para os 5.057,92 pontos

Stoxx 600 desceu 1,42% para os 373,80 pontos

S&P500 desvaloriza 1,32% para os 2818,60 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos desceram 1,3 pontos base para os 1,010%

Euro valoriza 0,15% para os 1,1167 dólares

Petróleo em Londres desce 4,41% para os 67,86 dólares

 

Bolsas europeias perdem mais de 1%

O dia foi de perdas para as bolsas europeias, com as principais praças a fecharem com quebras superiores a 1%. O índice que agrega as principais cotadas europeias, o Stoxx600, desvalorizou 1,42% para os 373,80 pontos, penalizado sobretudo pelos setores do petróleo e gás e automóvel. O registo negativo acompanha o tom dos desenvolvimentos da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China.

Os receios dos investidores agravam depois de, esta quinta-feira, Pequim ter dito que Washington precisa de corrigir as suas "ações erradas" para que as negociações comerciais continuem, na sequência de os EUA terem incluído a Huawei na sua "lista negra" na semana passada. A Casa Branca decretou no início da semana um adiamento das restrições sobre a empresa chinesa por três meses, mas as notícias que apontam para sanções à empresa chinesa de videovigilância Hikvision criam um novo foco de incerteza. O escalar do conflito comercial continua, desta forma, a ameaçar a expansão global.

Em Lisboa, o PSI-20 recuou 0,98% para os 5.057,92 pontos, pressionado sobretudo pela petrolífera Galp, a qual caiu quase 3%. 
 

Juros de Portugal em novo mínimo histórico
Os juros da dívida portuguesa a 10 anos fecharam com uma quebra de 1,3 pontos base para o 1,010%, tendo atingido esta sessão um novo mínimo histórico. O registo segue-se a três sessões consecutivas de quebras. As obrigações beneficiam do momento de perturbação nos mercados de capitais, servindo de refúgio aos investidores. Na Alemanha, os juros da dívida com a mesma maturidade rumam no mesmo sentido dos pares portugueses: caíram 3,4 pontos bases para os 0,121% negativos, um mínimo de 29 de setembro de 2016.

 

Euro recupera de mínimo de dois anos

A moeda única europeia segue a valorizar 0,15% para os 1,1167 dólares, recuperando da tendência negativa da sessão. A pesar sobre o dólar estão os receios relativos à evolução da economia americana, numa altura em que a guerra comercial pode ameaçar o crescimento da maior economia do mundo. Anteriormente, o euro chegou a cair 0,39% para os 1,1107 dólares, atingindo um mínimo de dois anos. 

Petróleo afunda mais de 5%

O barril de petróleo negociado em Nova Iorque, o West Texas intermediate (WTI) está a descer 5,24% para os 58,20 dólares, depois de já ter tocado nos 57,92 dólares, na sequência de uma queda de 5,70%. Em Londres, o barril de Brent, que é referência para a Europa, está a deslizar 4,41% mas já esteve a cair 4,87% para os 67,86 dólares. Este cenário de quedas acentuadas verifica-se num contexto em que a disputa comercial sino-americana aumenta os receios de redução da procura pela matéria-prima.

Além disto, o aumento inesperado dos stocks dos Estados Unidos na semana passada pesam no sentimento dos investidores. Os inventários de crude dos EUA aumentaram, na semana passada, em 4,7 milhões de barris, atingindo o valor mais elevado desde meados de 2017, segundo a Bloomberg. Este aumento compara com as previsões dos analistas que apontavam para uma queda das reservas.

 

Ouro soma mais de 1%

O ouro segue a avançar 1% para os 1.286,11 dólares por onça. Este ativo refúgio tem sido penalizado nas últimas sessões pela alta do dólar, saindo do vermelho depois de duas sessões em queda.

 




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