Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros de Portugal caem após negociarem em máximos de meio ano. Bolsas sobem com acordo comercial

Fecho dos mercados: Juros de Portugal caem após negociarem em máximos de meio ano. Bolsas sobem com acordo comercial

A maior parte das principais praças bolsistas europeias negociaram em terreno positivo perante a iminente assinatura do há muito esperado acordo comercial parcial EUA-China. Já os juros da dívida pública portuguesa recuam em linha com as "yields" da Zona Euro, isto apesar de terem chegado a negociar em máximos de meio ano.
Fecho dos mercados: Juros de Portugal caem após negociarem em máximos de meio ano. Bolsas sobem com acordo comercial
Reuters
David Santiago 15 de janeiro de 2020 às 17:24

Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,21% para os 5.303,13 pontos
Stoxx 600 ganhou 0,01% para os 419,63 pontos
S&P 500 valoriza 0,44% para os 3.297,50 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 2,5 pontos base para 0,489%
Euro ganha 0,27% para 1,1158 dólares
Petróleo em Londres cai 0,98% para 63,86 dólares por barril

Europa sobe com assinatura de acordo comercial

A generalidade das principais praças europeias fecharam em alta a sessão desta quarta-feira, 15 de janeiro, tirando partido do otimismo dos investidores quanto à assinatura do acordo comercial parcial entre os Estados e a China e consequente perspetiva de redução da incerteza nos mercados devido ao receio de uma escalada protecionistas e consequentes efeitos no abrandamento da economia global. À hora de fecho das bolsas no velho continente, estava iminente a assinatura do acordo em Washington. 

Ainda assim, o índice de referência europeu Stoxx600 negociou boa parte da sessão no vermelho, sobretudo penalizado pelas quedas dos setores automóvel, da banca e das matérias-primas, contudo acabou por inverter para fechar na linha de água, embora à tona dessa linha, com uma subida ténue de 0,01% para 419,63 pontos. 

Nota positiva também para o lisboeta PSI-20 que somou 0,21% para os 5.303,13 pontos para completar o mais longo ciclo de ganhos desde setembro, em especial apoiado nos máximos alcançados pela Jerónimo Martins (2018) e pela EDP (2008).
 

Juros de Portugal caem após tocarem em máximos de meio ano

Os juros das dívidas públicas da área do euro apresentam uma tendência geral de descida.

 

No entanto, apesar de beneficiar do alívio registado na área do euro, com a "yield" associada às obrigações de Portugal com prazo a 10 anos a recuar 2,5 pontos base para 0,489%, a taxa de juro nesta maturidade chegou a negociar em máximos de 17 de julho, isto numa altura em que os títulos obrigacionistas perdem valor enquanto ativo de refúgio dado o reforço da estabilidade nos mercados bolsistas verificado em 2020.

 

Também os juros de referência da Zona Euro recuam, com a taxa de juro correspondente aos títulos alemães a 10 anos a cair 3,3 pontos base para -0,206%. O mesmo para as obrigações espanholas e italianas com a mesma maturidade, cujas "yields" recuam respetivamente 2,9 e 0,8 pontos base para 0,444% e 1,383%.

 

Euro avança para cotação mais alta da última semana

Depois de na terça-feira ter apresentando a primeira variação negativa em quatro sessões, o euro está hoje a apreciar nos mercados cambiais, registando uma subida de 0,27% para 1,1158 dólares.

 

A moeda única europeia já transacionou mesmo na cotação mais elevada desde 8 de janeiro, tirando partido do facto de o dólar estar hoje em queda contra um cabaz composto pelas principais divisas mundiais.

 

Crude próximo de mínimos de mês e meio

O preço do petróleo segue a desvalorizar para negociar próximo de mínimos de seis semanas, variação que se regista depois de terem sido divulgados novos dados que mostram um aumento das reservas petrolíferas norte-americanas.

 

O Instituto Americano do Petróleo reportou que na semana passada os inventários dos EUA aumentaram em 1,1 milhões de barris, evolução que vem reforçar os receios quanto a um nível excessivo de oferta global da matéria-prima, o que poderá refletir-se numa pressão que leve a descidas do valor do crude nos mercados internacionais.

 

O Brent do Mar do Norte, transacionado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, perde 0,98% para 63,86 dólares por barril, enquanto em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) desliza 1% para 57,65 dólares.

 

Ouro aprecia após dois dias a cair

Depois de duas sessões seguidas a perder valor devido à valorização do dólar provocada pelas perspetivas positivas relativamente ao comércio mundial perante a assinatura de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China nesta quarta-feira, o metal precioso recupera hoje parte dessas perdas.

O ouro soma 0,31% para 1.551,12 dólares por onça. 




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