Mercados num minuto Fecho dos mercados: Itália pinta Europa de vermelho. Euro com maior ciclo de perdas em três anos

Fecho dos mercados: Itália pinta Europa de vermelho. Euro com maior ciclo de perdas em três anos

Itália dominou a evolução dos mercados europeus, seja na bolsa seja na dívida. A solução política italiana está a assustar os investidores. Já o euro está há cinco semanas a perder terreno para o dólar.
Fecho dos mercados: Itália pinta Europa de vermelho. Euro com maior ciclo de perdas em três anos
EPA
Os mercados em números
PSI-20 desceu 0,67% para 5.715,42 pontos
Stoxx 600 caiu 0,28% para 394,67 pontos
S&P 500 desvaloriza 0,1% para 2717,38 pontos
Yield 10 anos de Portugal subiu 6,5 pontos base para 1,868%
Euro recua 0,15% para 1,17 dólares
Petróleo sobe 0,28% para 79,08 dólares por barril, em Londres

Itália pinta Europa de vermelho
A bolsa italiana caiu 1,54% esta sexta-feira, tendo contagiado as principais bolsas europeias, inclusive o principal índice europeu, o Stoxx 600, que caiu 0,28% e o PSI-20 que deslizou 0,67%. Na bolsa nacional, em destaque esteve o BCP que caiu mais de 4%, numa altura em que o sector bancário europeu foi invadido por um sentimento negativo, influenciado pela banca italiana. O UBI Banca, o Banca Popolare dell'Emilia Romagna e o BPM deslizaram mais de 5%.

Em causa estão os desenvolvimentos políticos em Itália: os dois partidos anti-sistema chegaram a acordo para o programa de Governo, mas ainda precisam de consensualizar um nome para o lugar de primeiro-ministro.

Apesar de terem deixado cair a proposta de perdão de dívida detida pelo Banco Central Europeu (BCE) no valor de 250 mil milhões de euros, o 5 Estrelas e a Liga têm várias propostas que visam aumentar o défice, o que deverá ser um foco de tensão entre Roma e Bruxelas no futuro. Ainda assim, os partidos deixaram cair a criação de um enquadramento para a saída do euro.

Juros portugueses arrastados pelo efeito Itália
A tensão italiana fez-se sentir não só na bolsa como nas obrigações transalpinas. Os juros de Itália subiram esta semana 35,6 pontos base, a maior subida semanal desde Junho de 2015. Esta subida levou os juros italianos para máximos de Julho de 2017. Só esta sexta-feira os juros aumentaram 11,3 pontos base para 2,229%.

O contágio fez-se sentir no mercado secundário europeu. Em Portugal, os juros da dívida pública a 10 anos aumentaram 19,1 pontos base, o maior aumento desde Março do ano passado. Só esta sexta-feira os juros portugueses aumentaram 6,5 pontos base para 1,868%.

Euribor cai a seis, nove e 12 meses
Apenas a taxa Euribor a três meses manteve-se inalterada nos -0,326% neste final de semana. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, caiu para -0,271%. A Euribor a nove meses também recuou para -0,218% e a doze meses caiu para -0,189%.

Euro com maior ciclo de perdas em três anos
A divisa europeia registou mais uma semana de perdas. Esta sexta-feira o euro estava a cair 0,15% para 1,1777 dólares. Na realidade, o euro perde força face o dólar há cinco semanas seguidas. Este é o maior ciclo de quedas desde Janeiro de 2015. Em termos simples, esta evolução das divisas traduz as perspectivas para as economias dos dois lados do Atlântico: na Europa prevê-se uma desaceleração em 2018 enquanto nos EUA esperam-se surpresas positivas para o PIB da maior economia do mundo. Um contexto que reforça a perspectiva de subidas de juros nos EUA, ao mesmo tempo que o BCE manterá a política monetária, com a taxa de juro em zero. 

Petróleo corrige ligeiramente
O petróleo tem estado a negociar em alta esta semana, sustentado sobretudo pelos receios de perturbações na oferta do Médio Oriente e da Venezuela. Isto a par de uma queda das reservas norte-americanas de crude, pela segunda semana consecutiva, o que revela que o excedente dos inventários desta matéria-prima está a diminuir nos EUA e contribui para os receios de que a oferta comece a não conseguir atender à procura.

No entanto, na sessão desta sexta-feira, as cotações têm estado a oscilar entre perdas e ganhos ligeiros, a corrigir do recente ímpeto. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres, que esta semana superou os 80 dólares por barril pela primeira vez desde Novembro de 2014, cede 0,28% para 79,08 dólares por barril.

Ouro regista maior desvalorização semanal desde o final do ano passado
Após uma semana no verde, o metal precioso voltou a terreno negativo. Apesar de estar a valorizar ligeiramente esta sexta-feira com uma subida de 0,14% para 1.292,57 dólares por onça, o ouro desvalorizou mais de 2% nesta semana. Esta foi a maior queda semanal desde Dezembro de 2017.



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