Mercados num minuto Fecho dos mercados: Instabilidade política faz tremer Europa. Petróleo e euro desvalorizam

Fecho dos mercados: Instabilidade política faz tremer Europa. Petróleo e euro desvalorizam

O processo de destituição do presidente dos EUA travou os mercados europeus, com os investidores a aguardarem por mais sinais para redefinirem o foco. O aumento de produção do petróleo nos EUA fez cair novamente os preços.
Fecho dos mercados: Instabilidade política faz tremer Europa. Petróleo e euro desvalorizam
reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,62% para os 4.875,44 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,58% para 387,59 pontos

S&P500 avança 0,2% para 2.972,61 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,3 pontos base para 0,149%

Euro recua 0,66% para 1,095 dólares

Petróleo em Londres cai 1,82% para 61,95 dólares o barril

Bolsas europeias caem com incertezas a dominarem

As bolsas europeias fecharam com quedas, numa sessão marcada pelo anúncio de um processo de destituição contra Donald Trump, um cenário que eleva os receios sobre as várias frentes de incerteza.

 

Os investidores continuam com várias dúvidas. Há a disputa comercial entre os EUA e a China, o Brexit e as mais do que prováveis eleições em Espanha, a travagem da economia mundial, com vários alertas sobre a maior economia europeia, as tensões no Médio Oriente, e agora o "impeachment" ao presidente dos EUA.

 

Este contexto está a elevar as dúvidas entre os investidores, o que está a pressionar a negociação bolsista. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou o dia a descer 0,58% para 387,59 pontos.

 

Na bolsa nacional, o dia foi igualmente de quedas, num dia em que o BCP resvalou mais de 5%, os CTT a cederem mais de 3% e a Jerónimo Martins a cair mais de 2%. O PSI-20 recuou mais de 1,5%, naquela que foi a maior queda em dois meses.

 

Juros sobem em toda a Europa

As taxas de juro implícitas nas dívidas europeias registaram subidas generalizadas. A yield associada às obrigações a 10 anos de Portugal sobe 1,3 pontos base para 0,149%. Uma tendência que está a ser partilhada por Espanha, com a taxa a aumentar igualmente 1,3 pontos para 0,125%. Já a taxa alemã sobe 2,4 pontos para -0,58%.


Libra cai mais de 1% face ao dólar
A libra estendeu as perdas face ao dólar, com a instabilidade política no Reino Unido a prejudicar novamente a moeda local. Por sua vez, o dólar beneficiou com os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, que disse que um acordo com a China poderia acontecer mais cedo do que o previsto. A libra depreciou 1,07% para os 0,808 dólares.

O euro acompanha a rival britânica e desvaloriza também 0,66% para os 1,095 dólares.

 

Petróleo cai com aumento de "stocks" nos EUA
Os preços do petróleo foram pressionados pelo aumento de "stocks" nos EUA pela segunda semana consecutiva. O instituto da energia norte-amerciano reportou que a produção aumentou 2,4 milhões de barris por dia na semana passada. 

A pressionar os preços está também a recuperação mais rápida do que o esperado da produção na Saudi Aramco, que prevê que o número de barris produzidos por dia regresse à normalidade dentro de alguns dias. 

Posto isto, o Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, perdeu 1,82% para os 61,95 dólares por barril. O norte-americano WTI desvalorizou também 1,82% para os 56,25 dólares por barril.  

 

Paládio bate novo recorde, ouro alivia 
O paládio renovou os máximos históricos e vale agora 1.677,45 dólares por onça. No entanto, hoje, o ouro desvalorizou 1,45% para 1.509,85 dólares por onça, depois de um "rally" de três meses que o levou a valorizar acima da barreira dos 1.500 dólares por onça, um recorde histórico.

 




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