Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros portugueses em mínimos históricos, em dia de queda nas bolsas

Fecho dos mercados: Juros portugueses em mínimos históricos, em dia de queda nas bolsas

As bolsas europeias fecharam a cair, pressionadas pelos resultados do HSBC, que ficaram aquém do esperado, bem como pelas ameaças entre os EUA e a União Europeia sobre as tarifas sobre as importações de automóveis. O dia foi marcado pela queda da taxa de juro portuguesa para um nível nunca antes visto.
Fecho dos mercados: Juros portugueses em mínimos históricos, em dia de queda nas bolsas
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,08% para 5.139,36 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,22% para 368,97 pontos

S&P 500 valoriza 0,24% para 2.782,37 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,7 pontos base para 1,507%

Euro sobe 0,19% para 1,133 dólares

Petróleo desce 0,53% para os 66,15 dólares por barril em Londres

 

Banca e guerra comercial pressiona bolsas europeias

As bolsas europeias fecharam com quedas, numa sessão que foi marcada pelos receios em torno da guerra comercial e pela divulgação dos resultados do HSBC, cujos números ficaram aquém do esperado.

 

Os investidores estão expectantes em relação à guerra comercial, numa altura em que EUA e Europa trocam já ameaças sobre a importação de automóveis europeus por parte dos EUA. Bruxelas já deixou claro que irá retaliar se Washington decidir avançar com estas tarifas.

 

E isto num contexto de incerteza em relação às negociações entre os EUA e China. Apesar das últimas indicações serem de um tom positivo, a verdade é que não há ainda qualquer acordo efetivo, que faça antever o fim das negociações que estão a decorrer.

 

Por outro lado, o HSBC divulgou os números de 2018, com os resultados a ficarem aquém do esperado, o que está a aumentar as preocupações dos investidores em relação ao setor financeiro.

 

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou a perder 0,22% para 368,97 pontos.

 

Na praça lisboeta, o PSI-20 terminou o dia a cair uns ligeiros 0,08%, numa sessão marcada pela depreciação superior a 1% da Jerónimo Martins e dos CTT.

 

Juros portugueses tocam em níveis nunca antes vistos

As taxas de juro associadas às dívida nacional fecharam com uma queda ligeira, numa sessão marcada por um mínimo histórico para a "yield" a 10 anos de Portugal. A taxa implícita na dívida a 10 anos está a descer 0,7 pontos base para 1,507%, tendo chegado a negociar nos 1,496%, algo que nunca antes aconteceu.

 

A contribuir para este desempenho estão vários fatores, como a incerteza em torno de Itália e Espanha, mas, acima de tudo, devido às indicações que têm sido deixadas por responsáveis do Banco Central Europeu (BCE). Os responsáveis têm salientado o abrandamento "significativo" da economia da Zona Euro, admitindo que poderão mudar a orientação da política monetária. O mesmo é dizer que o cenário de subidas de juros na região parece estar cada vez mais longe. E este cenário está a contribuir para uma descida dos juros dos países soberanos negociados no mercado secundário.

 

Euro sobe e recupera de quedas recentes

A moeda única europeia está a subir contra o dólar, numa altura em que continua a recuperar parte das quedas recentes. A contribuir para alguma fragilidade da moeda americana está a incerteza em relação à guerra comercial. O euro avança 0,19% para 1,1333 dólares, mantendo, ainda assim uma descida superior a 1% desde o início do ano.

Crude renova máximos. Brent cai pela 1.ª vez em seis sessões
O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, está a negociar perto de máximos de três meses, beneficiando dos dados que dão conta da queda da produção na OPEC. O preço do barril sobe 0,52% para os 55,88 dólares.

De acordo com a Bloomberg, que cita dados de uma consultora, as exportações de petróleo por parte da Arábia Saudita desceram 1,3 milhões de barris por dia durante a primeira metade de fevereiro. Desde o início do ano, o petróleo já valorizou 23%.

No entanto, neste momento, o barril negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, está a cair pela primeira vez em seis sessões. O brent desvaloriza 0,53% para os 66,15 dólares, depois de ter subido mais de 8% nas últimas cinco sessões.

O dia fica também marcado pela renovação dos votos de cooperação entre a Rússia e a Arábia Saudita. Os dois países fizeram um acordo para alargar a cooperação conjunta no mercado global de petróleo, nomeadamente na implementação dos cortes de produção. 
Ouro renova máximos de abril de 2018
O ouro está a subir 0,8% para os 1.337,5 dólares por onça, acumulando quatro sessões consecutivas de ganhos e renovando máximos de 10 meses. Fevereiro tem sido um mês positivo para o "metal precioso" mesmo com o dólar e as bolsas em alta. 

Os analistas consultados pela Bloomberg consideram que esta desconexão entre o ouro - visto essencialmente como um ativo de refúgio - e os outros ativos financeiros sugere que pode estar a chegar uma correção em breve. 



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