Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros portugueses renovam mínimos históricos

Fecho dos mercados: Juros portugueses renovam mínimos históricos

As bolsas europeias fecharam com ganhos, a beneficiar da expectativa em torno das negociações comerciais entre os EUA e a China. Os juros portugueses mantêm a tendência de queda, e renovaram mesmo o valor mais baixo de sempre.
Fecho dos mercados: Juros portugueses renovam mínimos históricos
EPA

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,17% para 371,23 pontos

Stoxx 600 subiu 0,22% para 371,23 pontos

S&P 500 valoriza 0,61% para 2.791,80 pontos 

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 2,5 pontos base para 1,487%

Euro aprecia 0,06% para 1,1343 dólares

Petróleo valoriza 0,09% para 67,13 dólares por barril, em Londres

  

Bolsas europeias sustentadas pelas negociações comerciais

As bolsas europeias fecharam o dia com ganhos ligeiros, numa altura em que as atenções continuam focadas nas negociações comerciais. Os sinais são positivos, quando falta uma semana para o fim das tréguas entre EUA e China. A animar a negociação está a expectativa em torno do encontro que está agendado ainda esta sexta-feira, 22 de fevereiro, entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o vice-primeiro-ministro da China, Liu He.

 

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, terminou o dia a ganhar 0,22% para 371,23 pontos.

 

Já na bolsa nacional, o PSI-20 contrariou a tendência, ao perder 0,17% pressionado pela queda superior a 1% do BCP, e pela descida de quase 3% dos CTT. Ambas as cotadas estão a reagir aos números de 2018. O banco liderado por Miguel Maya revelou ontem, já após o fecho do mercado, que os lucros aumentaram, mas a um ritmo que ficou aquém do estimado pelos analistas. E nem o anúncio de um dividendo, o primeiro desde 2010, conseguiu evitar a descida das ações do BCP. Já os CTT continuam a cair, depois de terem registado uma descida dos lucros e terem anunciado um corte do dividendo para 10 cêntimos, o valor mais baixo de sempre. No acumulado da semana, os CTT afundaram mais de 9%, naquela que foi a pior semana desde novembro de 2017.

Juros portugueses renovam mínimos históricos

As taxas de juro da dívida nacional estão a descer em todos os prazos, renovando mesmo o valor mais baixo de sempre na maturidade a 10 anos. A taxa implícita da dívida para esta maturidade está a descer 2,5 pontos base para 1,487%. Já a dívida alemã está a ceder 3,1 pontos para 0,096%. Com esta evolução, o prémio de risco da dívida nacional está abaixo dos 140 pontos, o que corresponde ao nível mais baixo desde outubro de 2018.

A contribuir para a descida dos juros portugueses e alemães estão os sinais que têm sido dados pelos responsáveis do Banco Central Europeu (BCE), que aumentam a expectativa de que os juros vão permanecer baixos por mais tempo. No caso de Portugal, o país beneficia ainda da incerteza que tem assolado Espanha e Itália, com os investidores a preferirem apostar em dívida nacional em detrimento dos outros países periféricos. 

Divisas estabilizadas aguardam acordo comercial

Tanto o dólar como o euro registaram variações curtas nesta sessão. O euro está a valorizar 0,06% para os 1,1343 dólares, arrecadando a primeira subida em três sessões. A divisa europeia tem sido pressionada pela desaceleração do crescimento na Zona Euro. Esse cenário de forte travagem foi ontem confirmado pelo Banco Central Europeu: nas atas da última reunião, o BCE admite um abrandamento maior no curto prazo.

 

Petróleo em máximos de três meses

O petróleo deverá fechar esta sexta-feira com um saldo semanal positivo, acumulando duas semanas consecutivas de ganhos. O foco dos investidores está no compromisso que os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) mostram em cortar a produção para o nível acordado entre si. 

 

Apesar da produção de crude nos Estados pairar em máximos históricos, os fortes cortes registados na Arábia Saudita estão a impor uma trajetória ascendente na cotação do barril. Os sauditas esperam que em abril o petróleo estabilize nos valores que a OPEP pretende.

 

A expectativa de que haja por fim um acordo comercial entre os EUA e a China também está a beneficiar a cotação. Isto porque a disputa tem sido um dos fatores de travagem da economia mundial. Caso a desaceleração desapareça, é expectável que haja mais procura por petróleo, que continua a ser o combustível dominante. 

 

O WTI, negociado em Nova Iorque, sobe 0,7% para os 57,36 dólares, acumulando oito sessões consecutivas e negociando em máximos de três meses. Já o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, valoriza 0,09% para os 67,13 dólares. Esta semana o Brent registou duas quedas, em contraciclo com o WTI.

 

Platina pode ganhar espaço com paládio em máximos

A platina está a caminho da sua melhor semana desce o início de janeiro. Tal deve-se ao "rally" da cotação do paládio, o que faz aumentar a especulação de que as fabricantes de carros terão de alternar entre os dois metais para baixar os custos. Ambos os metais são usados nos dispositivos de controlo de emissões poluentes dos veículos.

 

A platina está a valorizar 2,52% para os 843,93 dólares - atingindo máximos de novembro de 2018 - ao passo que o paládio soma 1,3% para os 1.492,93 dólares. 




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