Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros portugueses renovam mínimos, petróleo sobe e café atinge valor mais baixo da década

Fecho dos mercados: Juros portugueses renovam mínimos, petróleo sobe e café atinge valor mais baixo da década

As bolsas europeias negociaram sem uma direção muito definida, oscilando entre ganhos e perdas. Já o petróleo segue em alta, animado pela expectativa de um prolongamento do corte da oferta da matéria-prima até ao final do ano. Os juros portugueses estão em mínimos históricos e o café negoceia no nível mais baixo da última década.
Fecho dos mercados: Juros portugueses renovam mínimos, petróleo sobe e café atinge valor mais baixo da década
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,05% para 5.390,56 pontos

Stoxx 600 somou 0,01% para 391,35 pontos

S&P 500 avança 0,28% para 2.934,85 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 0,5 pontos base para 1,116%

Euro ganha 0,18% para 1,1206 dólares

Petróleo valoriza 1,10% para 72,83 dólares por barril em Londres

Bolsas Europeias sobem pela terceira sessão

As principais bolsas europeias dividiram-se entre o terreno positivo e o negativo, com o agregador das 600 maiores cotadas, o Stoxx600, a terminar a sessão com um ganho ligeiro de 0,01% para os 391,35 pontos. É a terceira sessão consecutiva no verde para este índice, com o setor do gás a petróleo a destacar-se, com ganhos acima de 1%.

A dar margem de alívio estão os dados relativos ao PIB da Zona Euro, que acelerou no primeiro trimestre deste ano, invertendo a tendência de travagem que marcou o segundo semestre de 2018. A economia europeia cresceu 0,4% em cadeia durante o primeiro trimestre de 2019, segundo os dados divulgados esta terça-feira, 30 de abril, pelo Eurostat. Em termos homólogos, a evolução do PIB estabilizou nos 1,2% entre janeiro e março, o mesmo valor registado no trimestre anterior.


Por outro lado, a Economia chinesa preocupa, depois de revelado que o setor da indústria cresceu menos do que o esperado em abril.

Por cá, o PSI-20 resvala para o terreno negativo pressionado sobretudo pelos CTT, que caíram mais de 5% e desceram a mínimos históricos, depois de apresentarem uma queda nos resultados de quase 40%.

 

Juros portugueses atingem novo mínimo histórico

Os juros portugueses voltaram hoje a atingir mínimos históricos. Pela primeira vez, os juros chegaram aos 1,112% ao registarem uma queda de 0,9 pontos base, seguindo agora a negociar nos 1,116% com um recuo de 0,5 pontos base. A redução dos juros da dívida portuguesa no mercado secundário tem sido constante nos últimos meses. Em 2018, Portugal viu a fatura com os juros da dívida total baixar para os 2,8%, um mínimo de 2010.


Na Alemanha, a tendência é contrária, com a "yield" das bunds a 10 anos a subir 1,1 pontos base para 0,654%. Esta subida da taxa remuneratória das obrigações germânicas ocorre numa altura em que diminuem os receios de abrandamento económico, especialmente depois dos bons dados de hoje para o PIB da Zona Euro, o que leva os investidores a verem menor necessidade de apostar na segurança das bunds.

 

Euro ganha com bons dados do PIB

A moeda única europeia segue a ganhar terreno, em torno de máximos de uma semana face à nota verde, impulsionada sobretudo pelos dados do PIB da Zona Euro, cujo aumento foi superior ao esperado. O euro segue a ganhar 0,18% para 1,1206 dólares.


Ao mesmo tempo, a divisa norte-americana está a ser pressionada por um movimento de vendas típico do final do mês.

 

Petróleo cai possibilidade de extensão de cortes da OPEP+

As cotações do "ouro negro" seguem em alta nos principais mercados internacionais, sustentadas pela expectativa de um prolongamento do corte de produção por parte da Organização de Países Exportadores de Petróleo e respetivos aliados (OPEP+), grupo no qual a Rússia se insere. Isto depois de a Arábia Saudita ter referido que o cartel e os seus aliados poderão estender esta redução da oferta até ao final do ano. As tensões na Venezuela, que é produtora de petróleo, também estão a ajudar à valorização desta matéria-prima.

O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em junho segue a ganhar 0,63% para 63,90 dólares por barril. Também o Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – segue em alta, com os preços do contrato para entrega em junho a somarem 1,10% para 72,83 dólares.

 

Café no valor mais baixo da última década

O preço do café, apesar de estar hoje a subir, negoceia atualmente em torno do nível mais baixo da última década, tanto o robusta como o arábica, o que está a fazer com que os produtores no Brasil e Vietname (os maiores do mundo) travem a venda de grãos aos torrefatores, numa tentativa de impulsionar as cotações.

O café apresenta-se sob duas grandes variedades - robusta e arábica –, sendo que a primeira é negociada em Londres e a segunda é a referência do mercado nova-iorquino. Portugal importa ambas as qualidades. O café tipo arábica tem um grão tido como "premium" e o robusta é mais resiliente a altas temperaturas e consequentes períodos de seca.

O café do tipo arábica para entrega em julho segue a somar 1,8% para 0,94 dólares por libra-peso nos futuros de Nova Iorque. Em Londres, o contrato de julho do robusta valoriza 0,5% para 1.410 dólares por tonelada. Isto depois de ontem terem caído em torno de 1,5%.




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