Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros com o maior ciclo de quedas semanais desde 2013. Petróleo e ouro brilham

Fecho dos mercados: Juros com o maior ciclo de quedas semanais desde 2013. Petróleo e ouro brilham

A semana foi marcada pela subida das bolsas, do petróleo e do ouro, com estes dois últimos a registarem ganhos acentuados. Já os juros registaram quedas acentuadas, com a "yield" das obrigações portuguesas a acumular o maior ciclo de perdas em mais de seis anos.
Fecho dos mercados: Juros com o maior ciclo de quedas semanais desde 2013. Petróleo e ouro brilham
Reuters
Sara Antunes 21 de junho de 2019 às 17:17

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,57% para 5.126,26 pontos

Stoxx 600 desceu 0,36% para 384,76 pontos

S&P 500 valoriza 0,04% para 2.955,38 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 4,1 pontos base para 0,570%

Euro aprecia 0,32% para 1,1329 dólares

Petróleo sobe 1,18% para 65,21 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias com o maior ciclo de ganhos semanais desde março

As bolsas europeias fecharam a sessão com uma queda ligeira, com o Stoxx600 a recuar 0,36%, num dia em que os investidores estão a moderar o otimismo provocado pela abertura da Fed para descer juros nos EUA. A pesar na negociação desta sexta-feira estão os receios em torno da tensão geopolítica entre o Irão e os EUA.

 

Ainda assim, a semana foi positiva. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, subiu 1,57% no acumulado dos cinco dias, a beneficiar do apoio que os bancos centrais garantiram estar disponíveis para dar.

 

Primeiro foi a vez do Banco Central Europeu (BCE), com o presidente da autoridade, Mario Draghi, a admitir aumentar os estímulos à economia, nomeadamente descer juros. Esta "boa-nova" foi recebida com grande entusiasmo pelos investidores logo na terça-feira.

 

Um dia depois foi a vez da Reserva Federal (Fed) abrir a porta à descida de juros. Algo que estava a ser desejado pelos investidores. Depois das palavras de Jerome Powell vários analistas colocaram em 50 pontos base a previsão de redução dos juros nos EUA, que atualmente estão no intervalo entre 2,25% e 2,5%. 

 

Juros de Portugal caem pela 11.ª semana consecutiva

A última sessão da semana foi de subida nas taxas de juro associadas às dívidas soberanas, mas no resto da semana a tendência foi de queda, pelo que o balanço é de nova redução nas "yields". No caso de Portugal, esta foi a 11.ª semana consecutiva de descida na taxa de juro implícita, o que corresponde ao maior ciclo de quedas desde janeiro de 2013, período marcado pelo resgate financeiro de Portugal.

 

A "yield" das obrigações a 10 anos subiu esta sexta-feira 4,1 pontos base para 0,570%, mas no acumulado da semana houve uma descida, tendo a taxa atingido novos mínimos históricos, muito próxima de quebrar a fasquia dos 0,4%.

 

Fed acena com corte de juros e penaliza dólar

A perspetiva de descida de juros nos EUA ditou a queda do dólar contra as principais divisas mundiais, uma vez que se se confirmar esta decisão, o retorno dos investimentos em dólares tornam-se menos atrativos. Assim, o índice que opõe o dólar contra um cabaz de moedas mundiais registou a pior semana desde fevereiro de 2018.

 

Já o euro está a subir hoje 0,32% para 1,1329 euros, no dia em que foi divulgado o indicador de atividade económica na Zona Euro, a apontar para melhorias no crescimento económico.

 

Petróleo dispara com tensão entre EUA e Irão

A tensão política entre o Irão e os EUA aumentou esta semana, depois de Washington ter aumentado a força militar na região e de o Irão ter abatido um drone americano. Estes dois eventos, separados por dias, elevaram os receios em torno de um conflito militar no Médio Oriente, uma região importante para o mercado petrolífero.

 

Donald Trump já explicou que decidiu não atacar o Irão, depois de abatido o drone, para evitar a morte de 150 pessoas, algo que o presidente dos EUA considerou ser desproporcional ao abate do drone americano não tripulado.

 

O preço do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a subir 1,18% para 65,21 dólares, aumentando para mais de 5% o ganho semanal, o que corresponde ao ganho mais pronunciado desde a semana terminada a 15 de fevereiro.

 

Ouro regista maior subida desde abril de 2016

O ouro continua a beneficiar de um contexto de juros mais baixos e da tensão geopolítica, mais recentemente entre os EUA e o Irão, o que elevou o metal precioso para máximos de agosto de 2013 ao superar os 1.400 dólares por onça. Este contexto de elevada incerteza e juros baixos provocou uma subida semanal superior a 4% no ouro, a maior em mais de três anos.




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